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Créditos da imagem: 20th Century Fox Television/BBC/HBO

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Lin-Manuel Miranda, Sandra Oh e mais se unem em carta contra racismo no teatro

Mensagem fala contra hipocrisia na indústria teatral

Julia Sabbaga
10.06.2020
11h29

Lin-Manuel Miranda, Viola DavisSandra Oh, Sterling K. Brown e mais centenas de atores e atrizes assinaram uma carta aberta dirigida à indústria teatral nos EUA, denunciando práticas que perpetuam o privilégio branco no setor [via Variety]. A mensagem, que se inicia com a frase "Querido Teatro Branco Americano", descreve o racismo inerente no teatro e acusa uma prática que recusa histórias contadas do ponto de vista de pessoas não-caucasianas. 

"Nós estamos vendo. Nós sempre vimos. Nós vimos você fingir que nos vê", começa o documento. "Nós assistimos você não-desafiando o privilégio branco, nos convidando para participar do próprio racismo e patriarcado que vive em seu corpo, enquanto nós protestamos contra você nos palcos [...] Nós vimos vocês amplificarem nossas vozes quando somos apoiados pela imprensa, mas recusar defender nossa estética quando não somos, deixando nosso modo de vida ser destruído por uma cultura monolítica e racista".

Ainda, a carta descreve um comportamento hipócrita da comunidade teatral, que inclue artistas não-brancos em divulgações, mas os esconde da evidência concreta: "Vimos você usar nossos rostos BIPOC [pessoas negras, indígenas e não-caucasianas] em seus panfletos, pedindo-nos para educadamente aparecer em suas festas, conversas, painéis, reuniões do conselho e jantares de doadores, em salas cheias de rostos brancos, sem estarem disposto a defender a santidade de nossos corpos". 

A carta é também assinada por nomes como Leslie Odom Jr., Jeremy Pope, Billy Porter, Issa Rae, Cynthia Erivo, e mais. A carta aberta na íntegra, assim como a lista completa de nomes envolvidos, pode ser conferida no site We See You, White American Theater.

O movimento vem um contexto de protestos antirracismo nos EUA após a morte do ex-segurança negro George Floyd, em 25 de março. Já sob custódia, Floyd foi sufocado até a morte por um policial e o assassinato foi filmado por pessoas em volta. A brutalidade da ação gerou uma onda de protestos ao redor dos EUA e diversas empresas do ramo do entretenimento repudiaram o racismo demonstrado pela polícia – saiba mais.