Universal diz que cinemas são prioridade para estúdio

Créditos da imagem: Trolls 2/Universal Pictures/Divulgação

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Universal diz que cinemas são prioridade para estúdio

Estratégia digital gerou atritos com redes de cinema nos EUA

Pablo Raphael
30.04.2020
11h56
Atualizada em
30.04.2020
12h20
Atualizada em 30.04.2020 às 12h20

Após a declaração do CEO da NBCUniversal, Jeff Shell, de que o estúdio adotará lançamentos simultâneos no cinema e digital ter causado represálias por cadeias de cinema nos Estados Unidos, o executivo veio esclarecer que a companhia está comprometida com as redes de cinema e as exibições nos cinemas são prioridade para o negócio, mas que video on demand será complementar (via Deadline).

"A questão é: quando sairmos dessa situação [pandemia], qual será nosso modelo? Eu espero que os consumidores voltem para os cinemas e seremos parte disso. Também espero que plataformas VOD sejam uma parte do negócio, de certa forma. Não é uma substituição, será um elemento complementar. Nós temos que ver quanto tempo vai demorar e onde isso vai nos levar", disse o executivo na apresentação para investidores da Concast.

"Não há dúvida de que os cinemas serão um dia o elemento central do nosso negócio e da indústria, é como as pessoas fazem seus filmes e como elas esperam que eles sejam vistos. Mas o outro lado é que a maioria dos filmes, gostemos ou não, estão sendo consumidos em casa. Não é realista assumir que nós não vamos mudar, que essa parte do negócio não vai mudar com todas as outras partes mudarão".

Ao final, Shell reforçou a política de lançamentos da Universal, apontando o sucesso de Trolls 2, embora os resultados da animação só devam ser abordados nos resultados do próximo trimestre. "Estamos muito satisfeitos com o sucesso do VOD, mas as circunstâncias particulares de cada filme são únicas e vamos determinar a abordagem de distribuição futura um título por vez".

A rede AMC Theaters não vai exibir novos filmes da Universal Pictures em suas salas nos EUA, Europa e Oriente Médio. A Cineworld, proprietária da cadeia Regal, a segunda maior do mundo, também optou por não exibir filmes da Universal "e de outros estúdios que desrespeitem a janela de lançamentos".