Foto de Lollapalooza Brasil

Créditos da imagem: Lollapalooza Brasil/Camila Cara/Divulgação

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Lollapalooza | Os melhores momentos do último dia de festival

Dia foi marcado por Kendrick Lamar e muito mais

Julia Sabbaga, Jacidio Junior e Mariana Canhisares
07.04.2019
23h48

O Lollapalooza de 2019 terminou com um domingo de céu cinza mas muita cor no palco. Kendrick Lamar fechou muito bem a edição deste ano, depois de shows explosivos de Greta Van Fleet e Twenty One Pilots, além de uma tarde repleta de talentos nacionais. Confira abaixo os melhores momentos no terceiro dia de Lollapalooza:

O estilo único de Luiza Lian

Logo no início do dia, Luiza Lian levou a sua sonoridade alternativa e psicodélica ao Lollapalooza, com muita simpatia. Acompanhada somente pelo produtor Charles Tixier, o show teve uma potência impressionante, que conquistou o público que ainda se aproximava ao som de canções belas como “Mil Mulheres”, “larinhas”, “Azul Moderno” e “Tucum”.

O rock n’ roll orgânico do The Inspector Cluzo

A dupla de franceses do Inspector Cluzo fez um show surpreendentemente pesado para apenas dois integrantes, que fizeram questão de enfatizar que não são apoiados por computadores. O duo francês não apenas entregou suas canções estilosas como conversou muito com o público, em discursos de defesa do ambiente, e entregou um momento hilário em que o baterista Mathieu Jourdain fez uma dança sensual em cima da bateria.

A originalidade crítica do Aláfia

Misturando MPB, funk, música de terreiro e rap, o Aláfia abriu os trabalhos no palco Budweiser dando show de originalidade e crítica política. Além de colocar o dedo na ferida ao falar de racismo e das muitas desigualdades sociais do Brasil, a banda entreteve com muito estilo e botou todo mundo para dançar (leia mais).

O poder magnético do The Struts

Encontrar artistas que entendem como sua performance funciona não é algo que acontece todo dia. E neste domingo o vocalista do The Struts, Luke Spiller, mostrou dominar essa técnica. Com uma performance magnética, movendo-se por todo o palco durante todo o show, era impossível não dançar, colocar as mãos para o auto e bater palmas quando ele pedia. Uma banda que ganha muito graças a força e a compreensão de como fazer um show para fãs e não-fãs (leia mais).

A arte performática da Letrux

Letrux foi outra artista que montou um show perfeito, com muita dança, muitas letras afiadas e muita performance estranha. A cantora apresentou as faixas do seu álbum solo, Letrux Em Noite de Climão, fazendo o público pular e se admirar com toda sua pose de rockstar esquisita. O show também foi um dos mais políticos do festival, com discursos contra a transfobia, citando o presidente Jair Bolsonaro e relembrando Marielle Franco (leia mais).

A celebração musical do Gabriel, o Pensador

Quem achou que o show do Gabriel, o Pensador seria repleto de discursos políticos se surpreendeu com a apresentação do músico nesta tarde de domingo. O rapper começou com a faixa crítica “To Feliz (Matei o Presidente)”, mas a partir daí foi dominada por um clima muito mais de energias positivas do que grandes ideologias. Gabriel o Pensador liderou coros em versos de suas proprias músicas, além de encorajar a cantoria de Charlie Brown Jr. e Legião Urbana, fazendo um momento todo dedicado à música brasileira (leia mais).

O clima e o Interpol

A banda conhecida por suas apresentações com uma aura blasé, pareceu ter combinado com o responsável pelo clima para que tudo saísse perfeito para sei show.

Depois de uma tarde ensolarada no autódromo, nuvens de chuva deixaram o fim da tarde cinza, complementando a sonoridade e a tradicional aposta estética da banda nos telões em preto e branco.

A plateia e o Rüfüs do Sol

A estreia dos australianos no Brasil se tornou ainda mais especial, depois que um problema técnico atrapalhou a performance do meio para o fim do show. Com uma apresentação irretocável e sensível, o trio contou com a total compreensão do público que se manteve conectado às músicas e a atmosfera criada, cantando, dançndo e aplaudindo muito até o final do show.

A diva IZA

Se não bastasse cantar incrivelmente bem e dançar, IZA esbanjou simpatia neste último dia de festival. Seja com seus hits “Ginga” e “Pesadão” ou se arriscando  em covers da Lady Gaga e da Rihanna, a cantora esteve sempre acompanhada do público, que repetia as letras e o rebolado. A aparição surpresa de Marcelo Falcão levou todos à loucura e consagrou a apresentação como um dos melhores momentos do dia (leia mais).

O talento do Greta Van Fleet

Os garotos do Greta Van Fleet deram início a noite de domingo com um show potente e repleto de acrobacias instrumentais, que marcaram pelo talento do baterista Danny Wagner e o exibicionismo do guitarrista Jake Kizska, além de um alcance vocal impressionante do frontman Josh Kizska. A banda de Michigan impressionou os fãs com seus hits e deixou fãs sedentos por um retorno (leia mais).

A emoção do vocalista e a empolgação do público do Years & Years

Disputar a atenção com a atração de encerramento de um festival não é algo fácil, mas o Years & Years passou muito bem pelo teste. Cantando para milhares de pessoas que dançavam e cantavam sem parar, o grupo de pop eletrônico pôde aproveitar muito da empolgação do público brasileiro. O vocalista Olly Alexander em diversos momentos mostrava uma mistura genuína de empolgação e emoção, com lágrimas nos olhos em diversos momentos do show.

A explosão de Kendrick Lamar

A estreia de Kendrick Lamar no Brasil foi memorável. O rapper chegou ao Palco Budweiser já colocando a casa abaixo com “DNA” e fez um espetáculo impressionante para um palco tão simples, onde ficava apenas ele e o responsável pelas batidas. Kendrick reconheceu a demora para vir para o Brasil, e compensou fãs com um show que passou por toda sua carreira e não parou nem um segundo (leia mais).