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Kingsman: Serviço Secreto | Matthew Vaughn rebate acusações de machismo e atrizes falam sobre as personagens duronas do longa

Longa estreia nesta quinta no Brasil

Natália Bridi
02.03.2015, às 18H09
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H23
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H23

Kingsman: Serviço Secreto, adaptação ao cinema de Matthew Vaughn para a HQ escrita por Mark Millar e desenhada por Dave Gibbons, agradou grande parte da crítica (o nosso texto será publicado nesta quarta) e tem feito uma boa campanha nas bilheterias (o longa de US$ 81 milhões fez US$ 209,82 milhões até agora). As reclamações em relação ao filme, porém, ressaltam que, embora o longa seja uma homenagem/sátira extrema aos títulos de espionagem (indo de James Bond a Austin Powers), ele também reproduz, sem questionar, os mesmos clichês sexistas do gênero.

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A crítica se refere principalmente a uma polêmica piada envolvendo sexo anal e aos cartazes que reproduzem a arte clássica de 007 - Somente Para Seus Olhos (For Your Eyes Only, 1981). Em entrevista a EW, Vaughn, que escreveu o roteiro com Jane Goldman (sua parceira oficial desde Stardust: O Mistério da Estrela), defendeu o longa, explicando o porquê de ter colocado na boca de uma mulher as frases sugestivas dos finais clássicos de 007. "Acho que isso fortalece as mulheres. Algumas feministas malditas estão me acusando de ser misógino. Eu digo, 'isso não poderia estar mais longe da verdade'. É uma celebração das mulheres e das mulheres ganhando poder de um jeito estranho na minha cabeça, o que levará a outra grande discussão, tenho certeza. Era para ser uma brincadeira louca (...) Para os 20% que ficaram ofendidos, existem 80% rolando de rir. Esses 20 % precisam relaxar. O filme é sobre derrubar barreiras e se divertir um pouco. Não é para ser o ofensivo e definitivamente não é misógino ou qualquer tipo de ataque às mulheres. Isso é certo".

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Os cartazes de Kingsman: Serviço Secreto e 007 - Somente Para Seus Olhos

Embora o diretor tenha sido infeliz ao chamar suas opositoras de "malditas feministas", a crítica em relação ao machismo do filme é bastante exagerada. Kingsman: Serviço Secreto é, como Vaughn explicou, uma colagem de exageros que resultam em um filme, acima de tudo, divertido. Além disso, os dois papéis femininos principais, a vilã Gazelle (Sofia Boutella) e a mocinha Roxy (Sophie Cookson), são bons exemplos de personagens para mulheres, apesar de não passarem exatamente no Teste Bechdel (baseado no cartoon de Alison Bechdel, o filme deve ter duas mulheres com nomes que conversam entre si sobre outra coisa que não sejam homens) ou no Teste Mako Mori (baseada na personagem de Círculo de Fogo, o filme deve ter ao menos uma personagem feminina, com uma narrativa própria que não seja apenas sobre apoiar um homem).

Gazelle, que é um homem na HQ de Millar, está lá como a capanga oficial de Valentine (Samuel L. Jackson) e, apesar de ter seus atributos explorados no cartaz do filme, sua forma física não corresponde a nenhum clichê estético. Suas armas são suas próteses afiadas, não o seu corpo sensual. Já Roxy é a colega/amiga do protagonista Eggsy (Taron Egerton). Mesmo sendo a única mulher a sobreviver na seleção de novos recrutas da Kingsman, ela não está lá para servir como interesse amoroso do herói e tem um papel próprio no objetivo final: a salvação do mundo.

Convidados pela Fox, tivemos a oportunidade de conversar com as duas atrizes sobre sobre os seus papéis:

Kingsman: Serviço Secreto chegará aos cinemas brasileiros em 5 de março.

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