Em 2005, Anthony Spinner, um produtor e roteirista
de Los Angeles, tentou
processar a rede ABC e a Touchstone Television por supostamente se apropriarem
de um conceito que ele criou em 1977 - e transformarem a ideia no megasucesso
Lost,
em 2004. Agora ele vai tentar de novo.
Segundo o site TMZ,
Spinner não conseguiu levar o processo adiante quatro anos atrás
por "razões do processo" - o que quer que isso signifique.
Desta vez ele lista até os pontos em que sua ideia foi copiada:
- Avião a caminho de Los Angeles cai em ilha tropical
- Doutor no grupo é a voz humanitária entre os sobreviventes
- Outro líder desafia o grupo a aceitar que eles estão presos
e podem sobreviver com o que a ilha oferece
- Militar sobrevive e monta estratégias para assumir a responsabilidade
da liderança
- Anti-herói teimoso com sombria relação pai-e-filho
em seu passado desafia a liderança
- Um sobrevivente sofre de vício em drogas
- Jovem mulher atlética e resistente sofre perda recente de companheiro
e consegue exercer as mesmas tarefas dos homens
- Minoria étnica precisa conviver com preconceitos, particularmente
de um personagem
- Sobrevivente mulher gosta de se exibir e se envolve romanticamente com um
dos durões
- Ciúme surge quando um homem percebe que atenção de
mulher é voltada para outro homem
- Único sobrevivente de expedição científica é
encontrado com pólvora em abrigo seguro e tem aparente relação
com outros que estiveram antes na ilha com ele
- Animais de clima frio aparecem na ilha tropical
- Embarcação é construída mas depois destruída
por nativos
- Protagonista feminina tem ficha criminal
- Uso regular de flashbacks mostra a vida normal dos personagens antes do
acidente
As semelhanças são evidentes, mas o produtor - que
em seu currículo tem outras séries, como Baretta - precisa
provar que de fato escreveu o material em 1977. Spinner diz que foi contratado
pela Sid and Marty Krofft Productions naquele ano, por 30 mil
dólares, para escrever um roteiro para a ABC que se chamaria justamente
Lost. Segundo ele, a emissora recusou a ideia não só em
1977, mas novamente em 1991 e 1994.
A seu favor, Spinner dizia, em 2005,
que o contrato foi firmado no papel entre ele, Krofft e a ABC. Nesta nova empreitada
ele pede uma fatia dos royalties da série e reparação por
danos. Vamos ver como o caso se desenrola.
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