The Flash

Créditos da imagem: CW/Divulgação

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Estreia do 8º ano de The Flash faz o mínimo necessário para divertir o público

Apesar das boas escolhas do roteiro, elenco segue trabalhando na inércia

Nico Garófalo
18.11.2021
16h04

Depois de uma frustrante sétima temporada, os responsáveis por The Flash perceberam que a série precisaria de um grande chacoalhão se quisesse manter algum tipo de prestígio com seu público. Talvez por isso o oitavo ano comece com uma Central City bem diferente daquela que foi vista em julho, quando foi transmitido o último episódio da temporada anterior. Nesse meio tempo, Barry (Grant Gustin) desenvolveu seus poderes a níveis antes inimagináveis, Iris (Candice Patton) transformou seu site de notícias em um veículo transmídia de respeito, Caitlin (Danielle Panabaker) criou a confiança necessária para voltar a namorar e a força-tarefa criada pela Capitã Kramer (Carmen Moore) foi desmantelada após a policial perceber que o único resultado da operação foi o aumento de opressão a grupos marginalizados. Essas mudanças, embora abram caminhos muito interessantes para o programa, são apresentadas de maneira surpreendentemente repetitiva.

Como acontece com frequência nas produções do Arrowverse, o retorno de The Flash esbarra em diálogos excessivamente expositivos que, embora conversem com o novo cenário apresentado, criam redundâncias que tornam o episódio lento e cansativo. Esse problema fica mais evidente quando, mesmo depois de ver o interior do novo escritório glamouroso de Iris, Allegra (Kayla Compton) lista para a chefe todos os avanços da Central City Citizen Media apesar de ela, obviamente, ter acompanhado esse crescimento, inferido com facilidade até pelo espectador mais desatento.

Isso não quer dizer que o episódio seja maçante como um todo. Mesmo com os efeitos especiais limitados da CW, a estreia do novo ano tem cenas de ação divertidas, como a rápida batalha entre Flash e a Gangue de Espadas e a luta do Velocista Escarlate e Eléktron (Brandon Routh) contra Despero (Tony Curran). Diferente das sequências pífias da sétima temporada, o retorno da série usa os poderes de Barry e seus oponentes de forma criativa e mais próxima da maneira como o herói luta nos quadrinhos.

O retorno de Routh como Ray Palmer também deu espaço para algumas risadas. Carismático, o personagem mantém sua aura inocente - e, às vezes, inconveniente - e apresentou uma boa dinâmica com o Chester de Brandon McKnight.

O que impediu "Armageddon, Part 1” de ser realmente divertido foi a atuação sem vida do restante de seu elenco principal. Ainda na inércia do ano anterior, Gustin e Patton parecem ainda mais desanimados de atuar na série e sua apatia acabou refletindo nos trabalhos de Compton e Danielle Nicolet, que entram na oitava temporada de The Flash sem poder mostrar o bom trabalho que já apresentaram no programa. A ausência do sempre seguro Jesse L. Martin - que, vale lembrar, renovou seu contrato com a CW e segue creditado como membro do elenco principal - também não fez bem ao novo capítulo, que poderia ter se beneficiado do carisma de seu Joe West.

Mediano, a estreia do oitavo ano pelo menos consegue trazer de volta algo que não se via na série há uma temporada e meia: diversão. Mesmo longe de ser uma obra-prima, o retorno de The Flash já conta com mais competência do que a sétima temporada inteira.

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