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Além da Escuridão - Star Trek | Da Frigideira

Sequência retoma equilíbrio perfeito entre entretenimento empolgante e respeito histórico do filme de 2009

Érico Borgo
07.05.2013
02h00
Atualizada em
29.06.2018
02h45
Atualizada em 29.06.2018 às 02h45

Na série de artigos Da Frigideira o Omelete publica as primeiras impressões de seus críticos de aguardados filmes da temporada, na saída do cinema.

Além da Escuridão - Star Trek

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A primeira pergunta que se escuta ao final de uma continuação é "supera o primeiro?" Além da Escuridão - Star Trek, sequência do inteligente reboot da série de 2009, é tão bom quanto - e segue entregando exatamente o que se espera dessa nova série: camaradagem, excelente desenvolvimentos de personagens, desafios maiores e ação surpreendente.

O reinício de J.J.Abrams peca, porém, em dar "ajudinhas" ao público em certos momentos, com a insegurança gerada pelo olho opressor do estúdio, que precisa ver a série deixar seu status de cult e finalmente desabrochar para o abrangente mainstream. Jornada nas Estrelas, afinal, nunca foi uma grande geradora de dinheiro, mas sim de paixões. Converter essa paixão em bilheteria - e consecutivamente dar sobrevida à série - é o papel da produtora Bad Robot... e depois de um brilhante primeiro filme, que não empolgou o público fora dos EUA, acredito que finalmente chegou a hora de Star Trek brilhar.

Além da Escuridão - Star Trek, afinal, traz todas as referências possíveis para os fãs de longa data (e não apenas decorativas... até um tribble tem vez!), continua trabalhando a relação da dupla Kirk/Spock (McCoy ainda fica no seu canto, surgindo quando é necessário) e encontra espaço para todo o elenco (outrora) secundário trabalhar. A Tenente Uhura (Zoë Saldana) nunca esteve mais atuante, assim como Scotty (Simon Pegg, com destaque imprevisto). Chekov e Sulu sofrem um pouco, mas isso é necessário para dar atenção à grande força do filme, o antagonista John Harrison (Benedict Cumberbatch).

Cumberbatch está aterrorizante em momentos, absolutamente lúcido em outros e fascinante o tempo todo. Ele é o vilão que Nero (Eric Bana) não conseguiu ser no primeiro - e suas motivações e revelações devem arrancar aplausos dos fãs. Eu aplaudi, sem vergonha.

Aplausos, aliás, puderam ser ouvidos em diversos outros momentos pelos fãs mais exaltados. Não vou entrar em detalhes aqui, para não tirar dos leitores as mesmas surpresas que eu tive - e foram diversas.

Mas se os fãs tiveram sua dose de referências e citações, o público que desconhece a série também empolgou-se. É curioso como o filme funciona sem problemas para qualquer pessoa, apostando pesado nas cenas de ação e suspense, executadas com perfeição sob um 3D insano. Quando J.J.Abrams falou que eles estavam tentando levar a estereoscopia a um novo patamar, não estava brincando. A profundidade é uma das mais intensas que já vi (especialmente no IMAX, que vale cada centavo) e foi usada sem qualquer pudor. Desviei mais de uma vez de objetos jogados da tela - ao mesmo tempo apreciando a composição de outras sequências. Os "flares" do diretor enchem a tela e você se sente dentro da ponte de comando.

Sem necessidade de conhecimento prévio, mas valorizando quem o tem, Além da Escuridão - Star Trek tem o mesmo equilíbrio entre entretenimento empolgante e respeito histórico do primeiro filme, mas aumenta o drama e mergulha mais fundo no passado, de onde extrai ideias conhecidas e as torna suas. Revigoradas.

O Omelete visitou a Bad Robot e conta tudo o que viu, além de trazer entrevistas exclusivas com o elenco e o diretor. Clique aqui no Especial Além da Escuridão Star Trek.