Capitã Marvel | CCXP18 relembra experiência dos cinéfilos na Blockbuster

Créditos da imagem: Natália Bridi/Omelete/Divulgação

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Capitã Marvel | CCXP18 relembra experiência dos cinéfilos na Blockbuster

Ícone dos anos 1990, locadora existiu no Brasil até 2007

Mariana Canhisares
05.12.2018
18h47
Atualizada em
06.12.2018
08h59
Atualizada em 06.12.2018 às 08h59

Antes dos tempos de streaming e download ilegal de filmes e séries, as locadoras eram os santuários dos fãs de cultura pop. Prateleiras e prateleiras exibiam as centenas de títulos que você poderia levar para casa por alguns dias, pagando menos que R$10 por DVD (ou VHS), imagine só. Lá, era possível encontrar obras de todos os gêneros, inclusive lançamentos, que há cerca de dez semanas estavam em cartaz nos cinemas.

Se você não tem ideia do que era essa experiência, a Disney traz para a CCXP18 uma réplica da fachada da Blockbuster para que você tenha um gostinho do que era ser cinéfilo nos anos 1990. A escolha da locadora não é aleatória. A Capitã Marvel cai dentro de uma dessas lojas na primeira prévia do filme - relembre aqui.

Embora, hoje, a Blockbuster seja uma marca atrelada à nostalgia, há duas décadas ela era um negócio de sucesso, com relevância cultural comparável à da Netflix para essa geração de consumidores. Criada em 1985, em Dallas, a videolocadora se expandiu de tal maneira que chegou a somar 9 mil estabelecimentos em todo o território dos Estados Unidos e atingiu o valor de mercado de US$ 500 milhões, em 2006.

No Brasil, a empresa chegou em 1995, primeiro em São Paulo, e aos poucos foi ocupando outros municípios do país. Antes de ter as operações nacionais compradas pelas Lojas Americanas, em 2007, o negócio tinha cerca de 1,2 milhão de clientes cadastrados, dos quais 330 mil ainda estavam ativos. Deste momento em diante, porém, a locadora passou a ser apenas mais um dos serviços oferecidos pelos estabelecimentos, como a venda de comidas e bebidas e outros artigos, tendo até seu logo retirado das fachadas.

Não muito tempo depois, a corporação declarou falência, entre outras razões pela popularização de serviços online de aluguel de filmes, como a Netflix. Em 2013, porém, o inevitável aconteceu e, após 28 anos de operação, a Blockbuster fechou 300 lojas e reduziu oficialmente sua atividade para a internet.

As sobreviventes

Até há alguns meses, duas lojas da marca ainda persistiam no Alasca, nos EUA. Propondo-se a salvá-las, o apresentador John Oliver comprou em um leilão a jockstrap de couro que Russell Crowe vestiu no longa A Luta Pela Esperança e doou para as Blockbusters com a intenção de que os estabelecimentos começassem uma espécie de museu. A medida não surtiu efeito. Hoje em dia, existe apenas uma loja restante nos Estados Unidos, localizada na cidade de Bend, em Oregon.