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Mulher-Maravilha de A a Z

As origens, os poderes, os vilões, os criadores, a importância

Marcelo Hessel
05.04.2016, às 11H33
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H42
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H42

Depois de aparecer no cinema pela primeira vez, em Batman v Superman, neste ano em que completa 75 anos de existência, a Mulher-Maravilha agora se prepara para ganhar seu filme solo em 2017. Na cultura pop do século 20, porém, a principal super-heroína da DC sempre esteve em evidência - não só por suas histórias mas também pelo que representa.

Mulher-Maravilha de A a Z

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Na galeria abaixo, fazemos um abecedário do que é fundamental conhecer sobre a personagem: suas origens, seus vilões, criadores, poderes, sua importância para o feminismo e para o Universo DC.

B de Braceletes

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Na cultura bélica amazona, esses símbolos de submissão ao Olimpo tornam-se uma arma poderosa para desviar e refletir balas e outros tipos de projéteis. Quando choca os dois braceletes, Mulher-Maravilha provoca uma onda de energia capaz de fazer os ouvidos de Superman sangrarem.

A de Afrodite

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Na Era de Ouro dos quadrinhos, os braceletes indestrutíveis da Mulher-Maravilha foram criados pela deusa Afrodite como um emblema da submissão das amazonas ao Olimpo. A deusa do amor e da beleza foi também a criadora das amazonas, e ícone supremo dessa sociedade temente dos céus. Com os anos, esse papel de devoção nos quadrinhos passou a ser dividido com outras deusas, como Atena e Hera.

C de Circe

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Criada em 1949, a feiticeira é uma das principais antagonistas da Mulher-Maravilha, inspirada na figura mitológica que aprisionou Ulisses na Odisseia. Beleza, imortalidade, domínio de feitiços e uma tendência a transformar mortais em animais são os atributos mais conhecidos da personagem. 

D de Descontrole

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Na mitologia atual da DC, estabelecida em 2011 com os Novos 52, o deus ferreiro Hefesto criou os braceletes mágicos, e quando os remove a Mulher-Maravilha entra num estado de transe em que sua força - e seu potencial de destruição - é aumentada. Essa ideia do "modo de fúria" sem os braceletes é anterior aos anos 1980 e havia sido abandonado no pós-Crise nas Infinitas Terras.

S de Suffering Sappho!

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Nos quadrinhos da Era de Prata, entre os anos 50 e 60, Mulher-Maravilha esbanjava bordões e interjeições que referenciavam os deuses, como "Merciful Minerva!", "Great Hera!" e "Thunderbolts of Jove!", mas nenhum ficou mais infame que "Suffering Sappho!". Safo de Lesbos foi uma famosa poetisa grega que professava o afeto entre mulheres; Lesbos é a ilha grega que originou o termo lesbianismo.

Z de Zeus

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No reboot dos Novos 52, em 2011, a heroína se tornou uma semideusa na tradição de figuras mitológicas como Hércules. Ao invés de ser concebida do barro da Ilha Paraíso, Diana agora é filha do deus Zeus com a mortal Hipólita, que transa com Zeus depois de duelá-lo por dias, e engravida de Diana. Essa nova origem será aproveitada no cinema no longa que sai em 2017.

Y de Yanick Paquette

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O desenhista de Mulher-Maravilha: Terra Um - graphic novel de Grant Morrison que revisita a origem da heroína resgatando elementos do feminismo e da conotação sexual - virá ao Brasil na CCXP 2016 para lançar a HQ, que faz parte da linha de graphic novels da DC fora da cronologia oficial.

X de XX

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Os cromossomos sexuais femininos determinam o que é ser mulher? Ao longo do século 20, a Mulher-Maravilha impactou a cultura pop e mostrou que ser mulher também envolve valores de irmandade e autoestima. Para Gloria Steinem, as HQs serviram para disseminar essa cultura que o feminismo ainda tentava, no meio do século, levar ao mainstream.

E de Elo

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Na reformulação dos Novos 52, Steve Trevor trabalha para o governo e as Nações Unidas como um elo com a Mulher-Maravilha e a Liga da Justiça, e nutre pela amazona um amor não correspondido. Em anos recentes, o par romântico dela tem sido Superman (ver K de Kal-El). Trevor será vivido por Chris Pine no cinema numa encarnação que respeita a original: como um piloto que se acidenta na guerra e cai na Ilha Paraíso.

W de William Moulton Marston

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O criador da Mulher-Maravilha, que assinava com o pseudônimo Charles Moulton, era também psicólogo, advogado e inventor. Ele criou o polígrafo, e aproveitou o conceito de detector de mentiras na HQ, com o laço mágico de Diana. Feminista convicto, defendia publicamente que no futuro o mundo seria dominado pelas mulheres.

F de Feminismo

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O casamento aberto de William Molton Marston - o criador da heroína vivia com a esposa Elizabeth Holloway Marston e tinha ainda Olive Byrne como companheira - e sua percepção dos quadrinhos como uma mídia de potencial educativo influenciaram a criação da Mulher-Maravilha como uma figura feminina afirmativa. Imediatamente a HQ se tornou canal de ideias progressistas e de ideais feministas, viés que foi amenizado depois que Marston morreu em 1947.

V de Vilões

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Além de Circe (ver C), os antagonistas mais tradicionais da Mulher-Maravilha incluem a Mulher-Leopardo (uma das mais antigas e recorrentes), Ares (o Deus da Guerra está ligado à origem da heroína nos Novos 52), Dr. Psycho (outro antigo, um controlador de mentes conhecido pela misoginia) e Giganta (habitualmente aliada a outro vilão).

G de Gal Gadot

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A israelense nascida em 1985 prestou o serviço militar obrigatório do seu país, competiu como miss e chegou a cursar uma faculdade de direito antes de se tornar atriz na franquia Velozes e Furiosos. Ela é a primeira a interpretar a Mulher-Maravilha no cinema.

U de Universo DC

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Quando começou a interagir com o restante dos super-heróis da DC, Mulher-Maravilha era secretária da Sociedade da Justiça (não ia nas missões, ficava na base enquanto os homens lutavam), e levou alguns anos para se tornar a principal super-heroína do UDC. No fim dos anos 60 virou fashionista, nos anos 80 foi revitalizada por George Pérez após a Crise nas Infinitas Terras e nos Novos 52 teve suas ligações com a mitologia grega aprofundadas.

H de Habilidade

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No Universo DC antes da reformulação da Crise nas Infinitas Terras, em 1985, Mulher-Maravilha não tinha a habilidade de voar livremente, então o seu jato invisível tornou-se com os anos um dos seus recursos mais conhecidos. Hoje, porém, a super-heroína tem a capacidade de voar, mas essa habilidade não está em Batman vs Superman nem estará no longa solo de 2017, em que a heroína só dará grandes saltos.

T de Tortura

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Em anos recentes, o poder do laço mágico de extrair a verdade se confundiu, por um viés politicamente correto, com instrumentos de confissão sob tortura. Superman já disse que "condena o Método Laço". Em 2015, então, Mulher-Maravilha diz numa HQ que o laço não foi criado para interrogar, mas para "ajudar pessoas a ver por si mesmas o que elas são".

I de Ilha Paraíso

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Originalmente o lar da Mulher-Maravilha era chamado de Ilha Paraíso, um refúgio abençoado pelos deuses do Olimpo, para onde as amazonas se retiraram depois de um enfrentamento com Hércules na Antiga Grécia. Enquanto se mantivessem na ilha, as amazonas seriam imortais. A ilha mudou de nome com a reformulação editora da DC pós-Crise e desde 1987 homenageia Temíscira, a capital das amazonas na mitologia grega.

L de Laço Mágico

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Originalmente chamado de laço mágico de Afrodite, é a arma da Mulher-Maravilha para prender seus oponentes e arremessar objetos. Sob o poder do laço, quem estiver amarrado é incapazes de mentir. O criador da personagem concebeu o laço como símbolo do charme feminino, e rapidamente a arma adquiriu conotação de fantasia fetichista. Nos Novos 52, Diana é confrontada por aliados e vilões porque o laço pode ser entendido como um instrumento de tortura (ver T).

J de Jato Invisível

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Apresentado em 1942, o jato era invisível porque - como muitos elementos criados por William Moulton Marston - funcionava como metáfora: no caso, representava a conformidade velada com que mulheres tinham que agir na Era da Depressão para sobreviver no ambiente hostil dos homens. Dentro das histórias, a invisibilidade significa que o caça é imperceptível sob radares.

R de Rainha Hipólita

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A rainha das amazonas, mãe de Diana, foi apresentada morena nos quadrinhos em 1941, na mesma edição de estreia da Mulher-Maravilha, e desde os anos 60 é retratada como loira. Hoje entende-se que a sociedade das amazonas é multiétnica. Embora trate Diana com severidade, Hipólita já colocou a ilha e seu povo em risco para defender os interesses da filha.

K de Kal-El

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A sugestão de um envolvimento amoroso entre Mulher-Maravilha e Superman, dois dos heróis mais poderosos da DC, vem pelo menos desde 1969, quando se beijaram em Superman's Girl Friend, Lois Lane #93. Embora tenha sido mais explorado desde 2011 na cronologia dos Novos 52, a relação está bem presente nas HQs pelo menos desde a minissérie O Reino do Amanhã, de 1996, que imagina um futuro em que os dois têm uma relação consumada - e um filho.

Q de "Que Toda Menina Tem Que Saber"

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Coluna de Margaret Sanger (1879-1966) na revista New York Call, que entre 1912 e 1913 ensinava mulheres sobre sexualidade, principalmente controle de natalidade; o termo "birth control" ficou conhecida por conta de Sanger. Ícone feminista e influência direta na Mulher-Maravilha, Sanger era tia de Olive Byrne, companheira de William Molton Marston.

P de Par Romântico

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O piloto da Força Aérea Americana Steve Trevor é o responsável por tirar Diana da Ilha Paraíso. Quando seu caça cai na ilha, Steve se torna o primeiro homem que ela encontra, e desperta o interesse (com o tempo, amoroso) de Mulher-Maravilha por conhecer o mundo exterior. Durante suas primeiras décadas nas HQs, protagonizava situações invertidas da donzela-em-perigo, já que Mulher-Maravilha sempre precisava salvar Steve de enrascadas.

M de Ms.

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Em julho de 1972, a Mulher-Maravilha serviu de modelo de capa para a primeira edição regular da revista Ms., publicação conhecida por sua postura feminista e liberal e por ter entre suas colaboradoras nomes importantes do movimento, como Gloria Steinem. A capa, que defendia a Mulher-Maravilha para presidente dos EUA, revitalizou a personagem nas HQs, e três anos depois ela ganharia sua série de TV estrelada por Lynda Carter. 

O de Ostracismo

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A localização geográfica da Ilha Paraíso, terra das amazonas, sempre foi mantida em segredo para escondê-la dos homens. Foi alterada com os anos, nas HQs, na TV e nos filmes animados; já ficou no Oceano Pacífico, no Triângulo das Bermudas, no Mar Egeu. É frequente nas HQs - e estará no filme de 2017 - a noção de que esse santuário é maculado quando o homem chega à ilha levando consigo a guerra.

N de Novinha

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Depois de aparecer em HQs no começo dos anos 1960 como uma jovem Mulher-Maravilha, numa época de controle preocupada em tornar os quadrinhos mais "família", Donna Troy foi oficialmente estabelecida como a Moça-Maravilha na série dos Novos Titãs em 1965. Integrante original do grupo teen, ela era uma órfã resgatada por Diana de um apartamento em chamas e levada para a Ilha Paraíso, onde terminou adotada por Hipólita e ganhou seus poderes.

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