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Avatar | James Cameron fala sobre a tecnologia que pretende utilizar [ATUALIZADO]

E universo do filme vira atração da Disney

Érico Borgo
20.09.2011
15h53
Atualizada em
29.06.2018
02h27
Atualizada em 29.06.2018 às 02h27

[Atualização ao final desta notícia]

James Cameron voltou a falar sobre a sua nova obsessão tecnológica, a captura de imagens a 60 quadros por segundo. Ao Hollywood Reporter, o cineasta defendeu que "o 3D mostra a você a janela para uma realidade, mais quadros por segundo tiram o vidro dessa janela".

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James Cameron

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James Cameron

A tecnologia usada hoje no cinema é a de 24 quadros (ou frames) projetados no espaço de um segundo (24 fps). A televisão e os videogames, porém, já estão usando mais quadros - chegando a 60 fps, o que reduz consideravelmente os borrões de movimento. Alguns diretores, como Peter Jackson, já estão experimentando com 48 fps em filmes como O Hobbit, mas Cameron quer mais...

“Eu insisto nessa caminho pois acredito que mais quadros significam um 3D melhor. E se basta uma atualização de software nos projetores digitais para rodá-los, a discussão nem é entre 48 ou 60 fps - façamos os dois! Não muda nada para o projecionista, não é necessário mudar as lâmpadas ou as lentes. Deixemos os aparelhos prontos para os dois formatos e que a decisão entre um e outro fique com o cineasta", explicou.

“Se os exibidores adotarem os dois formatos, gravarei Avatar 2 e 3. com 60 fps. Se eles não adotarem, eu terei que analisar muito cuidadosamente os prós e os contras entre 60 e 48", seguiu. Como Cameron foi o grande propulsor do cinema 3D com Avatar, mudando o mercado dramaticamente nos meses seguintes, a indústria espera que ele o faça novamente nas continuações do filme. Assim, é muito provável que seus desejos sejam atendidos e os dois formatos tornem-se o padrão para os próximos anos pós-Avatar 2.

“Os custos não estão nas câmeras, nem nos projetores. Eu poderia gravar um filme agora em 60 fps se ele fosse todo em live action - e o efeito seria espetacular. O nosso problema no momento é o custo da pós-produção quando o filme envolve efeitos especiais - especialmente a etapa de renderização", concluiu. A renderização é a etapa da produção em que as imagens gravadas ou criadas em 3D - tratadas em baixas resoluções durante a edição para viabilizar o trabalho em tempo real - recebem o refinamento de curvas, texturas e efeitos finais. O processo é lento e totalmente dependente do poder de processamento das máquinas em que está sendo realizado. 60 quadros por segundo significam basicamente quase três vezes mais tempo - já que são 2,5 vezes mais imagens por segundo para processar.

[Atualizado] Para Cameron experimentar com a tecnologia, alguém precisa pagar a conta... A Fox e a Disney chegaram a um acordo para lucrar conjuntamente com Avatar. O universo do filme terá uma atração no Animal Kingdom da Disney World. No anúncio oficial, Cameron diz que está trabalhando com o produtor Jon Landau para conceber a atração, que começa a ser construída no parque de diversões em 2013 - e depois deve se estender para outras Disneylândias do mundo. [Atualizado]

Cameron deve rodar os dois filmes a partir do final de 2011. Avatar 2 tem lançamento previsto para dezembro de 2014 e Avatar 3 deve chegar aos cinemas um ano depois, em dezembro de 2015.

Avatar - Edição Estendida de Colecionador | Crítica

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