 Sarah Michelle Gellar em episódio de Buffy. |
Jeph Loeb, o premiado autor das Quatro estações do Super-Homem e do Longo dia das bruxas do Batman estará trabalhando como produtor executivo na versão animada de Buffy: a caça-vampiros, ao lado do criador da personagem, Joss Whedon. Tempos antes de se consagrar como roteirista dos Melhores do Mundo, Loeb já fazia sucesso no cinema e na televisão. São de sua autoria, por exemplo, os filmes Comando para matar, estrelado por Arnold Schwarzenegger, e o Garoto do futuro (Teen Wolf), com Michael J. Fox, que também rendeu série animada na TV.
Sendo mais um fã da jovem heroína interpretada por Sarah Michelle Gellar, seu envolvimento com a franquia não poderia ser mais apropriado. Loeb esclarece que sua relação com os demais membros da equipe de produção foi promissor. Mais que qualquer coisa, acho que eu e Joss aproveitamos a reunião para conhecer um ao outro, como fanboys. Eu queria conhecer o cara da Buffy, ele queria conhecer o cara do Batman. Joss foi uma completa surpresa para mim. Quero dizer, para alguém com seu tipo de sucesso, ser tão aberto ao talento de outra pessoa é, ao menos em Hollywood, bastante extraordinário.
Neste momento, a dupla ainda está escrevendo os primeiros scripts e uma bíblia sobre o universo de Buffy, mas Loeb já revela algumas decisões sobre a direção dos episódios, cujo visual poderá seguir a linha de Batman do Futuro. Temos afetuosamente chamado de Ano um, que é o primeiro ano na vida de um herói. Bem, no primeiro ano da carreira de Buffy, ela era uma iniciante no colegial. Este é o período que estaremos abordando. O escriba de Superman afirma que, devido ao amadurecimento das personagens de Buffy na série principal, a versão animada deverá lidar com aspectos que não fariam mais sentido no contexto do seriado. Por exemplo o primeiro emprego de Willow como babá, Buffy tirando carteira de motorista, estes são momentos típicos de angústia adolescente que eles nunca chegaram a mostrar.
Loeb finaliza com mais uma demonstração de entusiasmo pela Caçadora: O grande lance com Buffy é que ela se tornou um ícone. É parte da doutrina televisiva. E certamente definiu o padrão. Sejamos honestos. Não haveria filme das Panteras sem Buffy. Não haveria Tomb Raider sem Buffy. Foi esta personagem quem abriu as portas para a possibilidade de uma heroína de ação jovem, forte, versada em artes marciais e capaz de chutar alguns traseiros. Então o que eu amo em Buffy, em qualquer mídia, é que você olha para o conceito, olha para o título, e diz isso não vai funcionar. Não deve funcionar por alguma razão! São as melhores idéias. Aquelas que não deveriam funcionar são as que sempre funcionam.