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Cavalo de Guerra | Omelete Entrevista Jeremy Irvine e Emily Watson

Emily Watson e Jeremy Irvine contam sobre a experiência de trabalhar com Spielberg

05.01.2012, às 17H53.
Atualizada em 21.09.2014, ÀS 17H16

Steven Spielberg volta às telas dos cinemas com Cavalo de Guerra, longametragem que adapata o livro homônimo de Michael Morpurgo. Nosso correspondente em Los Angeles, Steve Weintraub, conversou com o elenco do filme durante a divulgação. Nesta entrevista Jeremy Irvine (que interpreta Albert Narracott) e Emily Watson (Rose Narracott) falam sobre como entraram para o projeto e como se sentiam trabalhando ao lado do aclamado diretor.

Confira!

 

Como vocês estão hoje?

Emily Blunt: Bem, você é o primeiro a nos entrevistar. Estamos muito bem.

Jeremy Irvine: Sim, estamos ótimos.

Vou tentar perguntar uma coisa divertida... Vocês ficam... Sentar aqui o dia todo para fazer divulgação é algo que vocês ficam animados porque o filme é muito bom ou vocês pensam: "Meu Deus, vou ficar sentado por oito horas"?

JI: Essa é a minha primeira vez.

EB: Essa é a primeira entrevista dele, de todas.

JI: Você está tirando a minha virgindade com a imprensa.

EB: É isso. Você tem o privilégio de conhecer esse jovem estrelando em "Cavalo de Guerra".

Muito bem. Então vou começar com a minha pergunta muito divertida. Qual é a sua música de karaokê favorita? A pergunta é para os dois.

EB: Eu nunca cantei em um karaokê na minha vida. Exceto uma vez, em um filme. Tive que cantar de cueca. E eu tive que cantar "Simply the Best" da Tina Turner. E eu disse que eu era horrível, que eu não queria fazer. Eu estava morrendo de vergonha. Eles assistiram depois e disseram: "você tem razão, você é péssima".

JI: Eu acho... Eu faria qualquer coisa para me envergonhar então qualquer... Qualquer música que me fizesse parecer pior. Não sei, alguma coisa dos anos 80 está bom.

Falem um pouco sobre como se envolveram com esse projeto. Foi algo que vocês foram atrás ou que veio até vocês?

JI: Eu estava... fazendo um curso na Shakespeare Company, em uma peça... literalmente sendo uma árvore. Eu tinha dois galhos e eu chacoalhava. Era lá que eu estava então não posso dizer que Spielberg veio diretamente até mim. Mas eu assinei um contrato com um novo empresário e acho que esse foi o segundo teste que ele tinha conseguido para mim. Eu fiz muitas apresentações e testes gravados para os diretores de elenco e eles mandarem para o Steven Spielberg.

EB: Eu acho que eles passaram por um processo muito intenso porque eles queriam pesquisar bastante e ver muitas pessoas. Mas acho que o Steven já tinha notado o Jeremy desde o começo porque ele continuava chamando ele de volta. Ele foi o escolhido.

JI: Meses depois eu fiz um teste com a Emily, que foi meu último. Nos demos bem.

E como foi para você?

EB: Não sei se tinham outras pessoas em mente, a gente nunca sabe, mas eu recebi uma ligacão do meu empresário e ele disse que Steven Spielberg iria fazer "Cavalo de Guerra" e que ele gostaria de me conhecer. Então fomos tomar um chá no Claridge's e no fim do chá ele me convidou para fazer.

Você deve ter ficado muito nervosa quando foi tomar um chá...

EB: Mas eu também comecei a minha carreira na Royal Shakespeare Company carregando lanças do mesmo jeito que o Jeremy. Mas receber a ligação, receber um telefonema falando que você seria carregador de lanças na Royal Company foi como estar no paraíso para mim. Por três dias eu estava no paraíso.

JI: Eu achei incrível.

EB: Esse foi... O mesmo sentimento. O Spielberg dizer que te quer, receber essa ligação é muito empolgante. Ele pulou todo o meio. Ele foi direto da Royal Company para o Spielberg.

Falem de vocês: como era no set? Vocês tiveram momentos com o Steven apenas conversando sobre o personagem ou sobre a cena e agindo meio como cinéfilos? Pensando: "Não consigo acreditar onde estou agora".

JI: O que era incrível sobre Spielberg é que ele é bem aberto. Ele é um incrível... Bom, eu sentia que ele era bem paternal no seu jeito de trabalhar comigo. Ele faz você se sentir seguro. Sabe, quando tudo vai até as 4 da manhã em uma filmagem noturna e todo mundo começa a se cansar ele conta essas histórias que só ele teria como trabalhar em "E.T.", "Tubarão" e outras coisas. É, bem... é o sonho de todo mundo.

EB: Eu não sabia o que esperar, nós meio que... Nós chegamos em Dartmoor, que é um dos lugares mais bonitos do planeta. E tinha essa unidade enorme, a maior que já vi e eu pensei: "Meu Deus, deve ter muita gente". Mas na verdade o set parecia muito íntimo, muito amigável. Havia muitas discussões e ele se envolvia bastante no processo de atuação.

Eu tenho que encerrar... Mas vocês viram o filme finalizado e teve alguma cena deletada que lembram de ter filmado?

EB: Eu fazendo pão não foi parar no filme.

JI: E o Joey comendo a torta.

EB: Eu faço um pão e o Joey come uma torta.

JI: Mas é um saco, literalmente, não é?

Parabéns pelo filme, muito obrigado. Boa sorte com o resto do seu dia.

Na trama, em 1914, Joey, um potro com um sinal em forma de cruz no focinho, é vendido ao exército e enviado à Europa, onde se desenrola a Primeira Guerra Mundial. Entregue a um oficial, o animal se torna um cavalo de batalha, testemunhando o horror do conflito na França. A coragem de Joey toca os soldados, enquanto o cavalo sofre pela ausência de Albert, o filho do fazendeiro que ele deixou para trás. Será que ele verá seu dono verdadeiro outra vez?

O novato Jeremy Irvine interpreta Albert. Benedict Cumberbatch, Patrick Kennedy, Tom Hiddleston, David Thewlis, Peter Mullan e Emily Watson também estão no elenco, entre outros. O roteiro é de Lee Hall (Billy Elliot).

Cavalo de Guerra já está nos cinemas.

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