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LANY | “Tomara que gostem tanto da gente quanto gostam do Justin Bieber”

Banda foi uma das afetadas pela paralisação dos palcos no Lollapalooza 2019

Jacídio Junior
10.04.2019
19h05
Atualizada em
10.04.2019
19h18
Atualizada em 10.04.2019 às 19h18

LANY, o trio norte-americano surgido em 2014, esteve no Brasil como parte do line-up do Lollapalooza 2019. Depois de uma turnê por toda a América Latina, o grupo foi um dos afetados pela interrupção dos shows durante o segundo dia do festival, por riscos de raio - saiba mais. No entanto, algumas horas antes de subirem ao palco, para apresentar apenas duas faixas, Paul Jason Klein (vocalista), Charles Leslie "Les" Priest (guitarrista) e Jake Goss (baterista) conversaram com Omelete sobre como é ser uma banda relativamente jovem e desfrutar de tanto sucesso ao redor do globo, a estreia na América Latina e se Justin Bieber é ou não uma inspiração para a música que eles criam. Veja abaixo.

Logo de entrada, algo que chama a atenção é a formação do grupo, já que não é tão fácil ver bandas formadas por trios. Sobre isso, Priest comenta que não existe um número certo de integrantes para montar um grupo musical: “Nos entendemos muito bem desde o primeiro momento, nós temos instintos e backgrounds musicais muito diferentes, e eu acredito que nós encontramos uma mágica juntos, e aqui nós estamos”.

A banda formada em 2014 tem no currículo diversos recordes de vendas nos Estados Unidos e na Europa, porém antes da reunião como parceiros musicais, os três já eram amigos, algo que potencializa ainda mais a experiência da banda, de acordo com Klein.

“É realmente interessante pensar em quantas horas passamos juntos, escrevendo, compartilhando ideias, mas - na verdade - ainda estamos entendendo como ser uma banda. Mesmo amigos, temos jornadas e histórias diferentes, a gente ainda tá descobrindo e aprendendo”.

Sobre a vinda ao Brasil e à América do Sul, o grupo confessa que já ultrapassou, há algum tempo, todas as expectativas que tinham sobre em que lugares do mundo poderiam tocar. Com turnês lotadas em seu país natal, na Europa, Ásia e agora por aqui, o trio confessa que a maior preocupação que carregam diariamente é a de se tornarem maiores e melhores.

“Se alguém dissesse pra gente, lá em 2014, que iríamos tocar no Brasil, a gente teria ficado maluco. Vislumbrar a possibilidade de tocar nos Estados Unidos, já era algo incrível. Nosso primeiro objetivo era conseguir tocar em Austin, no South by Southwest, conseguimos. O que veio depois foi maravilhoso”.

Mas e agora, após realizar tantos shows ao redor do mundo, será que a estreia na América Latina mostrou algo diferente para a banda? Klein, fugindo de todos os clichês, afirma que não, e segue:

“Não importa onde a gente toque, sempre é um show do LANY. Nós ficamos muito animados em tocar aqui, era um dos nossos objetivos, mas não importa onde a gente toca, o sentimento é o mesmo. Eu acho que é uma coisa boa, as pessoas sempre cantam com a gente, temos uma conexão muito boa com nossos fãs e isso é ótimo”.

Já caminhando para o final da conversa, entrevistar o LANY e não falar de amor é algo quase imperdoável, já que esse é um tema recorrente em quase todas as letras da banda. No entanto, quão importante eles acham que é falar de amor?

“Se pensarmos bem, toda música é uma canção de amor. Assim, eu acho que as nossas faixas, talvez, sejam um pouco mais óbvias e românticas. É assim que nós somos, e se o público gosta da música, tá tudo certo”.

Será que esse é o aspecto que mais aproxima o público brasileiro da música que eles fazem? Klein é categórico e afirma não saber o que gera essa conexão: “Vimos um show ontem e o público estava tão conectado com o artista. Eles parecem conhecer todas as palavras, eles adoram dançar, gostam do ritmo e das palavras. Eles gostam de música”, afirma.

Ainda, antes de terminar o bate papo, sobrou tempo para tirar uma dúvida. Nos dois discos lançados pelos norte-americanos - LANY, de 2017, e Malibu Nights, de 2018 - é possível perceber elementos sonoros e nuances muito próximas das faixas lançadas por Justin Bieber. Mas será que Bieber é uma influência para o grupo?

“Eu amo Justin Bieber”, diz Klein, “Espero que as pessoas gostem da gente o tanto que gostam dele, isso seria incrível. Eu amo a música dele, mas acho que nunca pensamos em fazer um disco ou uma faixa que soasse como o que ele faz, mas isso é incrível! Isso é um grande elogio pra gente”.