Dexter New Blood

Créditos da imagem: Showtime/Divulgação

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Dexter New Blood: "Nunca achei que ele seria pai", diz Michael C. Hall

Conversamos com o protagonista sobre detalhes de New Blood, a nova temporada de Dexter

Henrique Haddefinir
05.11.2021
09h23
Atualizada em
05.11.2021
09h36
Atualizada em 05.11.2021 às 09h36

Foi apenas quando eu cheguei ao set e começamos a filmar, que percebi que algumas coisas foram se tornando familiares”, disse Michael C. Hall na coletiva de imprensa em que deu mais alguns detalhes sobre New Blood, a temporada especial que mostrará o destino de Dexter depois do desastroso fim da série, alguns anos atrás. Depois de viver o personagem por oito anos e ficar muito tempo longe dele, Michael tinha um desafio nas mãos: voltar não só a quem era Dexter antes daquele fim, mas ser coerente com o que aquele final apresentou.

New Blood vai mostrar como Dexter se estabeleceu numa cidade do interior como um pacato vendedor de armas, longe de seu “dark passanger”, até que as coisas mudam quando de uma vez só, ele se depara com visões de Debra (Jennifer Carpenter), com um crime e com a volta de Harrison (Jack Alcott), o filho que ele deixou para trás ainda bebê e que veio em busca de respostas sobre a própria origem.

Quando filmamos o piloto eu nunca imaginei que Dexter seria pai”, respondeu Michael quando indagado sobre a volta de Harrison e o quanto ela afetaria o personagem. “É curioso porque a forma como Dexter vê a própria vida e o que ele quer usufruir dela não necessariamente combina com o ato de matar pessoas. E essa relação de pai e filho... Um filho, na verdade, é a única evidência concreta, em carne e sangue, da sua própria existência. Quando Dexter teve esse filho, ficou mais complicado negar que ele mesmo era um ser humano, também em carne e sangue”.

Aqueles que se lembram de como a série terminou sabem, também, que Harrison se tornou a única referência familiar de Dexter. Michael, inclusive, justificou parte do que vimos naquele final, usando a importância de Harrison na vida do protagonista: “De certa forma eu acho que aquela fuga no final foi um ato de penitência e de proteção. Dexter sabia que se permanecesse próximo ao filho, aconteceria com ele o mesmo que aconteceu com a tia e com a mãe. Essa nova temporada, ao mesmo tempo, veio pra dizer que não se pode virar as costas para o passado”.

Faz sentido que o filho do psicopata tenha sido o trunfo do criador James Manos para ligar a nova história com o passado. A volta de Dexter tem uma missão complicada... O personagem foi ganhando características mais humanas no decorrer dos episódios e perdendo a “voz” sombria que dominava sua psiquê. A presença de Harrison, de certa forma, vai impedir que qualquer resgate desse passado seja absoluto. “Harrison destaca a parte sombria e a parte iluminada da personalidade de Dexter”, disse Michael ao falar sobre essa nova dinâmica entre pai e filho, “É como se ele estivesse pensando: por favor não seja como eu. E, simultaneamente, estivesse dizendo: por favor, seja como eu”.

Enfim, a paisagem solar e muito quente da Califórnia deu lugar a uma paisagem gélida, escura, diminuindo, inclusive, o contraste que havia entre a mente de Dexter e o meio em que ele estava inserido. Isso nos leva a pensar se talvez os polos não estejam invertidos dessa vez. Entre o frio, a tentação do assassinato e a presença do filho, Dexter: New Blood dará a todos os fãs a tão sonhada chance de redenção.

Dexter: New Blood estreia em 8 de novembro no Paramount+.

 

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