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Por que o filme do Coringa merece o Oscar?

Discutimos como o filme deve se sair na maior premiação do cinema

A cozinha
19.01.2020
12h18
Atualizada em
19.01.2020
12h30
Atualizada em 19.01.2020 às 12h30

O Coringa é um dos personagens mais enigmáticos da DC. Criado em 1940, o vilão do Batman rapidamente chamou a atenção dos leitores, já que sua origem era desconhecida e ele se mostrou um dos maiores adversários do Homem-Morcego. Rapidamente o sucesso do personagem ganhou outras mídias e, agora, o filme solo do personagem, estrelado por Joaquin Phoenix, lidera as indicações ao Oscar 2020, com 11 categorias. Mas será que a produção merece o prêmio máximo da Academia?

Para começar, é interessante repassar a carreira do protagonista. Phoenix começou sua carreira na década de 80 e rapidamente chamou a atenção em produções no cinema e TV, quando ainda assinava como Leaf Phoenix. Sua primeira indicação ao Oscar ocorreu em 2001, pelo papel de Commodus em Gladiador. Desde então, o ator continua se destacando no cinema e já teve outras duas indicações além de Coringa: em 2006 por Johnny & June e em 2013 por O Mestre.

Mas será que é fácil dar vida ao Príncipe Palhaço do Crime no cinema? O vilão já foi interpretado por nomes importantes, como Cesar Romero, na série do Batman dos anos 60 e Jack Nicholson nos longas de Tim Burton. O papel ganhou destaque para toda uma nova geração com Batman: O Cavaleiro das Trevas, em que foi interpretado por Heath Ledger, o astro que morreu após as filmagens e recebeu um Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante.

Com isso, a interpretação do Coringa já chega com alguns pontos que ajudam o ator. Toda essa mística envolvendo o personagem naturalmente chama mais a atenção do público e permite que o ator seja mais extrovertido e tenha tempo de tela para entregar uma boa performance. No caso de Phoenix, ele passa por várias personas de Arthur Fleck, seja o inseguro, o galã, o assustador, etc. Tudo isso faz com que sua atuação chame mais a atenção da Academia e se torna uma das favoritas do ano.

Além disso, Phoenix se preparou bastante para o filme. O astro estudou pessoas que sofrem de risada patológica, assim como seu personagem no filme. Dessa forma, o astro entrega tipos diferentes de risada para quando seu personagem realmente está feliz, ou quando está angustiado e triste, mas mesmo assim não consegue parar de rir. Tais nuances tornam Joaquin Phoenix um dos favoritos ao prêmio de Melhor Ator do ano e isso pode consagrar ainda mais o filme da DC, que já fez história pela sua quantidade de indicações.

A 92ª cerimônia do Oscar acontecerá em 9 de fevereiro e, novamente, não terá um apresentador principal. Acompanhe a cobertura completa do Omelete no site e as redes sociais.