Filmes

Crítica

Aviões | Crítica

Parece um Pixar ruim, mas é só um filme para DVD que estão jogando no cinema para ver o que dá

12.09.2013, às 19H22.
Atualizada em 15.11.2016, ÀS 11H06

Quando foi lançado, Carros foi quase que unanimemente rotulado como o pior filme feito pela Pixar. Porém, fez quase meio bilhão de dólares ao redor do mundo. Assim veio Carros 2, que conseguiu ser ainda pior, render uma bilheteria menor nos Estados Unidos, mas superar com sobra o faturamento ao redor do mundo, que chegou aos 560 milhões de dólares, impulsionados pelo 3D. Quando chegou para o mercado de DVD e Blu-ray, um dos extras de Carros 2 tinha o vídeo "Air Mater" que mostrava o guincho aprendendo a voar e, no final, dizendo "deviam fazer um filme só com aviões".

aviões

aviões

aviões

Sem aprovar a ideia, a Pixar pulou fora. Assim, por muito tempo, Aviões (Planes) foi um projeto de filme direto para DVD/Blu-ray com produção da DisneyToon Studio - departamento responsável por filmes diretos para Home Entertainment, como os da Tinkerbell. Mas o dinheiro sempre fala mais alto e assim chegamos à estreia de Aviões no cinema.

Totalmente sem imaginação, a história é mais do que previsível. Desde o início é fácil saber o que vai acontecer com o avião pulverizador que quer participar da maior corrida de aeroplanos do planeta. Para conseguir completar a volta ao redor do globo, ele vai ter que vencer obstáculos externos e, claro se superar, enfrentar seus próprios traumas. Tudo aquilo que você já viu centenas de vezes nas telas é repetido novamente. A fórmula - que certamente vai agradar aos pequenos que foram fisgados pelo "visual Carros" - está lá e parece não haver vergonha alguma nisso.

Tudo na animação é claramente voltado para o lado comercial. Se como história Carros e sua sequência não estão à altura dos outros projetos da Pixar, uma coisa é inegável: seu enorme apelo junto aos meninos, que carregam Relâmpago McQueen, Mate e companhia em miniaturas, mochilas, tênis e uma infinidade de produtos licenciados. Para ajudar nas vendas mundiais de Aviões, a competição aérea tem entre os principais concorrentes um modelo inglês, uma indiana, um mexicano e na versão feita para o Brasil uma personagem dublada cheia de "baianidades" por Ivete Sangalo - no original, a personagem é a franco-canadense Rochelle, dublada por Julia Louis-Dreyfus.

Esteticamente não há muito o que criticar. Todos os personagens seguem à risca a estética criada por John Lasseter, com os olhos no para-brisa. A diferença é que as hélices dos aviões agora viram bigodes e ainda houve um belo trabalho de pesquisa para caracterizar cada um dos modelos, como, por exemplo, a utilização de aeroplanos de guerra que conseguem "bater continência". Fora isso, o uso do 3D nas cenas de voo é bem utilizado.

Fosse Aviões um projeto de uma produtora menor, até daria para dar algum desconto. Mas ao saber que a Disney e o Sr. John Lasseter (que comanda a Disney Animation, a Pixar e a DisneyToon) aprovaram tudo isso, fica muito claro que eles só querem uma coisa: voar atrás do seu dinheiro. Em 3D, claro!

Nota do Crítico
Regular