Stephen Amell, David Ramsey, Juliana Harkavy e Rick Gonzalez em Arrow/CW

Créditos da imagem: CW/Divulgação

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Carisma do elenco e roteiro enxuto preparam o terreno para derivado de Arrow

“Present Tense” explorou ainda mais os personagens do núcleo futurista da série

Nicolaos Garófalo
06.11.2019
18h53
Atualizada em
06.11.2019
19h03
Atualizada em 06.11.2019 às 19h03

Aparentemente, o capítulo anterior de Arrow foi mesmo apenas um acidente de percurso. O terceiro episódio, que apresentou uma trama desconexa ao arco da temporada, pareceu completamente fora de lugar comparado com seus antecessores, muito por usar sua hora de transmissão como uma despedida de Thea (Willa Holland), um filler desnecessário. “Present Tense”, por outro lado, mostrou que o último ano da série segue inspirado e que mesmo histórias não relacionadas à Crise nas Infinitas Terras têm muito a adicionar em uma das melhores temporadas da série. 

Unindo a Equipe Arrow original – formada por Oliver (Stephen Amell), Diggle (David Ramsey), Dinah (Juliana Harkavy), Laurel (Katie Cassidy), Rene (Rick Gonzalez) e o retorno de Curtis (Echo Kellum) – com o time de 2040 – que tem Mia (Katherine McNamara), William (Ben Lewis) e Connor (Joseph David-Jones) -, o episódio voltou ao padrão de qualidade com uma história simples e sem subtramas desnecessárias.

[Spoilers de “Arrow – Present Tense” a seguir]

Com o grupo de “crianças” transportado para o presente logo após a morte de Zoe (Andrea Sixtos) pelas mãos do Exterminador/JJ (Charlie Barnett), o episódio corta pela metade o número de tramas seguidas, focando apenas na interação entre as diferentes gerações de heróis e como elas abordam o combate ao crime. Se em capítulos anteriores o núcleo de personagens comandado por Mia vinha ganhando destaque, “Present Tense” se beneficia do encontro do elenco, especialmente quando foca nos momentos pai e filho entre Oliver e Will.

Mesmo interessado em introduzir o já confirmado derivado focado em Mia e nas Canários Negros, o capítulo não esquece os principais personagens da série e dá a cada um uma importância igual no capítulo: enquanto Oliver e Diggle tentam entender os destinos dos filhos, Dinah e Rene se convencem a não deixar o quase apocalíptico futuro de 2040 se repetir, com Laurel aparentemente onipresente com seus comentários irônicos e bombas de realidade que mexem até com a inabalável filha do Arqueiro.

A ex-vilã da Terra-2, aliás, tem sido uma das melhores coisas dessa oitava temporada. Enquanto Cassidy era subutilizada em quase todos os anos anteriores, essa nova versão anti-heróica de Laurel dá à atriz materiais divertidíssimos para trabalhar, seja chamando Oliver de imbecil para sua filha ou dizendo à menina que matar Grant Wilson (Jamie Andrew Cutler), filho de Slade que treina JJ como novo Exterminador, seria um erro.

Enquanto a trama em si não apresenta nenhuma novidade – com os próprios personagens brincando sobre a constante repetição dos fatos – o roteiro simples e o carisma do elenco carregam o episódio de maneira extremamente natural do início ao fim, sem aumentar desnecessariamente o drama já presente na história. A maneira única como cada personagem encara o inusitado encontro é o bastante para divertir e emocionar o público sem muito esforço.

Apesar de ser o segundo filler seguido em uma temporada curta, “Present Tense” executa muito bem sua premissa e já adianta um pouco a dinâmica do novo derivado de Arrow. Muito melhor que o capítulo da semana passada, o episódio relembra tudo o que fez da série um sucesso até agora, mesmo com uma história requentada.