CEO da Disney afirma que produções podem deixar a Geórgia por lei antiaborto

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CEO da Disney afirma que produções podem deixar a Geórgia por lei antiaborto

Lei foi aprovada em 7 de maio

Julia Sabbaga
30.05.2019
08h16
Atualizada em
03.06.2019
10h33
Atualizada em 03.06.2019 às 10h33

O CEO da Disney, Bob Iger, disse em entrevista à Reuters que as produções do estúdio podem deixar o estado da Geórgia se a lei anti-aborto aprovada no último dia 7 entrar em efeito. A declaração do executivo segue uma série de protestos de Hollywood contra o ato do governador Bill Kemp.

Questionado se o estúdio continuará realizando produções no território, Iger disse [via CB]: "Acho difícil. Acho que muitas pessoas que trabalham para nós não vão querer trabalhar lá, e nós teremos que respeitar seus desejos neste quesito. No momento estamos apenas assistindo com cuidado". Se a lei entrar em vigor, Iger disse não enxergar "como seria prático para nós continuar filmando lá". 

A lei aprovada no estado, batizada de heartbeat law, proíbe mulheres de realizarem abortos após seis semanas de gravidez, quando o coração do feto pode ser detectado. O prazo, no entanto, é considerado curto demais já que muitas mulheres não descobrem a gravidez em apenas seis semanas.

A declaração de Iger segue a linha do pronunciamento do chefe de conteúdo da NetflixTed Sarandos, que também disse que o estúdio repensará as produções no estado após a lei entrar em vigor: "Nós temos muitas mulheres trabalhando em produções na Geórgia, cujos direitos, junto com milhões de outras, serão severamente restringidos por esta lei". 

Na semana passada, a série The Power retirou a produção da Geórgia, e recentemente Barb and Star Go to Vista Del Mar, longa com Kristen Wiig, também cancelou as filmagens na locação. Diversas celebridades também se uniram para assinar uma carta se posicionando contra a lei, incluindo Amy SchumerSean PennAlec Baldwin, Don CheadleRosie O'Donnell e Mia Farrow.