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Duna | Peter Berg explica o que houve com a adaptação

"Duna permanece algo muito, muito difícil de ser realizado"

Érico Borgo
11.05.2012
00h00
Atualizada em
29.06.2018
02h36
Atualizada em 29.06.2018 às 02h36

Durante nossa conversa com Peter Berg, o diretor de Battleship - Batalha dos Mares, aproveitamos para entender o que houve com Duna, a adaptação do romance de ficção científica que o cineasta dirigiria.

Berg explicou as razões pelas quais desejou realizar o filme, em especial sua paixão pelo romance, e revelou o resultado de seus oito meses à frente do projeto - que culmiraram na percepção que, devido aos riscos que ele representa, a versão que ele imagina para o projeto é inviável.

"Eu amo Duna", começou. "Sempre senti que o filme de David Lynch não era o filme que passou na minha cabeça quando o li. Acredito que exista algo ali mais voltado para a ação, mais aventuresco e áspero do que o que vi nas telas. Assim, sempre quis refazê-lo. Especialmente depois da série de TV, que ficou muito errada, na minha opinião".

O diretor comentou então seu período como contratado na adaptação. "Trabalhei com um roteirista durante oito meses nesse filme. Quando finalmente terminamos, tinhamos um roteiro de 200 páginas, era enorme e dava para pelo menos três filmes. E esse foi justamente o problema. Se era pra fazer, tínhamos que fazer realmente três filmes. Mas mesmo assim, há muito ali que é difícil de adaptar. A comunicação mental das Bene Gesserit, por exemplo. O silêncio. Muito do que acontece no livro é internalizado. Adaptar isso sem parecer brega ou gratuito, sem depender de falatório, é muito complicado".

"Assim, Duna permanece algo muito, muito difícil de ser realizado. Além de ser muito, muito, muito caro! Ao final, não conseguimos encontrar uma maneira de justificá-lo. E duvido que alguém consiga. Mas é um tremendo livro", concluiu.

O Messias de Duna, segundo livro da série, voltou este mês às livrarias do Brasil. Leia mais.

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