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Como começar a ler Mulher-Maravilha nas HQs

Conheça a origem da personagem e as sagas mais indicadas dos quadrinhos

Load Comics
01.01.2021
14h51
Atualizada em
01.01.2021
15h14
Atualizada em 01.01.2021 às 15h14

Mulher-Maravilha 1984 chegou aos cinemas em dezembro, e agora é a hora ideal para conhecer a heroína da DC nos quadrinhos! Mas por onde começar? No OmeleTV, Load recebe Rebeca Puig para discutir as origens da personagem, e também indicar as melhores HQs para conhecer a Mulher-Maravilha - veja acima.

The Legend Of Wonder Woman

É meio impensável hoje que, durante a maior parte da história da personagem, a heroína principal da DC tenha sido escrita e desenhada exclusivamente por homens. A lendária artista Trina Robbins foi a primeira mulher a desenhar a Mulher-Maravilha, e em 1986 ela se uniu a Kurt Busiek, que nem era famoso, para uma série limitada de quatro edições que homenageou suas origens da Era de Ouro. Talvez seja uma maneira legal para você revisitar os primeiros dias da heroína sem a sexualidade às vezes perturbadora que existe por trás da Princesa Diana, a arte da Robbins é muito linda e realmente parece que você está lendo uma HQ da década 1940!

Um começo bem legal pra ver a personagem crescendo e tendo suas próprias aventuras.

Deuses e Mortais, George Perez

Bom, não tem como fazer uma lista ou indicações das histórias da Mulher-Maravilha nos quadrinhos, e deixar de fora George Perez. É basicamente a definição da personagem feita pelo desenhista/roteirista mais importante da década de 1980.

Depois dos eventos de Crises nas Infinitas Terras, a DC resolveu contratar só a nata criativa daquela época para mudar seus três maiores personagens. A nossa querida Karen Berger, responsável por muitas coisas na DC estava também no projeto como editoria.

Nessa fase Perez levou Diana de volta às suas raízes, contando uma história de origem, dando mais ênfase aos deuses gregos na vida da princesa e apresentando Ares, o deus da guerra, como um de seus vilões mais perigosos. Essas histórias são muito bem escritas, surpreendentes e muito bem planejadas, oferecendo alguns dos melhores momentos das histórias em quadrinhos em uma década tão revolucionária. Nem precisamos falar da maravilhosa arte de George Perez, cheia de detalhes e cores

Novos 52, Brian Azzarello e Cliff Chiang

Todos sabemos que os Novos 52 não foram um marco para a história da DC. Se por acaso você não sabe, Novos 52 aconteceu em 2011 quando a empresa decidiu reiniciar todo mundo de seu universo (sim, mais uma vez). Essa era uma chance de dar nova vida a alguns personagens que precisavam. Para isso resolveram chamar Brian Azzarello, um nome mais conhecido dentro da linha adulta da editora, Vertigo (100 Balas).

Azarello foi quem mudou e começou a escrever que Diana não nasceu do barro, mas sim uma Deusa, filha de Zeus e Hipólita. E sua função é ser a defesa entre a humanidade e os caprichos cruéis dos deuses.

A história não é muito original, até porque a infidelidade de Zeus é, provavelmente, o aspecto mais lugar-comum de toda a mitologia grega e de todas as obras artísticas baseadas nela só que Azzarello lida muito bem com isso, a forma como ele trás profundidade dramática e muitas menções ao universo mitológico da Amazona é o que mais me agrada nesse arco.

É uma leitura incrível e a arte de Cliff Chiang é algo que agrega muito também à narrativa!

O Círculo, Gail Simone, Terry Dodson e Rachel Dodson

Gail Simone construiu sua bem-merecida reputação por pegar personagens da DC e dar-lhes novos níveis de profundidade emocional enquanto conta ótimas histórias. Na sua estreia em Mulher-Maravilha, ela se uniu ao casal Dodson, para resolver toda a confusão deixada pela DC nas revistas anteriores. Durante a fase Gail Simone, na revista nos é apresentando alguns conceitos novos sobre a personagem que trazem mais profundidade à sua origem.


O que é mais interessante é um ponto explorado por Gail Simone nessa história, o fato de que nem todas as Amazonas ficaram felizes com o nascimento de Diana, ao contrário do que imaginávamos.

O roteiro de Simone é bastante fluido, mantendo uma interessante mistura entre flashbacks e tempo presente.

Mulher-Maravilha – O Círculo é uma boa história tanto para quem quer conhecer a personagem quanto para quem já está familiarizado com suas histórias.

A Verdadeira Amazona, Jill Thompson

Bom, se você é um leitor que gosta de Mulher Maravilha já deve saber que a escritora e desenhista Jill Thompson tem muita experiência com a Diana, ela desenhou a personagem pela primeira vez em 1990 e diversas edições pós-Perez.

Ela retornou à Mulher-Maravilha de uma forma maravilhosa e muito corajosa com uma linda narrativa, toda pintada à mão, que foi lançada em 2017.

Podemos dizer que, inspirando-se na origem que vemos em Deuses e Mortais, Jill Thompson nos apresenta as fases de crescimento da princesa, mostra também o aprimoramento de suas habilidades e a relação dela com mãe, irmãs, natureza e deuses. A história tem, inicialmente, uma explicação sobre como as Amazonas passaram do mundo dos homens para a Ilha Paraíso e depois foca apenas no cotidiano das escolhidas, uma história maravilhosa onde podemos acompanhar Diana desde bebê até se tornar essa guerreira que conhecemos hoje!

Sem dúvidas a Jill Thompson sempre está entre as autoras e desenhistas preferidas dos quadrinhos e nesta história ela simplesmente brilha e te deixa com sorriso no rosto a cada página virada.

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