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Crítica

O Verão da Minha Vida | Crítica

Elenco estrelado e história divertida falam sobre o que é crescer

25.10.2013, às 00H48.
Atualizada em 21.09.2014, ÀS 15H08

Duncan (Liam James) começa o filme no "chiqueirinho" de uma perua. O problema é que ele não tem mais 6 anos. Guiando o carro em direção à sua casa de praia está Trent (Steve Carell), o novo namorado da mãe (Toni Collette) do menino. Como se a adolescência já não fosse problema suficiente, Duncan tem que lidar com este cara que é um escroto cheio de si e pronto para destruir o pouco que sobrou da autoestima do jovem, achando que isso é uma forma de educação. No primeiro diálogo entre os dois, o motorista pergunta: "De um a dez, que nota você acha que você é?". A resposta é o que menos importa depois de uma questão errada como esta e o filme roteirizado e dirigido por Nat Faxon e Jim Rash vai fazer de tudo para ajudar Duncan a dar a volta por cima - tarefa nada fácil.

O Verão da Minha Vida

O Verão da Minha Vida

O Verão da Minha Vida

O Verão da Minha Vida

O Verão da Minha Vida (The Way Way Back, 2013) é mais um destes (ótimos) filmes sobre o amadurecimento de um garoto, sua passagem da adolescência para a vida adulta. Estão ali resquícios de A Lula e a Baleia (os pais divorciados), Garotas Malvadas (e as loiras que se acham dominantes), Quase Famosos (sem o sexo, drogas e rock 'n roll) e muitos outros. Um dos diferenciais, porém, é o tom, que consegue flutuar elegantemente entre o clima pesado que Duncan vive na casa de Trent e a diversão que ele tem no seu refúgio, um parque aquático comandado por Owen (Sam Rockwell - sensacional!). É o despertar de uma vida, uma que ele nem imaginava possível até chegar ali.

Apesar de serem estreantes na direção, Faxon e Rash perambulavam por Hollywood há bastante tempo, fazendo pontas em filmes e séries. A estreia dos dois atrás das câmeras aconteceu no ano passado em Os Descendentes, filme pelo qual ganharam o Oscar de Melhor Roteiro. Agora como produtores, diretores e roteiristas, eles demonstram maturidade de veteranos. Embora a trama caminhe para um desfecho previsível, ela faz vários desvios que enriquecem os personagens e também a história.

Vale destacar também o trabalho dos atores. Se Sam Rockwell está divertidíssimo e muito à vontade como o mentor do jovem Duncan, cabe a Steve Carell um tipo de papel bastante diferente de seus trabalhos anteriores. Dizer que é uma surpresa ver tamanha mudança de personalidade seria desmerecer Carell, que já havia se provado em papéis dramáticos em Pequena Miss Sunshine, Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada e Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo, mas Trent é um caso à parte. Não se espante se você sentir uma vontade exagerada de dar um soco naquele nariz enorme. É apenas a prova de que o papel foi muito bem interpretado.

Dependendo da idade e da fase da vida que está passando, O Verão da Minha Vida pode ganhar significados ainda mais especiais. Sem dúvida é uma viagem que vale a pena ser feita.

Nota do Crítico
Ótimo