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Game of Thrones | O que pode ser mostrado em uma série sobre a Longa Noite?

George R.R. Martin deu pistas sobre o que o novo seriado mostrará

15.06.2018, às 17H28.
Atualizada em 29.10.2019, ÀS 16H38

Poucos dias após a HBO oficializar o piloto da primeira série derivada de Game of Thrones - saiba mais, George R.R. Martin deu uma dica importante sobre qual deve ser a trama. Em um post em seu blog, o autor afirmou que votaria para que o seriado se chamasse A Longa Noite. Embora seja improvável que o canal coloque esse título - afinal, como Martin mesmo diz, Game of Thrones deve aparecer em algum lugar - o nome dá pistas importantes sobre a história.

HBO/Divulgação

Nos livros, A Longa Noite se passa oito mil anos antes da chegada de Aegon Targaryen, o Conquistador a Westeros. Ou seja, a informação de que o seriado não terá ninguém conhecido da série regular é verdadeira. Apesar disso, mostrar esse período é uma forma de apresentar ao público eventos e personagens já citados, como a construção da Muralha de Gelo e a vitória de Azor Ahai.

Mas, afinal, o que foi a Longa Noite? A forma mais simples de explicar é que foi um inverno rigoroso que dominou Westeros por uma geração inteira. Isso causou muitos problemas ao continente, como falta de comida, escuridão e morte da população. Mas nada disso se compara à ameaça dos Caminhantes Brancos, que chegaram das Terras de Sempre Inverno também nessa época. Como foi mostrado na série da HBO, essas criaturas foram criadas com o objetivo de proteger os Filhos da Floresta dos seres humanos, mas elas saíram do controle e começaram a buscar a destruição de todas as criaturas vivas. A Longa Noite foi o momento perfeito para colocar isso em prática.

Percebendo o que tinha acontecido, os Filhos da Floresta fizeram uma aliança com os homens no que se tornou a Batalha da Aurora. Eles lutaram bravamente, mas os Caminhantes Brancos tinham a vantagem de ressuscitar os mortos como os Outros e aumentaram seu exército rapidamente. Essa premissa aponta que a série derivada pode explorar mais o gênero do terror, como acontece em várias cenas de Game of Thrones que mostram os Caminhantes Brancos. Jane Goldman, que vai escrever o piloto e pode se tornar showrunner do seriado, já tem experiência na área com longas como A Mulher de Preto (2012) e The Limehouse Golem (2016), dos quais foi roteirista.

A Lenda de Azor Ahai

Outra trama que deve ser explorada é a história de Azor Ahai, o herói lendário (conhecido por outros nomes em outras culturas de Westeros e Essos) que derrotou os Caminhantes Brancos e forjou a espada flamejante Luminífera. Quando a batalha começou, Azor Ahai passou 30 dias e 30 noites fazendo a arma. Porém, quando ele a colocou na água para finalizar o processo, ela quebrou. Ele recomeçou o trabalho, dessa vez enfiando a espada no coração de um leão, mas ela quebrou novamente. Quando começou a forja pela terceira vez, que durou 100 dias e 100 noites, Azor Ahai sabia o que precisava fazer: ele chamou sua esposa, Nissa Nissa, e atravessou seu coração com a espada, unindo a alma da mulher com a lâmina e criando a Luminífera.

Com essa poderosa arma em mãos, ele comandou a luta final contra os Caminhantes Brancos e os enviou de volta para as terras geladas do norte. Nesse momento da história, um outro personagem já citado aparece: Brandon Stark, ou Brandon, o Construtor. Foi ele quem construiu a Muralha de Gelo para manter o mundo dos homens protegido dos Caminhantes Brancos. A Patrulha da Noite também foi formada para proteger a fortaleza.

Tudo isso mostra que a HBO deve investir em uma história que mostrará uma parte importante da origem de Westeros, que definiu muito do que é visto em Game of Thrones. Essa aposta funciona tanto para os fãs dos livros e da série, que vão adorar ver essa parte da trama retratada na TV, quanto para um público novo, que já pode ter ouvido falar da série, mas ainda não acompanha as temporadas. Seja qual for o caminho, o mundo de Westeros deve continuar na TV por muito tempo.