HQ/Livros

Notícia

Selo do Código de Ética é completamente abolido por editoras de quadrinhos

HQs dos EUA estão enfim livres da autorregulamentação iniciada na década de 1950

Érico Assis
25.01.2011
01h00
Atualizada em
21.09.2014
14h15
Atualizada em 21.09.2014 às 14h15

A Archie Comics anunciou através do site Newsarama que não vai mais veicular o selo do Código de Ética dos Quadrinhos em suas publicações, já que não as submete para avaliação há mais de um ano. A notícia veio em sequência ao comunicado idêntico da DC Comics (DC Comics vai abolir selo do Código de Ética de suas revistas).

A Bongo Comics, que, ao lado da Archie, era uma das últimas editoras que ainda mantinham o selo do Comics Code Authority, também abandonou a avaliação da Comics Magazine Association of America no ano passado. Ou seja, tudo aponta para o fim do código de autorregulamentação dos quadrinhos que perdura desde 1954.

Comics Code Authority

None

O código foi criado na época em que os quadrinhos viraram alvo de uma campanha moralista nos EUA, que os acusava de corromper a juventude do país. O carro-chefe do movimento era o livro Seduction of the Innocent, do psiquiatra Fredric Wertham. A partir desse momento, editoras associadas deveriam enviar todas suas HQs para serem avaliadas antes da publicação, e ganhar ou não o selinho de aprovação.

O código era pouco ou nada influente nos últimos anos, pois avaliava um número cada vez menor de publicações desde que a Marvel aboliu o selo da CCA em 2001.