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Garra Cinzenta | Estadão tenta resolver o mistério da autoria da HQ

Editora Conrad publicou encadernado da série

Marcelo Soares
20.06.2011
00h00
Atualizada em
12.11.2016
03h03
Atualizada em 12.11.2016 às 03h03

A colunista Raquel Cozer, do jornal O Estado de S.Paulo, tentou resolver um mistério de mais de 70 anos: o da verdadeira identidade de Francisco Armond, o roteirista da série em quadrinhos Garra Cinzenta, originalmente publicada por A Gazeta entre 1937 e 1939. Neste ano, a Editora Conrad está publicando uma edição encadernada da série, desenhada por Renato Silva.

O álbum conta a história de um cientista que usa uma máscara de caveira e fazia experiências “no estilo Josef Mengele”, como compara Raquel. A autoria dos roteiros costuma ser atribuída a Helena Ferraz, que editava o jornal Correio Universal. Mas uma nuvem de dúvidas paira sobre o assunto – a principal é que a confirmação da identidade é atribuída ao jornalista Sérgio Augusto, que nega ter dito qualquer coisa do gênero. Segundo ele, ouvido pela colunista, o único envolvimento conhecido de Helena com os quadrinhos foi na tradução das primeiras histórias do Fantasma. Um filho da jornalista, hoje com 80 anos, também nega.

Garra Cinzenta

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Como o mistério da autoria permanece, restam as histórias. Raquel conta que “o enredo criado como algo entre o noir e o terror ganha ares involuntários de comédia, o que só torna a leitura mais interessante”.

As duas páginas publicadas na coluna mostram uma linguagem visual bastante ágil, e os diálogos não ficam muito abaixo do padrão de contemporâneos famosos, como as primeiras histórias de Superman e Batman publicadas nos encadernados Crônicas, da Panini. Vale no mínimo uma folheada.