Homenagem a Taylor foi celebração histórica com hip hop, rap e rock nacional

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Homenagem a Taylor foi celebração histórica com hip hop, rap e rock nacional

Reunião de amigos transformou palco Bud em uma celebração à memória e a arte do baterista do Foo Fighters

Omelete
4 min de leitura
Caio Coletti, Jacídio Junior e Pedro Henrique Ribeiro
28.03.2022, às 00H14
ATUALIZADA EM 28.03.2022, ÀS 01H29
ATUALIZADA EM 28.03.2022, ÀS 01H29

A expectativa antes do show era grande, muitos nomes já haviam sido anunciados, mas ninguém, além dos artistas, sabia o o que o público iria ver na última noite do Lollapalooza 2022.

Logo após o vídeo de Perry Farrel, abrindo as homenagens, Michele Cordeiro, guitarrista da banda que acompanha Emicida, foi a responsável pelos acordes de "My Hero", clássico composto por Dave Grohl para Kurt Cobain e que agora ganha um significado ainda mais forte. Rael e Emicida nos vocais fizeram questão de destacar o quanto de amor estava sendo emanado nesse momento para a família Foo Fighters.

Emicida contou que as ligações para quem iria participar da homenagem neste domingo foram feitas na noite anterior e citou DJ Nyack, Mano Brown, Planet Hemp, Ice Blue, KL Jay e muitos outros amigos que viriam ao palco celebrar Taylor.

A partir daí, começou a criar uma rota musical, cantou "Noiz" e convidou Criolo para o palco que, após mostrar a mensagem"VOTE", em sua camiseta, entoou "Não Existe Amor em SP" e seguiu com "Convoque seu Buda" e "Grajauex". A participação da rapper Bivolt e Drik Barbosa, com suas faixas, deram ainda mais brilho para a noite que só estava começando.

O público estava atento a tudo que acontecia, cantando e dançando cada musica. Quando Mano Brow e Ice Blue entraram no palco, foram ovacionandos e o show foi ganhando proporcoes históricas. Afinal de contas, reunir tantos nomes importantes do rap e do hip hop nacional em um mesmo palco é, sem dúvida, digno desse termo

As performances de "O Céu é o Limite", "Mil Faces de Um Homem Leal", "Da Ponte pra Cá", e "Vamos Fugir Desse Lugar" formaram um combo impactante.

Fechando esse primeiro momento, Djonga também subiu palco, e deixou o momento ainda mais marcante, estavam ali diversas gerações do rap/hip hop prestando homenagem a um grande nome da música.

Sob uma chuva fina, o público permanecía conectado e Emicida, como bom mestre de cerimônia que é, mantinha as rédeas do show sob seu controle. Quando um rápido momento de dispersão aconteceuz ele puxou "Levanta e Anda" e o show seguiu seu fluxo, enquanto reforçava o motivo de estarem ali.

"Façam barulho para Taylor Hawkings, façam barulho pela família Foo Fighters, façam barulho por todos que lutam pela música".

Planet Hemp veio em seguida e antea mesmo da primeira música Marcelo D2 enfatizou: "Hoje, ele não, hoje a narrativa é de amor", e citou Hawkings, Chorão, Chico Science, Sabotage e outros grandes nomes da música que não estão entre nós. E abriu o show com "Samba Makossa".

D2 também compartilhou o sentimento paradoxal de estar no Lolla cantando para tantas pessoas em uma situação tão triste como a deste domingo. "Quando a gente perde um parceiro de banda, a gente perde um pedaço do nosso sonho. E se a gente não sonha, a gente tá f*dido".

Logo em seguida estreou uma faixa inédita, com participação de Criolo, que estará no próximo disco da banda, previsto para o segundo semestre.

A pressão sonora do Planeta Hemp continua cada vez mais forte e seguiu com algumas de suas faixas mais famosas, como "Legalize Já", "Queimando Tudo", "Deizdazseis", "Fazendo a Cabeça" e seguiu pelo hardcore, com um cover de "Crise Geral" do Ratos de Porão.

Já caminhando para o fim da apresentação, enquanto cantava "Zerovinteum", convidou Emicida para versar sobre São Paulo, fazendo um contraponto à realidade carioca cantada na música, reforçada com a imagem e o nome de Marielle Franco.

Depois de uma homenagem a Me Catra, ficou e a emoção de D2 ao falar mais uma vez de Hawkings e da perda de um amigo de banda, a mistura coesa entre discursos políticos, de amor e momentos emocionais formaram a tônica de um show realizado de última hora, mas que contou com a pegada de uma das bandas mais importantes do país e uma reunião histórica para o rap e o hip hop nacional.

Porém, depois de mais de duas horas de shows, a noite ainda não havia acabado. Emicida fez as honras e anunciou a apresentação surpresa da banda Ego Kill Talent, grupo que tinha uma conexão muito próxima com o Foo Fighters, graças aos shows que abriram para o FF na turnê pelo Brasil, em 2018, e também pelo período que gravaram no estúdio 666.

Assim a noite foi encerrada com rock, fechando o ciclo sonoro com uma versão emocionada de "Everlong", algo que a banda nunca tinha feito.

Logo em seguida, uma performance emocionante de "Best of You", com o Foo Fighters foi reprisada no telão e toda a emoção dos fãs se transformou em lágrimas enquanto os fogos encerravam as homenagens a Taylor Hawkings e também o último dia do Lollapalooza 2022.

Descanse em paz, Taylor.

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