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Da Frigideira: 007 - Cassino Royale

Da Frigideira: 007 - Cassino Royale

Marcelo Forlani, de Los Angeles
20.11.2006
00h00
Atualizada em
29.06.2018
02h23
Atualizada em 29.06.2018 às 02h23

007 - Cassino Royale

Casino Royale

EUA/Inglaterra 2006
Drama - 137 min

Direção: Martin Campbell
Roteiro: Neal Purvis, Robert Wade, Paul Haggis - baseado em romance de Ian Fleming

Elenco: Daniel Craig, Eva Green, Mads Mikkelsen, Judi Dench, Jeffrey Wright, Giancarlo Giannini, Caterina Murino, Simon Abkarian, Isaach De Bankolé, Jesper Christensen, Ivana Milicevic, Tobias Menzies, Claudio Santamaria, Sebastien Foucan, Malcolm Sinclair, Richard Sammel, Ludger Pistor


Quando: Sexta-feira, 17 de novembro.
Onde: Los Angeles, Califórnia (EUA).
Missão: assistir ao Cassino Royale.

Como sempre acontece com os grandes filmes que o Omelete acompanha desde o primeiro boato, eu tinha uma missão importantíssima nesta viagem a Los Angeles: conferir 007 - Cassino Royale (2006) o mais rápido possível e mandar um Da Frigideira quentíssimo para a Cozinha.

Como o filme tem quase 2h30 de duração e eu ia ver um outro filme às 18h no Chinese Theater, em Hollywood, cheguei lá ao AMC de Century City, em Beverly Hills, umas 12h30 na esperança de pegar a sessão das 13h ou 14h. Comecei errado. Como era sexta, não tinha matinê e a primeira sessão era só às 15h45. O jeito foi garantir o ingresso (11 dólares - fora a pipoca) para as 22h15.

Com as seis horas de diferença de fuso-horário cheguei ao cinema com o meu corpo pensando que eram umas 4h da madrugada. Estava com medo de morrer antes do primeiro tiro e perder a viagem. Duplo engano. O filme já começa com morte. Aliás, mortes, as duas primeiras da carreira do agente James Bond, que o credenciam como um agente double-0. E a ação é quase que ininterrupta até o final. Os respiros acontecem nos galanteios, nas conseqüentes transas e no jogo de pôquer contra o vilão Le Chiffre (Mads Mikkelsen).

Os fãs que espernearam tanto pelo primeiro Bond loiro que me desculpem, mas Daniel Craig entrou para a franquia sem dar muitas chances para críticas. Ele pode não ser bonitão como Pierce Brosnan, nem ter o charme do Sean Connery, mas com seu sorriso de soslaio ele vai fazer muita menininha suspirar no cinema. Fora isso, o cara está em forma e não foge da ação - aquela cena de perseguição em um guindaste que aparece no trailer é sensacional (dá-lhe Parkour!).

De volta às raízes

O grande diferencial de Cassino Royale para os seus anteriores diretos não é a mudança de ator principal, mas sim o novo clima, menos high-tech. Esqueça (pelo menos por enquanto) as gadgets mirabolantes do Q. Este Bond do século 21 vai pro pau com o que tiver à mão e contando com muita sorte também. E não pense que ele não sofre... As torturas enfrentadas por Pierce Brosnan durante os créditos de Um novo dia para morrer são histórias de ninar perto do que passa o novo 007 - desafio qualquer homem na platéia a ficar parado na cadeira sem se sentir desconfortável com a seqüência!

Quanto às bond girls... ah, as bond girls! A italiana Caterina Murino vem primeiro como a bela Solange e não demora para cair nos braços do agente inglês. Quem resiste mais é a francesa Eva Green, que interpreta Vesper Lynd sem um pingo do sotaque napoleônico.

Quem comandou toda a renovação do personagem e da franquia foi o mesmo Martin Campbell que já tinha dado um boot na série em 007 contra GoldenEye, a estréia de Pierce Brosnan, em 1995. Uma das suas principais preocupações era diminuir os custos do filme - dos estimados 142 milhões de dólares de Um novo dia para morrer para 75 milhões de Cassino Royale. Diminui-se assim o número de explosões, o que só aumenta o impacto quando elas acontecem. Mais uma sábia decisão entre várias que devem dar aos filmes do agente britânico fôlego para pelo menos mais 10 anos, até a sua próxima reinvenção.

Aguarde a crítica completa do Omelete para o filme - e outras surpresas - em 14 de dezembro, um dia antes da estréia brasileira.

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