Brian Cox critica "superestimado" Johnny Depp em livro de memórias

Créditos da imagem: Brian Cox e Johnny Depp (Reprodução/Montagem Omelete)

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Brian Cox critica "superestimado" Johnny Depp em livro de memórias

Astro de Succession também não é fã de Steven Seagal e Quentin Tarantino

Caio Coletti
01.11.2021
09h02
Atualizada em
01.11.2021
09h20
Atualizada em 01.11.2021 às 09h20

Brian Cox não poupou seus colegas de Hollywood em um novo livro autobiográfico, intitulado Putting the Rabbit in the Hat, que sai no ano que vem. O USA Today revelou trechos da obra em que o astro de Succession não se acanha em dar opiniões sobre nomes como Johnny Depp, Quentin TarantinoSteven Seagal.

Cox diz, por exemplo, que recusou um papel na franquia Piratas do Caribe porque a considera "um show solo de Johnny Depp como Jack Sparrow". O ator definiu o colega de profissão como "muito exagerado, e muito superestimado".

"Olhe para Edward Mãos de Tesoura. Vamos ser sinceros: se você chega no set com aquelas próteses nas mãos, e a maquiagem cheia de cicatrizes no rosto, não precisa fazer mais nada. E ele não fez. Subsequentemente, fez menos ainda", escreveu Cox. "Mesmo assim, as pessoas o amam. Ou costumavam amá-lo".

Já sobre Tarantino, o ator de X-Men 2 Tróia comentou que considera os filmes do diretor "meretrícios". "É tudo superfície. Ele usa mecânicas de plot como substitutas para profundidade. Fui embora de Pulp Fiction no meio da minha sessão", contou.

Apesar disso, Cox disse que participaria de um filme de Tarantino "se o telefone tocasse com uma proposta". "Era Uma Vez em Hollywood, o último filme dele, não foi tão ruim quanto eu esperava, mas também não foi bom o bastante para me converter totalmente", disse.

Por fim, o ator escocês não poupou Seagal, com quem trabalhou no filme Glimmer Man: O Homem das Sombras (1996). "Ele sofre daquela síndrome de Donald Trump, de achar que é mais capaz e talentoso do que realmente é, e parece não notar o exército de pessoas que é necessário para que essa ilusão seja mantida", escreveu Cox.

O trecho do livro revelado pelo USA Today tem também elogios distribuídos pelo ator, no entanto. Ele descreveu Spike Lee como "simplesmente um dos melhores diretores com quem já trabalhou", e o falecido ator Alan Rickman como "um dos homens mais doces, gentis, legais e inteligentes que já conheceu".

Falando ao The Scotsman, Cox explicou porque não segurou a língua (ou a caneta) na hora de escrever seu novo livro. "Foi catártico, e necessário. Cheguei em uma idade na qual queria olhar para as coisas sob a luz da experiência, e ser o mais honesto possível", contou. 

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