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The Big Bang Theory na Comic-Con 2015

Contos eróticos, ciência e nerdices no painel da série em San Diego

Thiago Romariz
10.07.2015
16h01
Atualizada em
29.06.2018
02h35
Atualizada em 29.06.2018 às 02h35

O painel de The Big Bang Theory na San Diego Comic-Con 2015 tinha a previsão de contar somente com os produtores e escritores. Como de costume, surpresas aconteceram: Kunal Nayyar, o Raj, e Mayim Bialik, a Amy, dividiram a o palco com Chuck Lorre e Bill Prady.

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De um começo com contos eróticos e um encerramento com uma cantoria em conjunto, a apresentação falou pouco da nova temporada, mas confirmou mais uma vez a força da série: as mais de duas mil pessoas presentes começaram a gritar com a abertura da série que inicou o painel e só pararam quando Nayyar se despediu ao som de "Soft Kitty", música preferida de Sheldon (Jim Parsons).

Este personagem, aliás, foi um dos principais temas discutidos. O relacionamento dele com Amy, que evoluiu no último ano, continuará a ser um dos focos do série. "Vocês vão descobrir a história por trás do anel deles no primeiro episódio da nova temporada", revelou Bill Prady. "Não vamos falar mais nada para não estragar, mas pensamos nisso também e se eu falar mais vou estragar algumas novidades", completou.

Minutos depois, Nayyar falou sobre as fan fictions de The Big Bang Theroy e disse que gostaria de ler uma sobre Amy e Raj. "Mas seria interessante Amy estar aqui, não é?", e o Ballroom 20 veio abaixo com a entrada de Mayim. Em uma breve leitura, ambos empostaram a voz para dizer frases 'eróticas' como "vou te apresentar novos órgãos" ou "você vai conhecer um novo livro, 50 Tons de Marrom (50 Shades of Brown)".

Hawkins em Big Bang

David Salzberg, o consultor de assuntos científicos da série, também estava na mesa e falou sobre o seu trabalho. "Certa vez me mandaram enviar um roteiro para o professor Hawkins. Eu tremia de ansiedade. No fim, ele achou achou a ideia do capítulo brilhante e disseram que ele ia fazer um estudo sobre o assunto. Estou esperando isso até hoje", brincou.

Nayyar comentou também sobre a primeira vez que Hawkins foi ao set da série. "Eu lembro que Howard (Simon Helberg) estava lá e ele deveria imitar a voz do professor no episódio. Enquanto ele imitava, com vergonha olhava para Hawkins. Ele estava tenso, mas quando olhamos para Hawkins ele estava rindo, achando graça", revelou.

O ator aproveitou para comentar que ele não revelaria nada sobre a nova temporada por que realmente não sabia de nada. "Recebemos o roteiro na noite anterior e ensaiamos e discutimos poucas horas antes. Estamos há nove anos fazendo isso, mas todo dia no set ainda parece como se fosse um dia de Natal".

Os roteiristas, Lorre e Prady, seguiram o assunto e falaram sobre os momentos mais difíceis de escrever para Big Bang. "Saber o momento certo em que Sheldon diria que ama Amy, ou Penny dizendo sim para Leonard no pedido de casamento. Esses momentos são muito emocionais e bem difíceis de escrever", disse Lorre. "É importante também continuar a fazer a comédia", completou Prady. "Não se repetir é outro grande desafio, pois são muitos anos a frente disso e fica fácil de procurar a saída mais simples".

O beijo de Sheldon

"Vou fazer uma pergunta que todos estão morrendo para saber", disse Kunal para Mayim. "Como é beijar Jim Parsons?". No meio de algumas risadas, a atriz disse que "tudo que envolve um momento de intimidade entre Amy e Sheldon é muito bem pensado". "Nosso diretor tem um super cuidado com essas cenas e eu e Parsons conversamos muito sobre os personagens. Acredito que esse tipo de relação, essa proximidade entre nós atores, facilita na hora de atuar. É difícil de qualificar, mas, sim, é ótimo beijar Jim Parsons", falou.

Bialik aproveitou o embalo e se prontificou para responder a pergunta seguinte: a série de aproveitou do crescimento da cultura nerd e explodiu de audiência? "Eu recebo muito esse tipo de pergunta e acho que não fazemos rótulos na série. Acho que mostramos que todo mundo pode ter uma vida, independente do que você gosta. Todos vivem e evoluem", disse a atriz. 

"Ao mesmo tempo, mostramos que é super difícil ser diferente. Sheldon é muito isso. Acho que nosso roteiro mostra bem que quando você não segue algo que é mainstream, que está sempre na mídia, é doloroso. É muito solitário ser diferente ainda, mesmo que o nerd tenha virado pop", opinou.

Lorre, que também faz Two and a Half Men, disse que a ideia dos personagens serem nerd não era o foco. Isso surgiu naturalmente. "Eu juro que eu não pensava eu torná-los e fazê-los nerds assim. Acho que isso veio com o tempo. Nós sempre quisemos celebrar as diferenças entre eles. Acho que a série é sobre isso, mais do que qualquer outra coisa", falou o escritor. 

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