Legends of Tomorrow diverte com episódio inspirado nos filmes de terror

Créditos da imagem: Warner Bros./Divulgação

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Legends of Tomorrow diverte com episódio inspirado nos filmes de terror

“Slay Anything” mistura humor tradicional da série com terror tradicional de longas como Sexta-Feira 13 e Halloween

Nicolaos Garófalo
14.02.2020
08h54

“Diversão” é a palavra certa para definir Legends of Tomorrow. Sempre mexendo na própria fórmula para evitar o marasmo, a série já homenageou, nos primeiros dois episódios da quinta temporada, os gêneros de documentário e cinema noir, trazendo o sempre bem-vindo frescor para o Arrowverse. “Slay Anything” segue essa quebra de padrão, com um tributo espetacular a filmes como Halloween e Sexta-Feira 13.

[Spoilers de “Legends of Tomorrow – Slay Anything” a seguir]

Terceiro episódio da temporada, “Slay Anything” começa com um momento até um tanto sombrio para a série: a execução do suposto serial killer Freddy Meyers (Garrett Quirk) – cujo próprio nome já é uma homenagem a franquias clássicas do horror – o “bis” da semana. Informados do retorno do assassino por Gideon (Amy Louise Pemberton), Sara (Caity Lotz), Ava (Jes Macallan), Mick (Dominic Purcell), Ray (Brandon Routh) e Nate (Nick Zano) partem para 2004 para tentar impedir que Meyers apareça em seu reencontro do colegial e termine a onda de assassinatos que o levou à cadeia em 1989.

Enquanto a Canário Branco planeja parar o assassino de um jeito mais violento, Ray, mais otimista, sugere que a equipe volte ainda mais no tempo e dê a um jovem Freddy (Seth Meriwether) uma infância mais feliz, evitando que ele se torne um psicopata mascarado. Embora seja voto vencido, o Eléktron tem a chance de colocar seu plano em prática após Sara, Ava e Mick ficarem presos dentro tenebroso colegial. Ao lado de Aço e da fada-madrinha Nora (Courtney Ford), o herói aterrissa no baile de formatura de 1989, disposto a salvar a alma de Meyers.

A partir deste ponto, o episódio foca em dois núcleos opostos, mas igualmente divertidos. Enquanto o grupo de 2004 (Sara, Mick e Ava) vivem num mundo escuro e tenebroso criado por John Carpenter, o trio presente em 1989 se diverte em um cenário típico das comédias adolescentes de John Hughes. Essa diferença entre os dois cenários dá uma dinâmica divertida para “Slay Anything”, algo que faltou no episódio da semana passada.

Embora a grande força de Legends of Tomorrow esteja no humor de seu roteiro e na química de seus atores, o terceiro capítulo do quinto ano tem ainda outro ponto positivo em relação à sua trama. Fugindo do clichê de simplificar psicopatas assassinos e afirmar que eles são meros produtos da sociedade em que vivem, o novo episódio explora mais a fundo a natureza de Freddy, sua relação com os colegas, a mãe e a sequência de acontecimentos que levou à sua execução em 2004. Meriwether, que interpreta a versão jovem de Meyers, é o grande protagonista do capítulo e rouba a cena nas sequências de dança e nos desabafos aos braços de Nora.

Compensando também a falta de ação até agora na temporada, “Slay Anything” mostra também uma bela sequência em que Ava e Sara enfrentam o verdadeiro serial killer em 2004, em uma luta muito bem coreografada e cheia de tiradas irônicas por parte do casal. Ava, aliás, enfrenta o assassino com enorme animação, satisfeita por realizar o sonho de ser uma “final girl”.

O roteiro do episódio, mais uma vez, segue afiado. Embora o capítulo em si seja uma grande referência a comédias e terrores dos anos 1980, os diálogos rápidos e sarcásticos seguem funcionando extremamente bem, muito graças ao ótimo timing cômico de seu elenco principal.

Mais uma vez, Legends of Tomorrow entrega uma hora de pura diversão “pipoca”, em um episódio ao mesmo tempo despretensioso e emocionante. Deliciando-se nos clichês dos gêneros que homenageia, “Slay Anything” faz mais do que o necessário para manter o ar de novidade na série mais nonsense do Arrowverse.