Depois da França lançar o maior
museu de quadrinhos do mundo, é a vez do primeiro-ministro japonês - e otaku
declarado
- Taro Aso querer superar a Europa e declarar seu país o verdadeiro
lugar dos quadrinhos. De acordo com a ABC News, ele quer investir US$
150 milhões (R$ 290 milhões) em um museu nacional do mangá.
A proposta foi mal recebida no Parlamento japonês, visto que o
país atualmente passa por sua pior crise econômica desde o fim da Segunda Guerra
Mundial. Aso rebate que o projeto do museu era da administração anterior, e
que apenas quer concretizá-lo de acordo com planos já acertados - embora, claro,
esteja com um sorriso de mangá na cara por poder executar o projeto.
O museu cuidaria da restauração e preservação dos primeiros mangás
- a indústria moderna de quadrinhos japonesa tem mais de 60 anos -, bem como
organizaria exposições. Os mangás atualmente são populares no mundo inteiro
e merecem um lugar para preservação, argumentam o primeiro-ministro e seus apoiadores.
O orçamento, porém, ainda não está aprovado e, de acordo com a
oposição, merece mais discussões no Parlamento. Se autorizado, superará em mais
de dez vezes o valor gasto para montar o Musée de la Bande Dessinée francês,
inaugurado
nos últimos dias.