Stephen Amell e Paul Blackthorne em Arrow/CW

Créditos da imagem: CW/Divulgação

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Monitor testa espírito de heróis em novo episódio de Arrow

Oliver e Laurel ficam presos em um loop temporal em “Reset”

Nicolaos Garófalo
28.11.2019
20h45
Atualizada em
28.11.2019
19h25
Atualizada em 28.11.2019 às 19h25

Loops temporais inspirados nas tramas de Feitiço do Tempo (1993) ou No Limite do Amanhã (2014) não são novidade em séries da CW. Enquanto Supernatural criou um clássico moderno em sua terceira temporada com “Mistery Spot”, o próprio Arrowverse já usou a fórmula dos dias repetidos no último ano de The Flash, com “Cause and XS”. Desta vez, foi Arrow que aproveitou a premissa dos filmes estrelados por Bill Murray e Tom Cruise para criar uma boa hora de televisão com “Reset”, sexto episódio da última temporada.

[Spoilers de “Arrow – Reset” a seguir]

Após confrontar Lyla (Audrie Marie Anderson) em “Prochnost”, Oliver (Stephen Amell) acorda em uma realidade paralela em que Quentin Lance (Paul Blackthorne) está vivo, feliz e segue no cargo de prefeito de Star City. Após um ataque terrorista explodir o Arqueiro Verde e o ex-capitão de polícia, o herói acorda exatamente no mesmo momento em que apareceu no estranho universo e encontra Laurel (Katie Cassidy), que, assim como Oliver, também se lembra está presa no loop temporal, que reinicia a cada vez que Quentin morre.

Por mais pesada que a premissa dos reinícios pareça – o repetido assassinato do personagem de Blackthorne -, “Reset” é um episódio relativamente leve. O humor visto pelos heróis na situação, incluindo uma breve discussão sobre qual filme do tema é melhor, lembra o espectador o tempo todo que a presença de Quentin é apenas mais um teste do Monitor (LaMonica Garrett). A indignação de Laurel ao dizer “eu não aguento mais explodir” talvez seja um dos melhores momentos de alívio cômico da história de Arrow.

Não que o episódio não tenha um grande peso emocional. A morte de Quentin, na série, é apresentada como o grande fracasso de Oliver e a maior motivação para a redenção de Laurel. Trazê-lo de volta proporciona momentos extremos para ambos, especialmente para a Canário Negro que, pela primeira vez, se despede de verdade do pai.

Reset” também não economiza na ação. Desde a chegada de Oliver ao universo paralelo, os heróis enfrentam diversos mercenários armados, desarmam algumas bombas e trocam tantos tiros que o drama já clássico das séries da CW mal aparece em um roteiro novamente bem escrito e focado em sua própria história, assinado por Maya Houston e Onalee Hunter Hughes.

Os atores, assim como no restante da temporada, seguem brilhando. Com os holofotes praticamente apenas em Amell, Cassidy e Blackthorne, o trio entrega um trabalho espetacular, condizente com o episódio em si. Enquanto Amell e Blackthorne se divertem com a estranha relação de Oliver e Quentin, Katie Cassidy cala absolutamente todos aqueles que criticaram suas atuações em outros anos de Arrow. A atriz é hoje a melhor personagem da série e seu trabalho até aqui na temporada ajudou a encerrar o arco de redenção de Laurel-2 de maneira praticamente perfeita.

Em mais um ótimo trabalho tanto dos roteiristas quanto do elenco, Arrow se aproxima cada vez mais de Crise nas Infinitas Terras e, consequentemente, de uma bela despedida. Se em relação ao arco geral da temporada “Reset” pode ser visto como um filler, seus acontecimentos têm reflexo direto no desenvolvimento de Arqueiro Verde e Canário Negro e devem afetar, pelo menos em parte, suas ações durante o crossover. Com seis de dez episódios já transmitidos, a oitava temporada de Arrow tem tudo para se tornar uma das melhores da história da série.