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Lista

Piores filmes da última década

Listamos as produções que poderiam ser incríveis, mas decepcionaram

A cozinha
18.01.2020
10h55
Atualizada em
18.01.2020
11h53
Atualizada em 18.01.2020 às 11h53

A última década terminou e chegou a hora de listar os piores filmes da década. Embora a temporada tenha sido boa para o cinema, não há como negar que algumas produções deixaram muito a desejar, incluindo produções de super-heróis como Lanterna Verde, estrelado por Ryan Reynolds e o próprio Liga da Justiça, que prometia bastante, mas foi prejudicado por refilmagens e o famoso bigode de Henry Cavill.

Confira os piores filmes da década na Omelista. 

Cada um tem a Gêmea que Merece (2011)

Imagem de Cada um tem a Gêmea que Merece
Cada um tem a Gêmea que Merece/Divulgação

Adam Sandler é o tipo de ator que vai muito bem quando quer. Joias Raras e Embriagado de Amor são exemplos do quão bom esse cara é no drama e Click e Paizão são exemplos da comédia do astro. Quando acerta, acerta bem. E quando erra… Em Cada um tem a Gêmea que Merece ele vive a irmã gêmea dele mesmo - que vira o par romântico do Al Pacino - vivido pelo próprio Pacino. O filme inteiro é uma piada ruim atrás da outra que fecha com o nosso querido Pacino dançando pra uma propaganda de rosquinha enquanto diz falas clássicas de seus filmes (incluindo "Say hello to my little friend", de Scarface). Um horror horroroso.

Remakes de histórias clássicas

Imagem de Rei Arthur: A Lenda da Espada
Rei Arthur: A Lenda da Espada/Divulgação

Se tem uma coisa que Hollywood gosta de fazer é remake. Mas se tem uma coisa que ela gosta ainda mais é de adaptar histórias clássicas, então de tempos em tempos aparece um uma história velha com roupagem nova. E nessa década não foi diferente. Tivemos o Rei Arthur: A Lenda da Espada - cujo objetivo era fazer uma franquia com sete filmes - que foi horroroso e a versão sombria e realista de Robin Hood. Ambos terríveis, ambos esquecíveis, ambos credo. 

Liga da Justiça (2017)

Imagem de Liga da Justiça
Liga da Justiça/Divulgação

Havia muita expectativa sobre o lançamento de Liga da Justiça, mas, infelizmente, o resultado foi uma bagunça. A versão de Zack Snyder podia ser sombria e longa, mas pelo menos ela teria coerência. Mas um filme filmado metade com o Snyder e outra metade com o Joss Wheadon, que tentou deixar tudo colorido em um mundo sombrio ao mesmo tempo que mudou a história tirando totalmente o Darkseid da brincadeira foi só triste. Tanto que até hoje o Snyder não superou e vive postando imagens do longa, dá pistas de como seu filme seria e existem campanhas cada vez maiores pedindo o Snydercut.

A Centopeia Humana 3 (2015)

Imagem de A Centopeia Humana 3
A Centopeia Humana 3/Divulgação

O conceito desse filme já é bem complicado. O primeiro mostra um médico cirurgião que gruda o ânus de uma pessoa na boca de outra criando uma centopéia humana. Assim, nada contra quem gostou do filme, mas haja estômago. Surgiu a primeira sequência e, nesta década, tivemos ainda um terceiro filme onde uma prisão inteira é unida pela boca e pela bunda. Será que era necessário fazer três filmes?

Lanterna Verde (2011)

Imagem de Lanterna Verde
Lanterna Verde/Divulgação

Sem dúvidas essa foi uma década transformadora para Ryan Reynolds. Ele começou 2011 fazendo nada mais, nada menos que Lanterna Verde. Aquele filme que dispensa apresentações. Nada faz sentido na trama e todos que trabalharam nele não gostam do resultado, incluindo o prório Reynolds, que se "redimiu" com Deadpool e voltou aos filmes inspirados em quadrinhos.

O Último Mestre do Ar (2010)

Imagem de O Último Mestre do Ar
O Último Mestre do Ar/Divulgação

M. Night Shyamalan já provou que é um grande diretor com filmes como O Sexto Sentido, Corpo Fechado, etc. Mas quando ele erra, ele erra bastante. Um dos exemplos disso é O Último Mestre do Ar, inspirado na animação Avatar. Os fãs ficaram muito empolgados com a possibilidade de ver a história em live-action, mas o resultado foi desastroso e bem longe do material de origem. Uma pena.

Eu Ainda Estou Aqui (2010)

Imagem de Eu Ainda Estou Aqui
Eu Ainda Estou Aqui/Divulgação

Lançado em 2010, Eu Ainda Estou Aqui é um filme sobre ser babaca no mundo real. O longa foi pensado como um mockmentarie - como são chamados os documentários falsos - só que ele foi levado ao extremo. Na história, Joaquin Phoenix desiste de ser ator e decide virar um rapper. Ele, literalmente, sai na mão com um cara, vai no talk show de David Letterman e é um completo escroto - tanto que o Letterman falou isso - e todo mundo achou que ele havia enlouquecido. Mas não, era tudo parte de um filme genial… só que não. 

Quarteto Fantástico (2015)

Imagem de Quarteto Fantástico
Quarteto Fantástico/Divulgação

Esse foi aquele filme que todo mundo achava que ia dar certo e foi um fracasso monumental. Josh Trank era um diretor jovem que tinha feito o promissor Chronicle. O elenco tinha Michael B. Jordan, Miles Teller, Kate Mara, Jamie Bell… muita gente boa, mas o resultado foi terrível. A repercussão foi tão negativa que Trank ficou cinco anos sem trabalhar. O Miles Teller, que era uma estrela em ascensão depois de Whiplash, voltou a fazer filmes menores e por aí vai. Quarteto Fantástico passou por tantas refilmagens e foi tão diferente do que o Trank queria que ele mesmo renegou o filme, tentou tirar o nome dele dos créditos e já deu declarações de que gostaria de ver um Trankcut no melhor estilo do já citado Liga da Justiça.

Cats (2019)

Imagem de Cats
Cats/Divulgação

Lançado no último dia 25 de dezembro, Cats já é considerado um dos piores filmes da década. O roteiro já é o primeiro grande problema da produção, já que não leva os personagens para lugar nenhum. São várias sequências dos personagens se exaltando como gatos, mas não há uma linha narrativa. Os efeitos visuais ficaram muito esquisitos e isso prejudicou as perfomances dos atores, que realmente estavam tentando entregar algo bom em tela. 

Pelé: O Nascimento de Uma Lenda (2016)

Imagem de Pelé: O Nascimento de Uma Lenda
Pelé: O Nascimento de Uma Lenda/Divulgação

A ideia do filme era interessante, contando a história de um dos maiores atletas brasileiros. Há vários astros nacionais no filme, que tentam de tudo para entregar uma boa experiência, mas o roteiro é muito ruim. Um dos grandes problemas é como foi retratado o futebol brasileiro. A famosa "ginga" é tratada como algo quase mágico, o que gera sequências muito estranhas em campo. A produção, que é americana, também está repleta de estereótipos sobre o Brasil, como a frase "é hora do samba".