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Um Princípe em Nova York | Como pode ser a sequência do filme 30 anos depois

Primeiro longa chegou aos cinemas em 1988

Camila Sousa
28.06.2018
16h05
Atualizada em
29.06.2018
10h25
Atualizada em 29.06.2018 às 10h25

Em 1988, Eddie Murphy já era um nome bem conhecido nos cinemas. Depois de interpretar Axel Foley em dois filmes de Um Tira da Pesada, ele chegou aos cinemas com um projeto diferente: Um Príncipe em Nova York (Coming to America). Classificado para maiores nos EUA (principalmente por suas cenas de nudez), o longa arrecadou US$ 288 milhões e foi a terceira maior arrecadação do ano, atrás apenas de Rain Man e Uma Cilada para Roger Rabbit. Mas apesar de todo o sucesso, a Paramount anunciou apenas agora, em 2018, que fará uma sequência do longa, chamada de Coming 2 America, uma brincadeira em inglês, já que o número 2 tem o som parecido com a palavra “to”. Mas como essa sequência pode funcionar três décadas depois?

Divulgação

Para quem não se lembra das várias Sessões da TardeUm Príncipe em Nova York conta a história de Akeen (Murphy), herdeiro do reino de Zamunda, que está prestes a começar um casamento arranjado. Para mudar isso, ele vai até os EUA para encontrar uma noiva e o amor verdadeiro. Quando o filme termina, Akeen retorna para sua terra natal achando que perdeu Lisa McDowell (Shari Headley) para sempre, mas ela aparece de surpresa como sua noiva, no dia do casamento e os dois “vivem felizes para sempre”. Toda essa jornada é cheia de referências ousadas à cultura americana da época (como o Soul Glo) e várias cenas que mostram excessivamente o corpo feminino. Claro, essa era uma abordagem comum na época e não há motivos para questionar isso agora, mas é difícil que todas essas características estejam em um longa atual.

Um dos caminhos óbvios é que a sequência conte a história do filho/filha do casal. Se a trama for situada nos dias atuais, é provável que o rei Jaffe (James Earl Jones) já tenha morrido e que Akeem seja o atual comandante de Zamunda. Assim, pode ser a sua vez de lidar com a rebeldia do herdeiro/herdeira do trono. Como dito anteriormente, também é provável que o reino tenha mudado bastante os seus costumes. Se o próprio príncipe quebrou tradições que considerava equivocadas no passado, ele pode ter promovido grandes avanços na posição de rei, como acabar com casamentos arranjados e com as mordomias espalhafatosas mostradas no primeiro filme. Se o casamento não for a questão dessa vez, os roteiristas precisarão criar outra justificativa para ir para os EUA. Conforme divulgado antes, Barry W. Blautein e David Sheffield, que escreveram o longa original, foram contratados para a sequência e fizeram um roteiro prévio, que agora está nas mãos de Kenya Barris (Black-ish).

Mas, apesar de a história do herdeiro ser provável, pode ser que o próprio Akeen queira voltar aos EUA, seja para reencontrar os amigos e familiares de Lisa, seja para viver uma nova aventura na América nos dias atuais. Independente de qual for o caminho, será interessante manter algumas coisas do filme original, como ter Eddie Murphy interpretando vários papéis (algo que se tornou comum em sua carreira posteriormente), a volta de Arsenio Hall como Semmi e a representação da cultura africana, que também pode ser feita de uma forma mais moderna. Imagine se, assim como Wakanda, Zamunda for uma nação altamente desenvolvida tecnologicamente?

Agora é esperar que a produção de Coming 2 America, que será dirigido por Jonathan Levine (Meu Namorado é um Zumbi), comece para valer e que as primeiras notícias mostrem o caminho que a sequência vai seguir.