Cena de Playmobil - O Filme

Créditos da imagem: Playmobil - O Filme/DMG Entertainment/Reprodução

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Crítica

Playmobil - O Filme

Apesar de um pouco genérica, a animação relembra por que não se deve abrir mão do seu lado criança

Mariana Canhisares
06.12.2019
14h05
Atualizada em
06.12.2019
13h52
Atualizada em 06.12.2019 às 13h52

Quem, quando criança, nunca se imaginou dentro do universo fantástico que criou na sala de casa com seus bonecos? Em Playmobil - O Filme, esse sonho se torna realidade para Marla (Anya Taylor-Joy) e seu irmão mais novo, Charlie (Gabriel Bateman). Uma visita noturna à uma exposição de brinquedos transporta a dupla para um mundo de gladiadores, fadas madrinhas e dinossauros, em que os próprios protagonistas assumem a forma de playmobils.

Mas nem todos encaram a transformação como uma oportunidade positiva. Afinal, chegando a este novo mundo, o pequeno Charlie é sequestrado por um grupo de piratas e Marla, tão realista e cética, não tem outra escolha a não ser viajar por cada canto desse mundo fantástico para salvar seu irmão e, um pouco a contragosto, se lembrar do quão divertido era ser criança.

Embora cheia de glitter e piadas bobas, a jornada de Marla não é interessante apenas para o público infantil. Na realidade, o arco da personagem se mostra rico também para os pais. A todo minuto, a menina se vê diante de elementos mágicos que a obrigam a sair da sua zona de conforto e realmente aproveitar um pouco mais a vida para além das suas responsabilidades de irmã mais velha. Nesse sentido, a animação por vezes se apresenta como um respiro do tédio que a vida adulta pode trazer.

No entanto, o caminhar da narrativa nem sempre sabe encontrar o equilíbrio entre os elementos mais infantis e os mais “sérios”. Há uma estranha dinâmica entre um humor infantil e mais temas pesados, como o luto e os duelos até a morte propostos pelo vilão Maximus (Adam Lambert). A combinação desses elementos nem sempre é orgânica, quase como se o filme fosse para crianças e, de repente, virasse coisa de adulto.

Falta ao filme também um pouco de personalidade para criar uma aventura de fato inédita. No fundo, não há nada de muito diferente na produção do que já se viu antes - talvez, somente a decisão de colocar Anya Taylor-Joy para cantar e dançar como se estivesse em um filme do Disney Channel. Mesmo com um quê de genérico, Playmobil - O Filme é uma opção divertida e inocente para entreter as crianças nessas férias.

Nota do Crítico
Regular