HQ/Livros

Artigo

A morte do Super-Homem

Do surgimento de Apocalypse à derrota do Homem de Aço

Rodrigo Piolho
17.11.2012
17h29
Atualizada em
02.11.2016
11h04
Atualizada em 02.11.2016 às 11h04

Leia antes Quando mataram o Super-Homem

A morte do Super-Homem teve um prelúdio de sete páginas publicado originalmente em Man of Steel 18. Com textos de Louise Simonson e arte de Jon Bogdanove e Dennis Janke, a HQ mostra uma criatura misteriosa que escapa de uma prisão sabe-se lá onde e, sem mais nem menos, começa a destruir tudo o que encontra em seu caminho. Na última página, Óberon, o anão que ajudava Maxwell Lord a administrar a antiga Liga da Justiça, recebe um pedido de ajuda e destaca a equipe para o local.

A Morte do Superman

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Assim, a morte do Super-Homem começa mesmo a se desenvolver em Justice League of America 69, com textos e lápis de Dan Jurgens e nanquim de Burchett. "Saldos da derrota" é o nome da história que, basicamente, mostra a Liga da Justiça, na época formada por Besouro Azul, Gladiador Dourado, Fogo, Gelo, Máxima e Bloodwynd, confrontando o vilão e tomando uma tremenda surra. Até então, o monstro não tinha nome. O Super só aparece na última página, praticamente trombando no Gladiador Dourado, que voava sem controle depois de tomar uma bela bordoada. Nesse momento, o Gladiador batiza o assassino do Super-Homem: Apocalypse.

Já no primeiro capítulo, há pontos que valem a menção. A Morte do Super-Homem, assim como Guerras Secretas, da Marvel, foi lançada originalmente no Brasil antes do momento cronológico adequado, buscando aproveitar a estratégia de marketing planejada pela DC. Desta forma, há algumas disparidades cronológicas, como o fato de Guy Gardner estar usando o anel de Sinestro e um uniforme diferente do tradicional. Outro fato estranho, mas nada a ver com a cronologia, é o comportamento de Apocalypse com relação aos membros da LJA. Na história anterior, com um simples soco, o vilão detonou um caminhão-tanque de tamanho razoável. Já no confronto com a Liga, o mesmo vilão não só esmurra, como enfia a cabeça de Guy Gardner no concreto antes de dar uma violenta pisada nela e nem assim o irritadiço herói desmaia. O mesmo acontece nas lutas seguintes, o que deixa, no mínimo, um ar de estranheza na situação. Afinal, se com um soco, ele detona um caminhão carregado, como é que o mesmo golpe apenas quebra as costelas de Gelo, que, até onde sabemos é basicamente uma humana normal? Por essas e por outras, fica evidente que a história foi alinhavada às pressas.

De qualquer forma, a luta da estropiada Liga para deter Apocalypse, agora com o reforço do Super, continua em "Contagem regressiva para o Apocalypse", originalmente publicada em Superman 74, novamente com textos e lápis de Jurgens e nanquim de Breeding. Nem a força conjunta dos membros mais poderosos da LJA, acrescidos do Super, conseguem deter o vilão que, não só massacra a Liga, como ainda consegue fugir no final, sendo perseguido pelo Super-Homem.

A perseguição continua em "Sob fogo cerrado", publicada originalmente em Adventures of Superman 497. A equipe de criação composta pelo roteirista Jerry Ordway, o desenhista Tom Grummett e o arte-finalista Doug Hazlewood mostram o Super-Homem desistindo temporariamente de ir ao encalço do monstro para ajudar seus amigos feridos e, logo depois, retomando a caçada. Basicamente, de novo, são 22 páginas de pancadaria, em que Apocalypse continua espalhando destruição. Nem mesmo o esforço de Máxima e do Super conseguem deter o avanço do monstro.

"... Apocalypse está chegando", publicada originalmente em Action Comics 684, teve textos de Roger Stern, e ilustração da dupla Jackson Guice e Rodier. Apocalypse e o Super-Homem, agora com o auxílio do Guardião, continuam a trocar bordoadas por mais 22 páginas, enquanto o monstrão vai rumando para o leste. A batalha chega aos laboratórios Cadmus, de onde Apocalypse, depois de nocautear tanto o Guardião quanto o Super, decide seguir para Metrópolis. Por quê? Oras, porque em "Sob fogo cerrado", ele viu (pasme!) uma propaganda na TV anunciando que o maior evento da Luta Livre do século ocorreria naquela cidade. Claro que ele não ia perder essa!

O trio formado por Simonson, Bogdanove e Janke retorna à trama com "O dia do Apocalypse" (Man of Steel 19). No penúltimo capítulo da saga, são mais páginas de pancadaria praticamente ininterrupta e sem sentido. Super-Homem, agora auxiliado pela Supermoça, a Unidade de Crimes Especiais e o professor Hamilton combinam forças para tentar parar Apocalypse, sem sucesso.

Finalmente, o round final é disputado na histórica - pelo menos, é assim considerada por alguns - Superman 75. A história "Apocalypse" foi produzida por Jurgens e Breeding e mostra o final do conflito entre o maior dos heróis e seu algoz. Depois de mais de 100 páginas tomando bordoada a torto e a direito, o Super-Homem descobre uma maneira de ferir Apocalypse e usa suas últimas forças para nocautear o bichão em apenas quatro páginas. No fim, extenuado, o Super parte dessa pra uma melhor, soltando seu último suspiro nos braços de sua amada Lois Lane.

Continua em Quatro Super-Homens

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[artigo originalmente publicado em novembro de 2002]