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Batman: Ano Um no cinema tem diretor e, de quebra, Frank Miller

Batman: Ano Um no cinema tem diretor e, de quebra, Frank Miller

Atualizada em 29.06.2018, ÀS 02H32
Semana passada, depois de meses de boatos, Darren Aronofsky, diretor de Pi e do ainda inédito Requiem for a dream, assinou contrato para dirigir o quinto filme de Batman, a lucrativa franquia da Warner Bros. Pictures. Muito provavelmente, o produtor executivo será Eric Watson, que produziu os dois filmes de Aronofsky. E, como de vez em quando, Deus parece gostar dos fãs do Morcegão, foi chamado para colaborar na produção Frank Miller, o roteirista do gibi Batman: ano um, que servirá de base para o roteiro.

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Essa boa notícia vem tranqüilizar a todos que temiam o engavetamento do projeto Batman 5 devido à greve de escritores e atores americanos prevista para meados de 2001. No entanto, embora Aronofsky e Miller iniciem brevemente a redação do roteiro, é improvável que a produção efetiva comece apenas depois que a greve se resolver. Seja como for, agora temos de cruzar os dedos e torcer para que a Warner não pise na bola e deixe os dois darem o melhor de si. Ninguém quer ver, na tela, outra barbaridade como Batman & Robin de Joel Schumacher.

A decisão de Aronofsky de vestir o manto de Batman representa um importante passo para o jovem diretor, que fez sua estréia no Sundance Film Festival de 1998 com o filme em preto e branco Pi, um estudo da luta de um gênio da matemática entre o brilhantismo e a loucura. Já Requiem for a dream, que estréia, nos Estados Unidos, em 6 de outubro, é uma angustiante e inclemente visão da toxicomania baseada em histórias de Hubert Selby Jr.

BATMAN: ANO UM, A HQ.

O arco Batman: Ano Um, foi publicado, em 1997 pela DC Comics nos números 404 a 407 da revista mensal Batman. Com roteiro de Frank Miller, recém-egresso do sucesso de Batman: o cavaleiro das trevas, e desenhos David Mazzucchelli, famoso pelo traço de Demolidor: a queda de Murdock, a trama narrava o primeiro ano de Bruce Wayne como o Homem-Morcego, tomado por dúvidas e cometendo equívocos.

Além da trama envolvendo diretamente o protagonista, havia a narrativa em torno do futuro comissário Gordon. Em Batman: Ano Um, ele era apenas o tenente James Gordon, um policial cercado pela corrupção de Gotham City. A Mulher-Gato também foi alvo de uma abordagem interessante. Miller retratou-a como uma prostituta sado-masoquista.

Para aqueles, como eu, que não toleraram nenhum dos quatro filmes realizados pela Warner nos últimos onze anos, a adaptação de Ano um é uma esperança para que se retome a franquia Batman a partir da estaca zero. Com isso, coadjuvantes e vilões mal empregados nos filmes como o comissário Gordon, Coringa, e Pingüim talvez voltem em versões mais decentes.

ENQUANTO ISSO, BATMAN BEYOND...

Ao mesmo tempo em que dá sinal verde para Ano um, a Warner está desenvolvendo Batman beyond, uma adaptação live-action da série de desenhos animados de mesmo nome veiculada pela WB Kids Network. Dirigido por Boaz Yakin (Remember the Titans), o projeto conta com os roteiristas do desenho Paul Dini e Alan Burnett, bem como com a consultoria do romancista de ficção científica cyberpunk Neal Stephenson (Cryptonomicon). Ninguém sabe como a escolha do diretor e do co-roteirista de Batman: ano um vai afetar a produção de Batman beyond.

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