Mark Hamill em Star Wars e Josh Brolin em Deadpool 2/Lucasfilm/20th Century Fox/Divulgação

Créditos da imagem: Lucasfilm/20th Century Fox/Divulgação

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Coringa | Mark Hamill e Josh Brolin reagem ao filme

Ator de Cable fez postagem emocionante no Instagram

Nicolaos Garófalo
05.10.2019
14h11

Dublador de uma das versões mais aclamadas do vilão, Mark Hamill aprovou a interpretação de Joaquin Phoenix em Coringa. De acordo com o ator, o novo filme reimaginou o personagem de uma maneira brilhante e nunca antes vista – veja abaixo:

O filme Coringa estreia hoje. O incrível Joaquin Phoenix, Todd Phillips & Scott Silver [corroteirista do filme] reimaginaram brilhantemente o personagem de uma maneira nunca antes vista! Aprovado por essa velha versão dos quadrinhos... Eu!

Outra celebridade a comentar o filme foi Josh Brolin. Emocionado, o ator falou a respeito dos assuntos tratados pelo longa e como problemas que a sociedade “joga para debaixo do tapete” são expostos, afirmando que a verdadeira irresponsabilidade seria “não assistir” ao filme – confira:

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To appreciate “Joker” I believe you have to have either gone through something traumatic in your lifetime (and I believe most of us have) or understand somewhere in your psyche what true compassion is (which usually comes from having gone through something traumatic, unfortunately). An example of dangerous compassion would be to, say, make a film made about the fragility of the human psyche, and make it so raw, so brutal, so balletic that by the time you leave the theatre you not only don’t want to hurt anything but you desperately want an answer and a solution to the violence and mental health issues that have spun out of control around us. This film makes you hurt and only in pain do we ever want to change. It’s all in the irony of trauma — a fine line between the resentment of wanting to hurt society back for raping you of a decent life, for not protecting you, and accepting what feels like alien feelings with softening to those others who seem freakish in our era of judgment, and digital damnation. Like kids in Middle School: man, they can just be mean. For no reason. And, sometimes, those awful little clicky kids breed an evil in someone that rages much later, when everyone pretends we are all back to normal, when we all thought it had just manned up and gone away. We have a habit of hating and ostracizing and dividing and sweeping our problems under the rug. Joker, is simply lifting the rug and looking underneath it. Nothing more. Nothing less. It’s there.

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Para apreciar Coringa, acredito que você tenha que ter passado por algo traumático em sua vida (e acho que muitos de nós já passamos) ou entender o que paixão de verdade é (que normalmente vem depois de uma experiência traumática, infelizmente). Um exemplo de compaixão perigosa seria, digamos, fazer um filme sobre a fragilidade da psique humana de um jeito tão cru, brutal e plástico que, ao sair da sessão, não só você não quer ferir nada, mas você quer desesperadamente uma resposta e uma solução para a violência e problemas de saúde mental que saíram de controle à nossa volta. Esse filme machuca e apenas com dor nós desejamos mudança. É a ironia do trauma – a linha tênue entre o ressentimento de querer machucar de volta a sociedade que te privou de uma vida decente e não te protegeu; e aceitar o que parecem ser sentimentos estranhos, com cuidado especial àqueles que parecem bizarros nesta era de julgamento e danação digital.

Crianças do ensino fundamental: cara, elas podem ser tão más. Sem motivo nenhum. E, às vezes, essas malditas ganguezinhas infantis criam um mal dentro de alguém que se enfurece muito depois, quando todos fingem que tudo está normal, que nós já nos ‘tornamos homens’ e deixamos para lá.

Nós temos o hábito de odiar, excluir e dividir, varrendo nossos problemas para debaixo do tapete. Coringa está simplesmente levantando o tapete e nos mostrando o que está lá. Nada mais, nada menos. Está lá

Segundo a sinopse oficial, Coringa segue a história de Arthur Fleck, um homem lutando para se integrar à sociedade despedaçada de Gotham. Trabalhando como palhaço durante o dia, ele tenta a sorte como comediante de stand-up à noite, mas descobre que a piada é sempre ele mesmo. Preso em uma existência cíclica, oscilando entre a realidade e a loucura, Arthur toma uma decisão equivocada que causa uma reação em cadeia, com consequências cada vez mais graves e letais, nesta exploração ousada do personagem.

O filme já está em cartaz no Brasil.