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CCXP 2015 | Jim Lee traz lembranças de carreira durante painel

Autor diz que estamos em nova Era de Ouro dos quadrinhos

ÉA
05.12.2015, às 09H08.
Atualizada em 29.06.2018, ÀS 02H35

Jim Lee diz que não sabe de todos os quadrinhos que desenhou, mas tem uma memória muito clara de onde desenhou cada página. Foi essa memória, de 51 anos e quase 30 de carreira, que foi posta à prova durante o painel de tributo ao quadrinista na CCXP 2015, na sexta-feira.

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"Meu pai era médico e queria que eu fosse médico também, por isso não me deram muito estímulo para ser artista", disse Lee, hoje co-publisher da DC Comics. "Eu podia comprar um gibi por mês, eu tinha uma coleção pequena, que li e reli várias vezes". Além disso, ele, que nasceu na Coreia do Sul e mudou criança para os EUA, aprendeu inglês lendo HQ.

"Quando eu fiquei sabendo que as pessoas eram pagas para fazer quadrinhos, aí sim eu me comprometi a virar desenhista". Lee acabou uma parte da universidade - antes de entrar de vez em Medicina -, mudou-se para a casa dos pais, colocou uma prancheta ao lado da cama e passou seis meses só desenhando e enviando amostras de seu trabalho para editoras. "O incrível foi que quem se interessou foi a Marvel e a DC, as duas maiores, e não as editoras pequenas".

A partir daí, quase todos seus fãs conhecem a história: Lee desenhou Justiceiro e X-Men; foi um dos fundadores da Image Comics; vendeu seu estúdio Wildstorm para a DC; virou co-publisher da DC e consegue criar tempo para desenhar Batman, Superman, Liga da Justiça e outros personagens.

Da época da Image, ele tem memórias peculiares: "Ninguém tinha um grande plano. Todo mundo era jovem. O Todd [McFarlane] aparecia nas reuniões sem camisa, o Rob Liefeld só ficava pulando pela sala". Lee diz ter bastante nostalgia da época, e que gostaria de voltar a personagens que criou na Image - WildC.A.T.s, Gen13 - na DC, o que ainda não aconteceu porque ele precisa de tempo para estar bastante envolvido quando acontecer.

Sobre o período atual, o autor diz estar muito contente. "É uma nova Era de Ouro dos quadrinhos. Nunca houve uma época em que tanta gente tem familiaridade com os heróis. Eu achei que a gente [os fãs e autores] seria uma sociedade secreta pra sempre", diz Lee. "Até meus avós me ligam para perguntar como vai ser os filmes do Superman, do Batman".

Uma fã testou a memória de Lee: onde ele havia desenhado a imagem icônica de Batman: Silêncio, do Homem-Morcego nos céus de Gotham City? "Eu desenhei deitado no chão de uma estação de trem. Na época eu estava morando na Itália, numa cidade pequena, e tinha que ir até Florença para entregar as páginas no FedEx, e terminava o desenho no caminho. Enquanto eu estava no chão, tinha um monte de caras fumando na volta, vendo eu desenhar".

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