Kaley Cuoco revela lição essencial que aprendeu em The Big Bang Theory
A atriz contou ao Omelete sobre sua nova série do MGM+, Vanished
Créditos da imagem: (Divulgação/MGM+)
Prestes a estrear na nova série do MGM+, Vanished, Kaley Cuoco revelou uma lição essencial que aprendeu durante o seu trabalho como Penny em The Big Bang Theory. Em entrevista ao Omelete, a atriz contou que ainda leva o aprendizado para seus próximos trabalhos.
“Especialmente em Big Bang e, até voltando muito antes disso, [eu aprendi sobre] como você é em um set. Sabe, esses tipos de trabalhos têm tantas pessoas envolvidas e tantas pessoas trabalhando dia e noite para fazer você parecer bem, e você é realmente a pessoa que está recebendo a atenção quando há grupos de pessoas nos bastidores. Eu aprendi isso em Big Bang, aprendi isso ainda mais em The Flight Attendant, podendo estar nos bastidores disso e pensar: "meu Deus, esse trem vai longe”", relembrou Cuoco.
Ela seguiu, explicando a metáfora do trem. “Eu digo: "um trabalho como este é como um trem, se uma roda estiver quebrada ou bamba, o trem todo descarrilha". E eu realmente acredito nisso. Hoje em dia, com o estado do nosso negócio, conseguir um trabalho, colocá-lo em funcionamento, filmá-lo e colocá-lo no mundo, não é fácil. Então tenho muita valorização e gratidão", explicou.
Em Vanished, Kaley vive Alice Monroe, uma mulher que inicia uma busca perigosa quando seu namorado, Tom Parker (Sam Claflin), desaparece durante uma viagem de trem com ela. Ao Omelete, a estrela elogiou muito o trabalho com o ator de Jogos Vorazes.
“Eu gosto do Sam porque ele é como eu, no sentido de que não se leva muito a sério. Descobri isso quando começamos a filmar, ele é muito engraçado e muito atrevido e, na verdade, extremamente cativante. Então foi absolutamente adorável", endossou.
Confira a entrevista completa de Kaley Cuoco com o Omelete:
Omelete: Oi, Kaley! Eu sou a Bruna, do Omelete Brasil. É um prazer falar com você, obrigada pelo seu tempo.
Kaley: Você também! Eu amei o seu nome, é muito bonito.
Omelete: Ah, muito obrigada! Eu agradeço. Bem, eu amei a série, não conseguia parar de assistir. É tão intensa, então, parabéns. Eu estava pensando: neste ponto da sua carreira, o que você busca em um próximo projeto e o que te atraiu em Vanished?
Kaley: Sabe, esse é o tipo de TV que eu gosto de assistir. Eu também amo quatro episódios, entra, sai, é rápido. Eu amo uma história de "quem matou?", "quem fez isso?", "para onde essa pessoa foi?" e não conhecer realmente a pessoa com quem você está. É o tipo de TV que eu gosto de assistir. E, sabe, a Kaley ama um momento de "olhos arregalados". É para isso que eu vivo, tipo: "o que está acontecendo?". E filmar no exterior também foi um atrativo, mas eu também estava com muito medo de ir, fazer isso e deixar meu filho recém-nascido e minha família. Eu pensava: "como eu vou fazer isso? Como eu vou fazer isso?". Mas me senti muito encorajada pela minha família e pela minha equipe, e eles acharam que seria uma ótima experiência para mim. E realmente acabou sendo uma experiência de autodescoberta, de poder fazer isso de forma independente e me sentir uma pessoa forte, sendo capaz de ir sozinha. E eu era uma mãe de primeira viagem também, ele nem tinha dois anos e eu pensava: "meu Deus, será que isso é a coisa certa a se fazer?". Mas meu parceiro foi super incentivador, ele realmente achou que seria uma ótima experiência para mim e, honestamente, estou tão feliz por ter ido. Tenho memórias maravilhosas.
Omelete: Sim, e você está tão bem nela, honestamente. E você entregou a parte dramática, mas também a parte física, porque tem algumas corridas intensas, perseguições de carro. Em termos de fisicalidade, qual foi o seu maior desafio?
Kaley: Garota, eu tenho que te dizer, eu não percebi o quão físico esse trabalho seria até chegar lá e começar a filmar. Tipo, você lê e pensa: "estou lendo tudo isso, correndo aqui, correndo ali", e você pensa que tudo bem, mas não te ocorre até você começar a filmar. Eu acho que corri uns 27 quilômetros. Eu estava na melhor forma da minha vida, vou te dizer. E eu vi toda Marselha. Acho que sou a única pessoa no mundo que viu toda Marselha em um mês, porque eu corri por toda aquela cidade. Eu poderia voltar lá amanhã e saberia exatamente onde tudo fica. Foi muito legal. Eu pude trazer minha dublê incrível, minha dublê de corpo que está comigo desde The Flight Attendant, minha melhor amiga, Monette, que veio e me ajudou tremendamente. Então, um salve para ela, ela fez muita coisa física comigo. Estamos sempre juntas, fizemos vários trabalhos juntas, então gosto de mencioná-la porque ela me ajudou muito. Foi muito legal, mas sim, foi muito mais ativo do que eu pensei que seria e me manteve alerta. Eu estava tomando muito Advil, vamos colocar dessa forma. Eu não tenho mais 25 anos. Eu estava tipo: "pessoal, estou prestes a fazer 40 anos, não posso mais fazer essa porcaria".
Omelete: Eu fiquei cansada por você com toda aquela correria. Além disso, é muito interessante para mim porque não vemos muito de Alice e Tom antes dele desaparecer. Temos alguns flashbacks depois, e só nessas cenas entendemos por que Alice iria tão longe para encontrá-lo. E acho que isso acontece por causa do seu trabalho com Sam Claflin. Como foi o primeiro encontro de vocês, como vocês se conectaram?
Kaley: Sam foi adorável. Eu o conheci quando cheguei à França e, que cara adorável, tão humilde. Eu gosto do Sam porque ele é como eu, no sentido de que não se leva muito a sério. Descobri isso quando começamos a filmar, ele é muito engraçado e muito atrevido e, na verdade, extremamente cativante. Então foi absolutamente adorável. E o que eu amo sobre os flashbacks... sabe, houve um filme antigamente que eu amava chamado O Jardineiro Fiel, que se parecia com isso. Gostamos da maneira como foi filmado, como os flashbacks começam a mudar à medida que ela realmente começa a se lembrar e talvez tira os óculos cor-de-rosa e pensa: "espere, talvez não seja o que eu pensei que fosse". E eu amei como isso moldou a história de "espere um minuto, talvez eu realmente não saiba com quem estou". E o Sam era a pessoa perfeita porque ele é tão adorável e charmoso, e então ele também consegue interpretar um pouco mais misterioso. E ele interpretou muito bem. Eu fiquei tão feliz, sabe, eu estava assinada para isso há tanto tempo, então quando o Sam assinou, eu fiquei tão animada, porque você nunca sabe quem quer trabalhar com você. Eles têm que decidir "ah, ok, acho que quero entrar nesse projeto". Então, quando ouvi que ele viria, fiquei realmente muito feliz e ele foi o ser humano mais adorável.
Omelete: Isso é tão legal, porque sinto que o Sam é popularmente conhecido por ter uma ótima química com todas as suas colegas de elenco, e desta vez não foi diferente. Você acha que ele tem um segredo?
Kaley: Ele é muito charmoso. Ele interpreta um interesse amoroso tão lindamente. Sim, ele trabalhou com pessoas incríveis e é sempre muito crível. Mas acho que é porque ele realmente não se leva tão a sério. Como ser humano, estávamos rindo, houve algumas vezes em que tínhamos que fazer essas cenas sérias e íntimas e, toda vez, nos pegávamos falando constantemente sobre nossos filhos. Era tudo o que fazíamos. Eu dizia: "é assim que estamos entrando no personagem, falando sobre nossos filhos?". Se você tivesse me dito há 10 anos que seria isso que eu estaria fazendo, eu teria rido. Tipo, eu nunca seria essa pessoa. Mas não, nós éramos. Tudo o que fazíamos era falar sobre nossos filhos.
Omelete: Que fofo. E bem, eu não posso falar do Sam sem falar sobre o vínculo feminino entre Alice e Helen. Eu amei as duas trabalhando juntas. E tem uma cena em que a Helen finalmente conta a verdade e elas se conectam por causa de homens que as decepcionaram. Sinto que ambas as personagens são os motores da série, certo? Porque elas mantêm a investigação funcionando. Para você, quão importante foi ter duas mulheres no centro da investigação nesta série?
Kaley: Foi legal. Sim, ela foi uma atriz fenomenal e foi tão divertido atuar com ela. Foi engraçado porque acredito que este foi o primeiro projeto americano dela, tendo que falar inglês realmente, tipo, ela fez um trabalho incrível. Foi tão divertido trabalhar com ela, ela era tão imprevisível, o que eu amo porque sou meio que do mesmo jeito. Mas o relacionamento delas meio que conduziu a história e elas acabam realmente se ajudando e se tornando muito, muito boas amigas. Então achei que essa foi uma parte ótima e muito cativante do roteiro. Não era apenas sobre o relacionamento dela com o Tom, mas o relacionamento dela com a Helen e como a Helen ia ajudá-la a descobrir isso e meio que desvendar esse mistério juntas.
Omelete: Sim, eu amei isso. E bem, você percorreu um longo caminho desde seus dias em The Big Bang Theory, e eu sou uma grande fã, então tenho que perguntar: Alice é um papel muito diferente da Penny, mas há algo que você aprendeu durante aquele tempo que você sempre leva consigo em todos os seus trabalhos de atuação?
Kaley: Sabe, acho que o que aprendi, especialmente em Big Bang e até voltando muito antes disso, é como você é em um set. Sabe, esses tipos de trabalhos têm tantas pessoas envolvidas e tantas pessoas trabalhando dia e noite para fazer você parecer bem, e você é realmente a pessoa que está recebendo a atenção quando há grupos de pessoas nos bastidores. Eu aprendi isso em Big Bang, aprendi isso ainda mais em The Flight Attendant, podendo estar nos bastidores disso e pensar: "meu Deus, tipo, esse trem vai longe". E toda vez que começo um trabalho, sempre digo a mesma coisa, digo isso no início do trabalho para a equipe e digo no final. Eu digo: "um trabalho como este é como um trem, é literalmente um trem, e se uma roda estiver quebrada ou bamba, o trem todo descarrilha". E eu realmente acredito nisso. Hoje em dia também, com o estado do nosso negócio, conseguir um trabalho, colocá-lo em funcionamento, filmá-lo e colocá-lo no mundo, não é fácil. Não acontece facilmente, não acontece o tempo todo. Então fico muito grata por trabalhos que realmente são finalizados e terminamos e pensamos: "meu Deus, conseguimos!". Não é uma tarefa fácil hoje em dia. Então tenho muita valorização e consigo sair de mim mesma e pensar: "meu Deus, muita gente fez isso acontecer". Há muita gratidão.