Imagem da CCXP Worlds de 2020

Créditos da imagem: Divulgação/CCXP

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CCXP Worlds evolui em 2021 e prepara edição simultânea ao retorno presencial

Sucesso até na China, evento se consolida como maior festival digital de cultura pop do mundo

Paulo Pacheco
07.10.2021
12h00
Atualizada em
07.10.2021
12h16
Atualizada em 07.10.2021 às 12h16

Confirmada para os dias 4 e 5 de dezembro, a CCXP Worlds chega "evoluída" a sua segunda edição, com mais de 50 horas de conteúdo e melhorias em relação à estreia, no ano passado, quando já se firmou como maior festival digital de cultura pop do mundo. Para 2021, a organização do evento aprimorou as transmissões ao vivo e trouxe novidades na programação.

A essência da CCXP Worlds continua igual à da CCXP presencial, suspensa em 2020 em razão da pandemia de coronavírus: aproximar os fãs de seus ídolos, promover interação entre a comunidade e divulgar criadores de conteúdo. O primeiro evento no formato digital ultrapassou 35 milhões de visualizações de páginas e foi acompanhado em 139 países, alcance maior do que qualquer edição sediada em São Paulo.

"Temos experiência internacional, fizemos uma CCXP na Alemanha, mas a audiência da CCXP Worlds surpreendeu sim, principalmente a que veio da China, onde tivemos 50 mil pessoas vendo ao vivo o nosso conteúdo mesmo com fuso horário desfavorável. O evento acabou sendo consumido no mundo inteiro. Uma das coisas que aprendemos foi que, para abrir ao mundo, precisamos nos estruturar melhor, porque foi muito acima do que esperávamos", analisa Renato Fabri, sócio-fundador da Omelete Company.

Para melhorar a experiência do público, Renato e seu irmão, Roberto Fabri, investiram em tecnologia e aperfeiçoaram a estrutura das transmissões. "Percebemos que a galera quer ver lives, então criamos uma plataforma que prioriza o conteúdo ao vivo. Apesar de termos três transmissões simultâneas, os criadores de conteúdo podem abrir lives próprias. No ano passado, chegamos a ter 250 lives simultâneas. A expectativa é aumentar de 20% a 30% esse ano, beirando a 350 transmissões", explica Roberto Fabri, CMO da Omelete Company.

Outro destaque na segunda edição da CCXP Worlds está na participação das gigantes do entretenimento e seus tão aguardados lançamentos, adiados ou suspensos por causa da pandemia. Pela primeira vez, a CCXP terá um estúdio móvel que vai rodar o mundo e abrir as portas dos sets de gravação dos maiores estúdios para revelar detalhes de bastidores e entrevistar produtores, diretores, roteiristas e atores.

Mari Moon e Marcelo Forlani em transmissão do palco Thunder na CCXP Worlds 2020
Divulgação/CCXP

"A maior crítica que recebemos no ano passado foi a ausência de conteúdo. Não houve grandes anúncios, mas não posso obrigar a Disney a anunciar o próximo Avengers. Como o cinema parou em 2020, tivemos bons conteúdos mas foi a parte mais morna. Hoje, temos um outro nível de conversa com os estúdios. Todos estão muito engajados com o evento, inclusive quem ficou de fora no ano passado. Já temos algumas confirmações para 2021 que dá até ansiedade para anunciar", antecipa Roberto Fabri.

Neste ano, a organização da CCXP Worlds ainda otimizou as transmissões próprias e o acesso à plataforma do festival pelo celular, responsável por cerca de 40% da audiência da edição de 2020.

"Chegamos a ter, além dos 250 streams simultâneos, seis transmissões próprias. É muito streaming! Acabamos concorrendo com nós mesmos! Diminuímos o evento de três para dois dias e os streamings próprios para três, com o objetivo de ter uma qualidade de conteúdo ainda maior", afirma o CMO da Omelete Company.

Após o sucesso em 2020, a CCXP Worlds entrou de vez no CCXPverso, calendário de atrações anunciado pela organização da CCXP a partir deste ano. Em 2022, o festival digital deverá ocorrer simultaneamente ao retorno da edição presencial, a maior de todos os tempos.

"A CCXP Worlds veio para ficar. Ano que vem, mesmo com o evento físico, vamos continuar com a plataforma digital a quem não puder vir, seja porque mora longe seja porque não tem condição financeira. Sabemos que a CCXP não é um evento acessível do ponto de vista do valor do ingresso, não é diferente de um Lollapalooza ou um Rock in Rio em termos de estrutura e de custos de produção. Por outro lado, vamos abrir o acesso digital para as pessoas consumirem e fazerem parte da comunidade sem precisar necessariamente estar fisicamente no evento. O digital abriu essa possibilidade, é muito inclusivo. Conseguimos trazer todo um público que não consumia CCXP, só ficava olhando nas redes sociais e passava vontade", conclui Renato Fabri.

CCXP já abriu a pré-venda para a CCXP22 e para a CCXP Worlds 21. No dia 15 de outubro, terá início a venda geral. Também no dia 15, o público poderá realizar o cadastro gratuito para acessar a plataforma da CCXP Worlds 21.

Neste período inicial de venda, os ingressos para a CCXP 22 estarão disponíveis em valores e condições de pagamento especiais - que seguirão até o dia 06 de dezembro, ou enquanto durarem os ingressos disponíveis para este lote especial. Para outras informações, acesse o site do festival.

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