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Massacration mostra novo clipe com exclusividade na SuperLiveNerd Rock

"Massacration não precisa provar mais nada pra ninguém; é a maior banda de heavy metal do mundo", diz criador

José Norberto Flesch
09.07.2020
12h00
Atualizada em
08.07.2020
18h40
Atualizada em 08.07.2020 às 18h40

No próximo domingo, (12), às 20h, Felipe Torres, integrante do grupo humorístico Hermes e Renato (ele faz o personagem Boça), e um dos criadores da banda de heavy metal paródia Massacration, participa do painel Evolução do Rock, na SuperLiveNerd Rock, no mesmo bloco em que está programado um pocket show da banda. Ele diz ao Omelete como será a aparição do Massacration e fala sobre os projetos do grupo.

"Na SuperLiveNerd, a banda entra e faz uma chamada para o vídeo de 'Metal Galera', novo clipe do Massacration, que é apresentado em primeira mão na sequência", conta Torres, que dirigiu o trabalho junto com o cineasta Alexandre Machado.

"A banda está voltando e tenho notícias fresquinhas: o Massacration está para produzir muita coisa nova", continua Felipe.

Segundo ele, há um intuito por trás do novo clipe. "Metal Galera' é uma conclamação ao povo do metal. Foi gravado antes da pandemia, no final do ano passado, na (avenida) Paulista, com uma marcha do metal convocando todos os estilos a curtirem junto com a banda."

Há a promessa de lançamento de mais clipes e músicas novas. "Se juntar com o que já fizemos nos dois anos anteriores, quem sabe sai até um disco, no fim deste ano."

Torres diz que não é fã de lives, mas que o formato o agrada. "É uma nova oportunidade para todo o mercado do entretenimento. Abre possibilidades. É uma desregulamentação até, nesse sentido. Para quem pode criar e exibir para o público algum conteúdo que caiba dentro do formato live, acho relevante esse momento", fala.

"A live já existia. Eu mesmo já consumia, como programas de rádio. Não assisto tanto, mas tem outras coisas que gostei de ver dentro do formato live, como por exemplo alguns debates. Mas não vi com música ainda", conta.

Ele acha que a pandemia do coronavírus consolidou a live. "Está todo mundo encontrando seu formato ideal porque, diferente do show, que a pessoa vai e tem de certa forma o ineditismo da apresentação, fora todo o ritual de se vestir para ir e tal, a live é mais despojada. O artista está dentro de casa, então tem que investir em criatividade para mostrar cada vez algo diferente. Senão não há sentido em fazer uma depois da outra. Se você fizer lives semanalmente, por exemplo, tem que ter cada hora uma nova história para contar. Ainda tem muita coisa a ser descoberta aí nesse caminho", diz.

E o futuro da live? "Não sei como será na hora que (tudo) voltar (ao normal), se voltar. Mas o caso do Flamengo (que transmitiu ele mesmo o jogo) já é revolucionário. Não que eu ache que vá acabar a relação dos clubes com as emissoras, mas já existe essa outra possibilidade."

O próprio Massacration estuda fazer um show em drive in e também uma live para celebrar Gates of Metal Fried Chicken of Death, primeiro disco do grupo, que completa 15 anos em 2020.

Nada mal para uma trupe que começou parodiando grupos como o Manowar e sofreu certo preconceito no metal. "Esse preconceito vinha mais de bandas ou da mídia especializada. Eles torciam um pouco o nariz. mas hoje o Massacration não precisa provar mais nada pra ninguém. É a maior banda de heavy metal do mundo", conclui Torres, usando a classificação que a banda costuma dar a si mesma.