Joaquin Phoenix em Coringa

Créditos da imagem: Coringa/Warner Bros/Reprodução

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Adeus, Coringa: os planos de Joaquin Phoenix depois do Oscar

Premiado por sua performance como Coringa, ator agora viverá artista encarregado de cuidar de um sobrinho precoce no novo filme do diretor Mike Mills

Mariana Canhisares
27.02.2020
16h00

Depois de receber três indicações ao Oscar, o ator Joaquin Phoenix finalmente conseguiu sua merecida estatueta com Coringa, história de origem do icônico vilão da DC Comics. Com direção de Todd Phillips, o filme propôs um verdadeiro mergulho na psique conturbada do personagem e, sem a impressionante performance de Phoenix e sua entrega física, certamente não teria o mesmo impacto. Não à toa, Coringa se tornou o filme baseado em HQs com maior número de indicações ao prêmio máximo do cinema, além de conquistar o renomado Leão de Ouro no Festival de Veneza e o título de produção para maiores mais lucrativa da história.

Embora muito se especula que o ator possa voltar a viver o Palhaço do Crime em uma eventual sequência, Phoenix não deve retornar a Gotham City tão cedo. O primeiro trabalho do astro pós-Coringa será ao lado do diretor Mike Mills, conhecido pelos longas Toda Forma de Amor e, mais recentemente, o elogiado Mulheres do Século 20. A produção ainda não tem título oficial, mas colocará o ator no papel de um artista que se vê encarregado de cuidar de seu pequeno sobrinho, uma criança bastante precoce para sua idade, enquanto juntos atravessam o país. O filme explorará a formação do inesperado laço entre a dupla de protagonistas, assim como tocará em alguma medida em temas relativos à saúde mental, já que o pai do menino é bipolar.

Além de Phoenix, o elenco é completado por Gaby Hoffman (Transparent), Woody Norman (Poldark - Herói de Guerra) e Kenneth Kynt Bryan (Claws). O longa, que custou aproximadamente US$ 10 milhões, já está em fase de pós-produção e, por enquanto, ainda não tem previsão de estreia.

Por trás das câmeras, por sua vez, Joaquin Phoenix está envolvido em causas ambientais, como ficou perceptível no próprio discurso que fez no Oscar 2020 - e, no dia seguinte, quando resgatou uma vaca e um bezerro de um matadouro. Agora, porém, ele usa um documentário para continuar a apoiar o movimento.

Depois de impressionar os produtores de Gunda com suas ideias na cerimônia da Academia, Phoenix foi convidado a se juntar como produtor executivo do longa. A produção, comandada pelo diretor russo Victor Kossakovsky, fez sua estreia no Festival de Berlim no último domingo (23) e chamou a atenção do público com uma narrativa sem diálogos ou trilha sonora, que acompanha o cotidiano de animais na fazenda, incluindo o porco que dá nome ao filme. A ideia do projeto era não tentar manipular o público, ou fazê-lo se chocar - segundo Kossakovsky, isso claramente não está funcionando. “Agora vamos olhá-los e vê-los como realmente são. Talvez assim as pessoas entendam", disse à Indie Wire.

"Victor Kossakovsky criou uma meditação visceral sobre a existência que transcende as fronteiras normais que separam as espécies", analisou Phoenix, em entrevista ao Screen Daily. "É um filme de profunda importância e maestria".

Se antes da estatueta Phoenix já colecionava títulos variados no currículo, agora com o reconhecimento da Academia ele deve continuar a surpreender com sua escolha de projetos. Definitivamente será interessante acompanhar seus próximos passos.