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Byrne solta o verbo e fala do cancelamento de X-Men: Hidden Years

Byrne solta o verbo e fala do cancelamento de X-Men: Hidden Years

Jotapê Martins
24.11.2000
01h00
Atualizada em
29.11.2016
05h07
Atualizada em 29.11.2016 às 05h07
Em recente entrevista, John Byrne revelou os bastidores do cancelamento de X-Men: Hidden Years, detalhou novos projetos e teceu comentários sobre decisões estratégicas da Marvel Comics.

Numa de suas últimas intervenções no Byrne Ward, o fórum de debates que mantém na AOL, o quadrinhista contou que havia sido informado pela editora Lysa Hawkins sobre a decisão da diretoria da Marvel em voltar atrás, permitindo que Hidden Years continuasse até o número 22 e não até o 19 como fora noticiado antes (lista dos cancelamentos). A edição 22 é a que ele produzia quando soube do fim do título. Segundo Byrne: "com pequenos ajustes, vou poder concluir a trama, encerrar subplots e finalizar a série de uma maneira feliz".

No entanto, na entrevista concedida ao site GrayHeavenMagazine, Byrne não poupou detalhes e nem a Marvel. De acordo com suas declarações, na época em que decretou o cancelamento de Hidden Years na edição 19, a diretoria da Marvel chegou a lhe propor manter a revista até o número 22, contanto que ele aceitasse participar de um novo título X com Chris Claremont (leia sobre a parceria aqui).Tratava-se de um projeto que Bill Jemas, o chefão da Marvel, já havia anunciado antes mesmo de qualquer confirmação. No entender de Byrne, a Marvel estava propondo "adiar a execução" de Hidden Years caso ele evitasse que seu presidente passasse por mentiroso.

Orion #8 - Arte de Walter Simonson

Na mesma entrevista, Byrne mencionou sua participação no projeto de Stan Lee para a DC Comics embora não faça idéia da data de lançamento. Ainda para a DC, ele desenhará algumas edições de Orion a partir de argumentos de Walt Simonson e pretende dar início em breve à mini-série Generations 2, a seqüência do título elseworld homônimo, que narra as aventuras de Batman e Super-Homem caso tivessem realmente surgido em 1938 e 1939 e envelhecido até os dias de hoje.

Voltando a falar sobre a Marvel, Byrne teceu comentários pessimistas sobre a linha Ultimate, tida por muitos como o grande lance da editora para atrair novos leitores. Quando ouviu falar da linha Ultimate, ele a considerou uma grande idéia. A decisão de gerar títulos de personagens já consagradas voltados para novos leitores sem descuidar dos gibis já existentes permitiria à Marvel alargar sua base no mercado, sem arriscar sua atual posição. Infelizmente, na sua opinião, o lançamento do primeiro gibi Ultimate foi um trabalho porco. Entre suas deficiências, o criador de Next Men destaca a distribuição em lojas de vendas diretas (de difícil acesso aos leitores novatos), um lançamento seguinte – Ultimate X-Men – somente no fim do ano, muito depois de encerrado o oba-oba inicial, e, como se não bastasse, a veiculação gratuita da revista Internet.