Foto de Foto de Nada Será como Antes

Créditos da imagem: Estevam Avellar/Globo

Séries e TV

Entrevista

Série Nada Será Como Antes vira telefilme em comemoração aos 70 anos da TV

O diretor José Luiz Villamarim falou sobre essa nova edição da história que foi exibida em 2016

Henrique Haddefinir
18.09.2020
09h22

No próximo sábado, dia 19, a Globo exibirá no Supercine uma versão telefilme da série Nada Será Como Antes, como parte das comemorações do aniversário de 70 anos da televisão brasileira. A série, escrita por Guel Arraes, Jorge Furtado e João Falcão, conta de forma ficcional os bastidores desse momento histórico, entre os anos 40 e 50, quando as primeiras transmissões começaram. O título Nada Será Como Antes se refere justamente ao quanto a sociedade foi transformada pela chegada desse veículo.

A história do casal Saulo (Murilo Benício) e Verônica (Debora Falabella) serve como base para a apresentação dessa chegada. Ele, um empreendedor que precisa convencer que aquele veículo é o futuro do entretenimento e ela, uma locutora de rádio. O destaque maior, contudo, ficou com Bruna Marquezine, num personagem ousado que mostrou seu amadurecimento como atriz. Nada Será Como Antes foi exibida como série, com episódios semanais e o melhor dos 10 que foram apresentados serão costurados num longa-metragem.

O diretor artístico José Luiz Villamarim falou um pouco sobre a iniciativa desse retorno: "É uma alegria e uma honra poder participar das comemorações do aniversário da TV brasileira com esta série que agora vira um telefilme. É a história de dois personagens que vivem todas as possibilidades de uma relação amorosa profunda, na época em que a televisão era uma aventura. A paixão é o foco da trama e o pano de fundo é a trajetória da televisão brasileira. Falamos da vida dos profissionais que trabalham no dia a dia com este ofício fascinante".

Além do incrível trabalho de reconstrução de época, a série se marcou pela escolha de contar-se quase como um melodrama. Villamarim também falou um pouco sobre isso: “Acho que um dos maiores desafios é pegar um drama romântico escrito por autores que também são diretores e filmar de uma maneira diferente de como eles fariam. Apesar de ser um drama, não é trágico e tem certa leveza. Naquela época, havia uma intensa felicidade no ar, diferente do momento em que vivemos hoje”.

Apesar do grande enfoque romântico, um dos outros grandes atrativos da obra foram os próprios bastidores da chegada da TV, que até então era vista como um investimento tolo - e a ideia de que o rádio seria sempre a grande forma de comunicação do país. Contudo, Villamarim afirma que tudo é ficcional e esses bastidores foram uma caminho de inspiração na hora de filmar a série: “Na hora de filmar uma época, geralmente existe muito respeito. O ator já tem um jeito de sentar, a câmera está mais comportada, essa é a primeira leitura. Pedi, então, que desconstruíssemos um pouco isso. Filmamos com uma câmera solta, muito mais dentro da cena. A série é baseada em fatos reais, mas é uma obra de ficção. No fim dos anos 50, por exemplo, a novela no Brasil era exibida duas vezes por semana. A nossa vai ao ar todos os dias. É interessante que tenhamos essa liberdade. Não é uma produção documental”.

O Supercine vai ao ar logo depois do Altas Horas.

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