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CCXP22: Os bastidores de cinco grandes desafios do evento

Conheça os maiores perrengues e imprevistos da história da convenção

Omelete
6 min de leitura
GD
28.11.2022, às 10H08.
CCXP22: Os bastidores de cinco grandes desafios do evento

Produzir um evento gigantesco como a CCXP exige muita ralação nos bastidores e também jogo de cintura dos profissionais envolvidos para lidar com os inevitáveis contratempos. Às vésperas do início da edição 2022, que será realizada de 1º a 4 de dezembro, no São Paulo Expo, listamos cinco grandes desafios enfrentados pela organização para colocar a convenção de pé.

Na lista, entram de pequenos perrengues a obstáculos mais complexos enfrentados desde a sua criação até hoje e que também fazem parte da história de sucesso da CCXP - além de render, em alguns casos, boas risadas. 

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O início de tudo

Segundo Ivan Costa, cofundador da CCXP e da Chiaroscuro Studios, o projeto já nasceu com um grande desafio pela frente, em 2014: ganhar a confiança de muita gente para sair do papel e virar o acontecimento que é hoje, com relevância internacional. “Não era fácil convencer as empresas e os próprios fãs de que era possível ter uma Comic Con aqui no Brasil”, afirma. 

Depois disso, em apenas dois anos, a convenção ganhou tanta projeção que demandou uma reformulação da organização. Em 2016, ela já ocupava o pavilhão completo do São Paulo Expo e teve um salto de público de 142 mil para 196 mil pessoas.

“A gente tinha um evento muito maior nas mãos. Por isso, começamos a pensar em outros formatos e, em 2017, fizemos a CCXP Tour Nordeste, em Recife. Também estendemos a duração do evento, que passou a ter Spoiler Night, e isso alterou nosso cronograma, porque os estandes tinham que estar abertos e funcionando um dia antes”, analisa Costa.

Participação de Frank Miller

Hoje em dia a produção da CCXP ainda precisa driblar adversidades como a agenda apertada dos artistas ou os diferentes fusos horários para falar com seus representantes, mas todo esse processo de incluir nomes de peso na programação já foi bem mais complicado.

“Em 2015, um desafio pessoal meu foi trazer o Frank Miller, que acabou sendo convidado de honra da edição. Foi um ponto de virada pro evento, era um artista muito importante, e a vinda dele foi capa de todos os cadernos de cultura”, lembra Costa.

Mas os dias de glória foram antecedidos por outros de muita luta. A negociação durou alguns meses até ser dada como certa a participação do célebre quadrinista, conhecido por criar Cavaleiro das Trevas, uma das mais clássicas HQs do Batman, entre outros trabalhos importantes. 

O sim definitivo só veio na New York Comic Con, onde Costa acertou pessoalmente os detalhes da ida de Miller para o Brasil. “A gente não costuma fazer isso. Dediquei muitas horas para amarrar essa linhas e articular essa vinda. O evento tinha pouco histórico ainda, só um ano. Foi um trabalho de convencimento. Mas ele gostou tanto que voltou mais duas vezes”, comemora.

Participações surpresa de convidados

Além de garantir que o evento dê certo, a produção da CCXP ainda faz o possível para superar as expectativas do público. Em 2018, tudo estava preparado para o ator Tom Holland aparecer sem ser anunciado no painel da Sony para divulgar Homem-Aranha: Longe de Casa.

Segundo Heloísa Romero, produtora de conteúdo do Palco Thunder, em casos como esse, existe todo um protocolo para manter o sigilo. Só quem está envolvido na logística participa da reunião sobre a visita surpresa, todos assinam um acordo de não divulgação e a planilha de programação tem acesso restrito. Dos profissionais da CCXP, cerca de cinco pessoas ficam sabendo o nome do artista, incluindo o responsável por acomodá-lo no camarim. O convidado em questão também recebe uma credencial aleatória, para permanecer no anonimato.

A própria equipe, no entanto, não contava com um detalhe: o astro, conhecido por ser o rei do spoiler, antecipou a revelação de sua participação assim que desembarcou no Brasil. “A galera acabou descobrindo antes, porque ele apareceu no aeroporto junto com os artistas do painel. Mesmo assim, quando ele tirou a máscara no Thunder, todo mundo surtou”, recorda.

No ano seguinte, quem deveria manter a discrição para arrebatar a plateia apenas na última hora seria Henry Cavill, protagonista da série The Witcher e convidado para o painel da Netflix. Tudo ia muito bem até o ator dar bandeira. “A gente conseguiu esconder superbem, mas o camarim em que ele estava tinha uma janela que dá para a entrada do evento. E ele ficou ali, olhando os fãs. Foi juntando uma galera (risos). Aí tivemos que chegar e falar: ‘Você é surpresa, poderia não ficar na janela?”, conta a produtora.

Há também quem surpreenda os fãs de outra forma: atração bastante aguardada da edição de 2017, Will Smith provocou uma comoção coletiva ao desfilar pelo pavilhão usando uma máscara do filme Bright, da Netflix. O passeio foi sugestão do próprio serviço de streaming e envolveu um esquema especial, com seguranças do estúdio, da CCXP e do próprio ator.

“No rádio, ele estava sendo chamado de outro nome, a gente não podia divulgar quem era de verdade para todo mundo. No fim, o Will chegou na entrada do camarim todo feliz, dizendo que o público daqui é muito animado. Ele é um doce, cumprimentou todo mundo”, diz Heloísa.

Edição virtual na pandemia

Em 2020, devido à pandemia de Covid-19, a CCXP ganhou uma versão virtual, a CCXP Worlds, para continuar oferecendo conteúdo ao público com segurança. O desafio maior, segundo Ivan Costa, foi definir o formato que proporcionaria a melhor experiência.

“A essa altura, já havia um certo esgotamento de eventos online, todo mundo fazia live. Decidimos seguir outro caminho, e o que a gente fez foi uma loucura: criar uma plataforma do zero, um ambiente que emulasse o físico, com vários palcos, conteúdos pré-gravados e ao vivo. Transmitimos 34 horas sobre quadrinhos, tivemos anúncios importantes e o Neil Gaiman como convidado de honra. Foi uma edição gigantesca, com uma produção enorme”, lembra.

Se em 2020 era tudo novidade, os aprendizados serviram para aperfeiçoar a organização do segundo ano virtual do evento. “Enxugamos várias coisas na edição 2021, o que significou bem menos tempo de trabalho”, avalia Costa.

Instabilidades tecnológicas

Não foi só na etapa de planejamento que a CCXP Worlds demandou criatividade e paciência nos bastidores: a realização das sessões virtuais de Meet & Greet e os painéis pré-gravados dependiam bastante da tecnologia para dar certo.

“Ao longo das horas, os artistas foram percebendo como fazer da melhor forma. Se caísse a conexão, a gente ligava pro fã de novo, pedia para os talentos esperarem um pouquinho até reiniciar. Trabalhamos com uma equipe de TI junto. Mas teve uma hora em que eu estava no telefone com a Penélope Cruz, explicando como ela entraria, porque ela não sabia como fazer”, lembra Heloísa.

Se, por um lado, os imprevistos atrapalhavam a programação - um painel que deveria ter 40 minutos ficou com apenas 20, por exemplo -, eles também renderam momentos descontraídos.

“A gravação com o Edgar Vivar foi a que a gente mais se divertiu. Além dele, havia dois produtores, também velhinhos, que tinham dificuldade com a internet. Só que a gente não falava espanhol, o Edgar que traduzia pra eles. Parecia um episódio de Chaves! (risos) Mas fluiu muito bem, foram 40 minutos a mais do que o previsto. Foi uma conversa muito gostosa no meio daquele caos de pandemia”, conta a produtora.

CCXP22 acontecerá de 1 a 4 de dezembro e os ingressos podem ser adquiridos no site Mundo Ticket. Credenciais ainda estão disponíveis nas categorias Quinta, Sexta, Domingo, Epic e Unlock.

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