Imagem de Brooklyn Nine-Nine

Créditos da imagem: Brooklyn Nine-Nine/NBC/Divulgação

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Brooklyn Nine-Nine fala de adaptações ao novo em estreia da sétima temporada

Série com Andy Samberg continua certeira no humor e promete trama dinâmica em novos episódios

Camila Sousa
07.02.2020
19h06

É realmente gratificante assistir uma produção que chega em sua sétima temporada sem perder nada do charme. Esse é o caso de Brooklyn Nine-Nine, que retornou com episódios inéditos esta semana. O lançamento duplo foca especialmente na adaptação dos personagens à novas dinâmicas, tanto na vida pessoal, quanto no dia a dia da 99.

[Cuidado com spoilers leves abaixo]

O maior foco do primeiro capítulo é a nova posição de Holt (Andre Braugher). Rebaixado do posto de capitão para oficial, ele agora trabalha nas ruas e, hierarquicamente, está abaixo de Peralta (Andy Samberg), que se sente confuso ao precisar dar ordens para seu ex-chefe e eterna figura paterna. Essa dinâmica rende momentos divertidos, porém ligeiramente incômodos. A competição entre os dois personagens para resolver um caso divide e gera um mal-estar no público: por um lado, é compreensível a insegurança de Holt no novo cargo, por outro, Peralta precisa que suas ordens sejam seguidas, até pelo bem da operação.

Felizmente, como é típico de Brooklyn Nine-Nine, tal disputa é resolvida com um belo diálogo entre os dois personagens, que reiteram o respeito que têm um pelo outro. Esse é um dos aspectos mais positivos de toda a série, que não foi perdido aqui: todos os personagens são extremamente humanos e cometem erros ao longo do caminho. A diferença é que eles são capazes de reconhecer as falhas e aprender com elas. 

Por outro lado, o núcleo feminino com Rosa (Stephanie Beatriz) e Amy (Melissa Fumero) funciona muito melhor no capítulo, em conjunto com Terry (Terry Crews). Enquanto a segunda está surtando com pressões de todos os lados - incluindo na vida pessoal com Peralta -, Rosa está ácida como sempre, com diálogos hilários e certeiros. Já Terry diverte ao mostrar suas inseguranças com as filhas. Uma das grandes características do personagem de Crews é sua dedicação à família e isso não muda aqui, apenas ganha mais uma camada: como todo pai, Terry quer ser admirado pelas filhas e fica apavorado quando acha que isso pode não acontecer. O capítulo ainda encontra espaço para um belo momento entre Jake e Amy, mostrando que a relação dos dois tem tudo para evoluir na nova temporada.

Já o segundo capítulo da temporada mostra a 99 se preparando para receber um novo capitão, que ficará no local até a volta de Holt de se rebaixamento. Com um formato dinâmico que funciona muito bem em pouco mais de 20 minutos, o episódios apresenta a capitã Julie Kim (Nicole Bilderback) e a reação de todos à ela. No fundo, é estranho para Holt ver outra pessoa em seu lugar e todos os funcionários precisam se adaptar aos novos tempos, o que se torna o ponto central da estreia do novo ano. 

A presença de uma nova personagem rende bons momentos de humor, com a reação nada moderada de Samberg e suas falas rápidas. O destaque vai para a cena em que seu personagem desce as escadas para ver o “estrago” que provocou em uma festa. O humor da série segue no ponto, exagerando apenas no que é necessário e com o timing perfeito para gerar risos involuntários nos fãs.

As roteiristas Carol Kolb e Vanessa Ramos ainda encontram uma forma inteligente de terminar o episódio, deixando em aberto a possibilidade de outros personagens entrarem na série em participações especiais, o que pode melhorar ainda mais a já competente dinâmica da série. Unindo tudo isso, a sétima temporada de Brooklyn Nine-Nine retorna exaltando o que já era extremamente positivo e apostando em novos rostos para a 99. Se o caminho continuar assim, a temporada tem tudo para seguir o caminho positivo das anteriores.