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15 filmes que quebram a quarta parede

Quando o cinema fala com você

Natália Bridi
12.02.2016
18h21
Atualizada em
29.06.2018
02h36
Atualizada em 29.06.2018 às 02h36

A quarta parede é a barreira imaginária que separa os personagens do público. A ação de uma peça, filme ou série acontece dentro dessas quatro paredes. Quando essa "caixa" é rompida, acaba a ilusão de que o que se está vivendo (personagem)/ vendo (público) é real.

Em Deadpool, que já está em cartaz nos cinemas brasileiros (leia a crítica), o mercenário tagarela usa esse recurso quase como um superpoder, seguindo o exemplo dos quadrinhos. Além de falar com o espectador, o personagem tem consciência de quem é e onde está, fazendo dsso a base para diversas piadas.

O cinema usa constantemente esse método, seja pelo humor, como no caso de Deadpool, como um exercício de questionamento da própria linguagem, ou como estratégia na hora de usar a narrativa em primeira pessoa. A seguir, listamos alguns exemplos da quebra da quarta parede no cinema:

A Grande Aposta (2015)

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No filme indicado a 5 Oscars, o diretor e roteirista Adam McKay usa a quebra da quarta parede para (tentar) explicar a sua complicada trama econômica. Em cartaz nos cinemas.

Quanto Mais Idiota Melhor (1992)

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Na tarefa de adaptar o quadro do Saturday Night Live para a tela grande, Mike Myers colocou Wayne Campbell para falar com o público, usando o recurso até para fazer o product placement mais descarado e divertido do cinema.

O Máskara (1994)

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Assim como Deadpool, o Máskara usa a quebra da quarta parede como um superpoder da zoeira.

O Senhor das Armas (2005)

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Mais uma vez a quebra da quarta parede serve para entrar sem intermediários em algum submundo, desta vez o dos negociantes de armas. Disponível na Netflix.

S.O.S. - Tem um Louco Solto no Espaço (1987)

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Mel Brooks gosta bastante do recurso e na paródia de Star Wars usa a quebra da quarta parede em diversos momentos para fazer piada e abusar da metalinguagem. Disponível na Netflix.

O Império (do Besteirol) Contra-Ataca (2001)

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Kevin Smith fez um filme sobre um filme que sabe que é um filme. 

Clube da Luta (1999)

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Outro dos filmes mais lembrados por usar o recurso. O narrador apresenta seu mundo (e Tyler Durden) para o espectador da mesma forma que o faz no romance de Chuck Palahniuk, tornando o público parte do grupo. Disponível na Netflix.

O Grande Roubo de Trem (1903)

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Uma das primeiras vezes que o recurso aparece nos cinemas. A cena, que não tinha relação direta com a trama e podia ser exibida tanto no início como no final do filme, mostrava um ator olhando diretamente para câmera e atirando. O público reagia assustado, acreditando que poderia levar um tiro. Veja no You Tube.

Curtindo a Vida Adoidado (1986)

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Provavelmente o filme mais lembrado quando se fala em quebra da quarta parede. Usando a técnica, John Hughes transformou o espectador em cúmplice do "dia de folga de Ferris". Disponível na Netflix.

Violência Gratuita (1997 e 2007)

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Michael Haneke fez duas versões praticamente idênticas do mesmo filme, focando em uma dupla de simpáticos jovens que torturam uma rica família. O longa discute o consumo de violência e usa a quebra da quarta parede para banalizar uma situação chocante ao mesmo tempo em que a retrata com requintes de crueldade.

Alfie (2004)

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O remake de Como Conquistar as Mulheres (1966) usa o recurso para entrar na vida do garanhão metrossexual do título e garantir um retrato que vai além das aparências. Disponível na Netflix.

Alta Fidelidade (2000)

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Outro caso de adaptação que insere a narrativa em primeira pessoa na história, não limitando o contato entre personagem e público a um discurso em off. Assim, Stephen Frears garante o impacto do texto de Nick Hornby e entra na cabeça do seu protagonista.

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)

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A quebra da quarta parece é a base do roteiro de Woody Allen, permitindo diversos experimentos de linguagem cinematográfica. O diretor/roteirista explica que sentia que o público compartilhava dos mesmos sentimentos e problemas do seu protagonista: "Queria falar diretamente com eles e confrontá-los". Disponível na Netflix.

O Lobo de Wall Street (2013)

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Martin Scorsese usa o recurso mais uma vez para entrar dentro da cabeça e das farras de Jordan Belfort, aproveitando a narrativa do livro escrito pelo mesmo.

Os Bons Companheiros (1990)

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O diretor Martin Scorsese usa o método para se aproximar de Henry Hill e do mundo dos mafiosos. O longa conta também com uma homenagem a O Grande Roubo de Trem, com Joe Pesci reproduzindo a mesma cena e descarregando uma arma na direção do público.