CCXP Worlds | Globo aposta em nostalgia para apontar caminho ao futuro

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CCXP Worlds | Globo aposta em nostalgia para apontar caminho ao futuro

Em painéis da CCXP, emissora resgata clássicos da dramaturgia para falar sobre seus próximos projetos

Guilherme Machado
04.12.2020
18h41
Atualizada em
04.12.2020
21h54
Atualizada em 04.12.2020 às 21h54

De Odete Roitman a Carminha. De Ruth a Raquel. De Irmãos Coragem a Avenida Brasil. A Globo é sem dúvida dona de alguns momentos e personagens mais icônicos da TV brasileira e é exatamente nessa nostalgia do público em que a emissora está apostando para seu futuro próximo. Em dois painéis no palco Thunder da CCXP, a emissora mostrou alguns elementos clássicos de suas telenovelas e como eles vão continuar nos próximos projetos.

No painel Gêmeos: Qualquer semelhança não é mera coincidência, por exemplo, os atores Tony Ramos e Christiane Torloni, ambos que já interpretaram gêmeos nas novelas Baila Comigo e Cara e Coroa, respectivamente, falaram sobre os desafios de interpretar estes tipos de papéis e porque eles fascinam tanto o público de telenovelas brasileiras.

“É uma experiência maravilhosa. Você tem um leque emocional amplificado. Você pode conviver com duas pessoas com almas diferentes é muito bom. Geralmente os gêmeos na dramaturgia são antagônicos”, destacou Christiane. Já Tony falou sobre os desafios de viver gêmeos nos anos 80.

“Os tempos vão se modificando. Eu tive a aventura de começar na televisão ao vivo. Depois eu vi chegar o videotape. No meu caso eram gêmeos que não se conheciam. Exigia de mim um dublê que tivesse as minhas características, eu abraçava aquele dublê. Depois trocava de roupa e fazia tudo de novo. Chegava ao fim cansado, mas não desmotivado”, relembrou.

O ator Cauã Reymond também participou do painel. Acontece que Cauã também está prestes a viver gêmeos na próxima novela das 21h da emissora, Um Lugar ao Sol, escrita por Lícia Manzo, que substituirá o eventual retorno de Amor de Mãe.

“Agora eu contraceno com uma bola verde, Eu tenho um dublê, graças a Deus. Ao mesmo tempo que a tecnologia trouxe muitas facilidades, ela também traz novos desafios, como contracenar com você mesmo e ouvir a voz do outro gêmeo que você gravou. Estou encarando esse desafio de forma bem-humorada”, destacou Cauã.

“Um mês antes de começarem as gravações voltei a ensaiar e mergulhar nos dois personagens. Um deles acaba conduzindo de forma mais sólida a história. Mas eu sempre fico me preocupando em como o público vai entender esse personagem”, complementou o ator.

E se tem um tipo de personagem que o público brasileiro entende muito bem são os vilões. Quem não lembra de Nazaré jogando seus inimigos escada abaixo? Ou de Carminha gritando “Inferno”.

Bom foi justamente nisso que a Globo apostou no painel Vilões que Amamos Odiar, onde Mariana Ximenes e Claudia Raia lembravam vilãs que interpretaram em suas carreiras.

“As vilãs são as donas da ação. O mocinho é sempre a vítima, e o vilão é o dono da ação, quem organiza tudo, quem pensa, engendra. Por isso é bom fazer vilão”, enfatizou Claudia.

“Vilão traz as grandes reviravoltas, aborda as questões morais. Tem a licença de subverter as lógicas, traz pimenta”, complementou Mariana.

Claudia lembrou, por exemplo, a personagem Ângela Vidal, que ela interpretou em Torre de Babel e até hoje considerada uma das mais pérfidas vilãs da dramaturgia nacional.

“A primeira a gente nunca esquece: Ângela Vidal, em Torre de Babel. Eu gosto tanto dessa personagem porque ela tem uma história de vida muito dura, se tornou uma psicopata fria pela história de vida dela. Era uma mulher fria, um pouco máscula, uma psicopata da pior espécie. Esse personagem exigiu muito de mim. Era uma personagem apática”.

A reação nas ruas à personagem de Claudia foi imediata.

“Em Torre de Babel eu tenho uma história bem engraçada. O Enzo fazia aula de natação e eu nunca podia levar ele. Na primeira vez eu consegui levá-lo, era no meio da novela, a personagem estava bombando. Entrei com o Enzo no colo. Quando entrei na piscina, todas as mães saíram com seus bebês. Fiquei sozinha na piscina”.

Tudo isso também foi para levar ao fato de que Alexandre Nero, que também estava no painel, fará um vilãozão daqueles, chamado Tonico, na próxima novela das 18h, Nos Tempos do Imperador, que espera resgatar essa magia clássica dos malvados das novelas.

“É um vilão de sua época, as pessoas vão ficar bastante indignadas com eles. Mas tem um certo olhar, as pessoas vão dar risada com ele. É um homem muito agressivo”, destacou Alexandre.

E o mundo geek também ganhou espaço na conversa, quando Nero disse ser fascinado pelo Coringa, e defendeu que Joaquin Phoenix mereceu muito o Oscar que levou pelo personagem no filme homônimo.

“O personagem é arrebatador. Os personagens de HQ podem mais do que tudo”, destacou Nero.

Quem sabe em breve, com as mudanças na dramaturgia, um personagem como o Coringa não surja nas telinhas nacionais? Mas, claro, com aquele tempero nostálgico dos grandes vilões de novela.

A CCXP Worlds: A Journey of Hope, primeira edição 100% digital do maior evento de cultura pop do mundo, acontece entre os dias 4 e 6 de dezembro de 2020. Os ingressos gratuitos e os pacotes especiais, que dão direito a atrações e brindes exclusivos, estão disponíveis no site www.ccxp.com.br.

Nesta sexta (4), a Paramount apresenta seus próximos lançamentos, incluindo a nova versão de O Poderoso Chefão 3, o elenco de The Walking Dead: World Beyond conta como a série expande o universo de TWD, e a Globo traz um elenco estrelado, incluindo Taís Araújo e Lázaro Ramos. No lado dos quadrinhos, é o dia do homenageado Neil Gaiman, além de nomes como Jeff Smith e Matt Fraction.

Quem perdeu alguma coisa ou quer rever os melhores momentos pode acessar os vídeos on demand, que serão disponibilizados na plataforma em até 24 horas depois da exibição ao vivo e ficam no ar até o dia 13 de dezembro.

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