Impasse continua em Hollywood e sindicato de atores se divide

Screen Actors Guild pode esperar eleições internas para se decidir sobre novo contrato com estúdios

A esperada reunião do dia 26 do Screen Actors Guild manteve o impasse quanto ao novo contrato de trabalho entre o sindicato dos atores e os estúdios de Hollywood. A direção do sindicato apoiou as demandas dos negociadores por mais controle sobre material produzido para exibição online e rejeitou a última oferta feita pela AMPTP, representante dos estúdios.

O SAG adotou um princípio fundamental segundo o qual "nenhum trabalho não sindicalizado será autorizado pelo SAG e todo trabalho feito sob a jurisdição de um contrato com o SAG deve ser devidamente pago, independente do orçamento". A proposta dos estúdios defende a utilização de atores não sindicalizados e o não pagamento de valores para trabalhos para Internet com orçamento abaixo de 15 mil dólares por minuto.

A decisão do conselho diretor do sindicato indica que um novo contrato pode ser adiado por mais dois meses, sendo decidido somente após as eleições de uma nova diretoria da entidade, marcadas para setembro. Em resposta à negativa do sindicato, os estúdios informaram que os atores continuarão trabalhando sob as regras do contrato vencido em 30 de junho, lembrando que o documento garante ainda menor proteção e pagamento para os trabalhos destinados à Internet.

Como forma de pressão, a AMPTP instalou um contador em seu site para mostrar os valores que estão sendo pagos de acordo com o contrato antigo e os valores que os atores deveriam estar recebendo caso a nova proposta tivesse sido aceita.

O processo de eleição de uma nova diretoria para o sindicato já começou, com o que promete ser uma campanha combativa e difícil. O grupo Membership First (Sindicalizados em Primeiro Lugar) está na direção, enquanto a Unite for Strength (União pela Força) é o grupo dissidente que critica a direção do SAG e prega a unificação com o sindicato rival AFTRA, federação que representa um grupo de 40 mil atores e que já fechou seu novo contrato com os estúdios. A Unite for Strenght também culpa a atual direção do sindicato pelo impasse nas negociações.

Entre os candidatos da facção estão Amy Brenneman e Kate Walsh. Estão ao lado da Membership First nomes como Keith Carradine, Scott Bakula e Joely Fisher. Além de divergências quanto às negociações, os dois grupos têm posições diferentes quanto aos procedimentos internos do sindicato. A Unite for Strength defende a idéia de "voto qualificado", ou seja, somente atores que atendam a certas exigências podem votar na aprovação de contratos e greves. A Membership First opõe-se à idéia, considerando que todos os membros são iguais, independente da quantidade ou tipo de trabalho em seus currículos.

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