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Doctor Who - 50 Anos | Os Símbolos

Conheça os dez itens que mais marcaram história ao longo da exibição da série

Thais Aux
16.11.2013
13h30
Atualizada em
29.06.2018
02h36
Atualizada em 29.06.2018 às 02h36

Um dos maiores atributos de Doctor Who é ter ganhado uma versão moderna em 2005, onde os vários elementos já conhecidos da série estabeleceram a conexão entre a era clássica e a contemporânea. Tudo estava lá: a música-tema, a TARDIS, os Daleks, entre outros. Saiba quais são os dez itens mais icônicos de Doctor Who.

Musica tema

A música-tema

Quando foi ao ar pela primeira vez em 23 de novembro de 1963, Doctor Who exibiu seu tema, que permanece praticamente inalterado até hoje, apenas com alguns toques diferentes de remixagem - incluindo a estreia da série moderna em 2005, com um novo arranjo feito por Murray Gold.

A pedido de Verity Lambert, a primeira produtora da série, entra em cena o canadense Ron Grainer, acompanhado de Delia Derbyshire, a funcionária da BBC Radiophonic Workshop que nunca recebeu créditos por sua co-criação.

Delia usou a base criada por Grainer e adicionou diversos sons que foram alterados analogicamente para dar um efeito de ficção científica próprio dos anos 1960, em uma época em que ainda não existiam sintetizadores. Os "barulhinhos" foram criados separadamente e, para chegar ao tom certo, eles foram colocados em loop, sua velocidade era reduzida, além de cortes feitos manualmente nas fitas para encaixar no tempo certo. A versão final envolveu diversos gravadores tocando simultaneamente enquanto o tema era gravado por um outro gravador.

Quando Grainer ouviu a música finalizada pela primeira vez, perguntou a Delia: "eu que escrevi isso?", e ela respondeu "praticamente tudo". O tema de Doctor Who é um dos que foram usados por um período mais longo, junto com o tema de James Bond (que é de 1962). Hoje, apenas o toque dos primeiros acordes é o suficiente para reconhecer que estamos diante das aventuras do Doutor e seus companheiros.

TARDIS

A TARDIS

A máquina do tempo onde o Doutor viaja chama-se TARDIS, ou Time and Relative Dimensions in Space (Tempo e Dimensão Relativas no Espaço). A nave vem com um "circuito camaleão" para que ela possa se disfarçar conforme o ambiente - e é por isso que a conhecemos como uma cabine policial dos anos 1960. As primeiras versões do roteiro explicam que a cada episódio ela trocaria de forma. Porém, como a BBC não poderia bancar todos os cenários, a explicação utilizada foi a de que seu circuito camaleão tinha quebrado. O som que ela faz ao decolar e aterrisar é o mesmo desde 1963, e foi feito com uma chave sendo raspada em uma corda de piano.

A TARDIS que o Doutor usa é roubada e não funciona muito bem. Para piorar, ele mesmo não sabe pilotar direito a máquina e, por isso, vai parar em lugares aleatórios no tempo e espaço. Ela já adquiriu outras formas ao longo da série, como um órgão de igreja e um guarda-roupa, sempre retornando à forma da cabine policial.

Por dentro, a máquina já sofreu diversas variações. Na série clássica, ela tinha paredes brancas com luminárias circulares e um visor que mostrava o lado de fora. Já na era moderna da série, ela ganhou mais cores, com paredes laranjas. A última versão da nave é toda branca, com o topo do pistão com inscrições na língua de Gallifrey e interior azul.

Daleks

Daleks

Os maiores vilões de Doctor Who, os Daleks, são seres robóticos em forma de saleiro que operam através do medo e do ódio. Porém, sua origem é controversa. O segundo arco de Doctor Who, "The Daleks" (1963), escrito por Terry Nation, conta que eles são uma mutação do povo Dal, do planeta Skaro, após a explosão de uma bomba de nêutrons quando eles estavam em guerra com os Thals. Os Dals eram os cientistas e artistas de Skaro, enquanto os Thals eram uma raça guerreira. Ambos os povos eram humanoides e, até hoje, dentro de cada Dalek existe um ser esquisito e gosmento, protegido por uma armadura de metal.

Alguns anos mais tarde, em 1975, o próprio Terry Nation modificou essa origem no arco "Genesis of the Daleks", com o quarto Doutor (Tom Baker), e introduzindo um novo personagem: Davros, da raça Kaled (os antigos Dals). Nessa nova versão, os Kaleds, agora uma raça autoritária, declaram guerra contra os Thals e Davros cria os Daleks propositalmente após diversos experimentos científicos envolvendo mutações biológicas.

Quando a série retornou em 2005, o planeta natal do Doutor, Gallifrey, foi destruído após uma guerra com os Daleks chamada de Guerra do Tempo. Atualmente, Nicholas Briggs é o responsável por dublar as vozes dos Daleks e dos Cybermen. Ele é o produtor executivo da Big Finish, uma divisão da BBC responsável pelos audiodramas do canal.

Sonic Screwdriver

Sonic Screwdriver (chave de fenda sônica)

Essa companheira quase infalível do Doutor consegue escanear elementos de vários planetas no espaço, detectar erros, curar pessoas, verificar dados e muito mais - as funcionalidades são quase infinitas. Mas como nem tudo é perfeito, ela tem apenas um defeitinho: não funciona com madeira.

A primeira vez que ela apareceu na série foi em "Fury From The Deep", com o segundo Doutor (Patrick Troughton) - nessa época, ela era apenas um utensílio pequeno de metal. Já o terceiro Doutor, Jon Pertwee, é o dono da segunda versão do instrumento, que é amarelo, vermelho e com um círculo na ponta. Tom Baker, o quarto Doutor, usava uma versão parecida, com a ponta encapada.

Finalmente, no arco "The Visitation", Peter Davison tem a sonic destruída pelo vilão Terileptil. Tudo porque o produtor da série, John Nathan-Turner, não queria o Doutor usando algo tão "infantil". No filme de 1996, o oitavo Doutor recuperou o instrumento e, na série moderna, ela é presença constante, em duas versões: com a luz azul, de Christopher Eccleston e David Tennant, e um novo modelo na era Matt Smith, um pouco maior e com a luz verde. Até hoje ela se mantém um dos símbolos mais fiéis da série e um dos itens preferidos de colecionadores.

Cachecol

Cachecol do quarto Doutor

Tom Baker estreou seu cachecol colorido de quatro metros em 1974, que perdurou durante quase sete anos na série. Os atores que interpretam o Doutor podem escolher a sua própria vestimenta, que vai marcar o seu legado para sempre. Baker queria um cachecol, e todo mundo sabe que o Doutor é um sujeito extravagante. Por isso, a costureira achou que era pra usar toda a lã oferecida para fazer a peça.

Nos anos 1980, o item sofreu uma modificação radical: seu tamanho diminuiu e as cores ficaram mais sóbrias, para o horror de Tom Baker e a alegria do produtor John Nathan-Turner. No entanto, até hoje, quando os fãs fazem o cosplay do personagem, a versão usada é a maior e mais colorida, acompanhada por um chapéu e casaco de veludo. E haja lã!

Jelly Babies

Jelly Baby

Há um doce inglês que o Doutor sente-se particularmente interessado: as Jelly Babies, que lembra muito as nossas jujubas, com a diferença de que elas são têm um formato humanoides. Os Estados Unidos têm uma versão parecida, os Jelly Beans. Na época do quarto Doutor elas ganharam grande destaque, e ele costumava oferecê-los como sinal de boa-fé. As Jelly Babies foram responsáveis por salvar vidas, enganar inimigos e muito mais. Até hoje, em convenções e eventos da série, os fãs costumam oferecer e compartilhar o doce entre seus amigos.

K 9

K-9

O cachorro-robô mais carismático do universo apareceu pela primeira vez em Doctor Who em 1977, no arco "The Invisible Enemy", auxiliando o Doutor (Tom Baker) e Leela (Louise Jameson). Criado pelo Professor Marius no ano 5.000, ele acumulava a inteligência de várias enciclopédias, chamava as pessoas de mestre ou mestra e respondia perguntas com afirmativo ou negativo. Uma nova versão do cãozinho de metal foi apresentado em "School Reunion" (2006), onde ele se sacrifica para salvar o dia. O Doutor constrói então uma nova versão, que acompanha Sarah Jane na série derivada The Sarah Jane Adventures.

Oculos 3D

Óculos 3D

David Tennant, o décimo Doutor, inaugurou o primeiro símbolo exclusivo da série moderna: os óculos 3D, que em Doctor Who ganham um novo significado. Os episódios "Army of Ghosts" e "Doomsday", do final da segunda temporada, mostram a despedida da companheira Rose Tyler (Billie Piper). A fenda de Cardiff faz com que os universos paralelos entrem em colisão. Com isso, é possível viajar de um para o outro através de um aparelhinho. Para saber se uma pessoa já passou pela fenda, é só colocar os óculos 3D para perceber a radiação do "vazio" (void stuff). No meio disso tudo, Daleks e Cybermen lutam entre si e contra o Doutor, e só há um meio de detê-los: escancarando o vazio e fechando-o para sempre. Nesse processo, Rose é tragada para o vazio e, no último segundo, é salva por Pete, ficando presa no universo paralelo em um dos finales mais emocionantes de toda a série.

Bowtie

Bowtie

A gravata-borboleta entra em cena quando Matt Smith se torna o novo Doutor em 2010. A excentricidade dândi ganha uma roupagem hipster e, no episódio "The Eleventh Hour", logo após a regeneração, ele escolhe suas roupas de um armário de hospital. O item fashion acaba ganhando todo um significado cultural, com os fãs teorizando acerca de suas cores e usando em seus cosplays junto com o suspensório do Senhor do Tempo. E vale lembrar que, para ele, "gravatas-borboleta são legais!" - para o horror de sua companheira Amy Pond (Karen Gillan). Atualmente, na companhia de Clara (Jenna Coleman), as vestes mudaram para tons mais sóbrios, com a gravata na cor cinza escuro.

Fez

Fez

Quer reconhecer um fã de Doctor Who na rua? Basta identificar o cidadão ou a cidadã que estiver usando um Fez, o barrete vermelho usado por Matt Smith em "The Pandorica Opens". Para ele, Fezzes são legais! Só tome cuidado para quem você vai falar isso, já que em português, a palavra tem um significado totalmente diferente. O produtor Steven Moffat declarou em uma entrevista que o ator gostaria de continuar usando o Fez na sexta temporada e, por isso, resolveu destruí-lo antes que a ideia fosse para a frente. River Song (Alex Kingston) e Amy Pond detestam o utensílio e agradecem quando ele sai de cena, embora o Doutor mantenha alguns de emergência em seu guarda-roupa na Tardis.

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